08 agosto 2016

A NAÇÃO FARÁ 200 ANOS: bicentenário de independência do Brasil - 2022

30ª Reunião Brasileira de Antropologia


GT 036. Festas, celebrações e ritos: o patrimônio em questão e como questão

Eufrázia Cristina Menezes Santos (Universidade Federal de Sergipe) (Coordenador)
Léa Freitas Perez (UFMG) (Coordenador)
Resumo: Dando sequência a proposição de Gts sobre festas para as reuniões da ABA, atividade iniciada em 2006, e mantida desde então, em todas as RBAs, propomos mais um GT para a 30 reunião, convidando a nós se juntarem pessoas que discutam em seus trabalhos de pesquisa festas, celebrações e ritos, de cariz religioso e urbano, nos quais se reflitam seu uso como bem cultural e imaterial e sua instrumentalização na legislação e na política pública de salvaguarda e de registro do patrimônio cultural dito imaterial. Nosso intento é o de refletir sobre as implicações epistêmicas (conceituais e empíricas) no exercício da pesquisa em sua, cada vez mais crescente, face aplicada no que se refere a seus uso pelos poderes públicos. 

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A NAÇÃO FARÁ 200 ANOS: a máquina comemorativa, os preparativos do bicentenário de independência do Brasil e seus impactos nos programas educativos.
Resumo: Em pesquisas sobre o Teatro das Memórias (CNPq) realizamos estudos de ritanálise dos processos comemorativos na sociedade moderna. A sociedade brasileira é atravessada por uma espécie de máquina comemorativa estruturada desde o Triunfo Eucarístico (1733). Modelo primordial e fundador que assume variações locais, incorporando novas tecnologias, mas permanecendo em sólidas bases socioculturais (neo)barrocas (Canclini, 2003). Na aproximação do bicentenário da Independência detectamos a manutenção desse maquinismo celebrativo. Entretanto, percebemos também recentes lutas pelo poder de legitimação no espaço social da memória e do patrimônio, com consequências profundas nos diferentes espaços sociais, especialmente na educação. Apesar dos processos de patrimonialização possuírem características similares em âmbito nacional, destaca-se a forma pelos quais os grupos sociais intervêm nas lutas pelo poder de simbolização. Diferentes grupos almejam participar não só da seleção do ideal cultural a preservar, mas promovendo resistências singulares no panteão cultural oficial. Assim a presente comunicação traz ao debate os efeitos dessas resistências no plano educativo, analisando as repercussões provocadas, as reações surgidas no tempo de preparação dessas festas públicas e nas mudanças observadas na produção dos bens culturais classificados para a ocasião celebrativa do bicentenário. Ao partimos da análise dos documentos oficiais, nos quais se estabelecem metas definidas no "Todos pela Educação", IDEB, PNE, BNC e SAE, refletimos sobre como dialogam com as novas demandas socio-educacionais atuais. A partir de um olhar aberto para as mutações histórico-culturais da máquina comemorativa (Centenário, República, Descobrimento, Independência etc.), analisamos seus efeitos na contemporaneidade, observando continuidades e descontinuidades no processo de construção do panteão identitário nacional. Como se sabe é forte a articulação entre os discursos do patrimônio, da memória, da identidade e da educação, e nesse estudo analisamos as discrepâncias entre a ordem da representação e da sua efetivação prática, perscrutando diversos dados que problematizam essa relação político-cultural complexa. Em nossa comunicação apresentaremos dados empíricos recolhidos de pesquisas realizadas sobre os 400 anos de São Luis/Ma (2012) e o bicentenário de Macaé/RJ (2013) nos quais encontramos elementos de confirmação de uma estrutura recorrente na história.

Alexandre Fernandes Corrêa (UFRJ), Natália Pereira Lima (PPGE/UFRJ)
Apresentação Oral em GT

Download do Trabalho Apresentado:

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ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO DE JANEIRO - 2016

Brasil - país da festa.

Na Abertura dos Jogos Olímpicos assistimos a exaltação e celebração a-crítica do ato de festejar. 
Hipnotizados sob o efeito mágico da teatralidade neo-barroca testemunhamos a encenação telúrica. 
A apoteose do elogio da miscigenação na etno-cenologia edênica tropicalista. 
Know-how do maquinário festivo hightec para o mundo.
Savoir-faire da felicidade e alegria carnavalizada oferecida como commoditie cultural.
O espetáculo da eco-festividade salvacionista pós-moderna.

"E sou feliz e agradeço 
Por tudo que Deus me deu..."

29 junho 2015

Especialização em Humanidades - UFRJ Macaé 2015

Curso de Pós-Graduação - Lato Sensu

HUMANIDADES NA CONTEMPORANEIDADE
(Aprovado no CEPG - UFRJ)


Aprovado pelo Conselho Deliberativo do Campus UFRJ Macaé em Dezembro de 2014.
Aprovado no CEPG/UFRJ em Maio de 2015.


PARTICIPE DO PRIMEIRO CURSO DE 
ESPECIALIZAÇÃO EM HUMANIDADES DA UFRJ MACAÉ!

23 dezembro 2014

Macaé - Brasil 2022 - Bicentenário da Independência

PROJETO TEATRO DAS MEMÓRIAS 2022
AÇÃO CULTURAL EM HUMANIDADES
PESQUISAS E ESTUDOS CULTURAIS 
MACAÉ BRASIL BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA.
Propostas e Projetos:
1. Pesquisa Representações Sociais das Humanidades em Macaé;
2. Especialização HUMANIDADES NA CONTEMPORANEIDADE - UFRJ Macaé;
3. Espaço-Ciência - Nupem UFRJ Macaé - Museu de Etnociências da Natureza;
4. Projeto Museu do Petróleo - UFRJ Macaé - Petrobras; 
5. Programa HUMANIDADES UFRJ Macaé;
6. Licenciatura em Sociologia - UFRJ Macaé;
7. Intercâmbio com Stavanger/Noruega (CEE) e outras cidades capitais do Petróleo no mundo.

22 dezembro 2014

Sociedade e Tecnologia

Relações entre adultos e jovens na atualidade.

Caminhando por uma rua de Macaé/RJ deparei-me com uma cena peculiar.
Uma família humilde de origem popular e simples, seguia a minha frente numa ladeira relativamente íngreme.
Ladeira no Bairro da Glória - Macaé/RJ
A mulher com traços negros, havia parado na encosta de um muro com a calçada. Remexia um mato que brotava entre as pedras do calçamento e parecia com frutos de mini-tomates verdes. O restante da família sentou logo mais a frente embaixo de uma árvore, protegendo-se do calor e do sol ardente e do ar abafado. Era dia 21 de dezembro, começo do Verão no trópico de Capricórnio.
A senhora continuou mexendo no vegetal e recolheu galhos do mesmo. Ao seguir na direção do marido e dos dois filhos, foi interpelada pelo mais jovem, que perguntou: - O que quer, mãe, com esse mato da rua? A senhora respondeu: - Vocês jovens não sabem de nada. Isso aqui, esses mini-tomates, servem pra muita coisa. Cura ferida, sara furúnculo e outras coisas. É só esquentar e colocar na ferida e no furúnculo que cura... Vou levar, outro dia precisei e não foi fácil conseguir. Vocês jovens têm muito que aprender, não sabem nada dessas coisas.
Mini Tomates
O rapaz juntou-se a mãe que logo seguiu o marido que havia avançado na caminhada com o filho mais novo nos ombros. Virou-se para a mãe e perguntou: - Como a senhora sabe disso? A mãe responde: - Ah, foi teu avô que me ensinou, além de outros mais velhos... O rapaz então arrematou: - É pode ser que a gente não conheça esses remédios do mato, mas a gente sabe de tecnologia, vocês tão por fora... A mãe olhou pra ele e resignada baixou a cabeça se continuou a subida na ladeira do bairro da Glória...
Assim a família seguiu seu caminho até o momento em que desviei para outra vereda. Mas aquele diálogo ficou cravado na memória e brilhou como uma centelha, revelando o âmago de um problema atual de nossa sociedade próprio das relações entre jovens e adultos.
De um só golpe é possível perceber o alcance dessa cena e do diálogo entre a mãe e o jovem filho.
Na mãe, mulher, negra, os conhecimentos antigos, tradicionais, populares, ainda se manifestando e produzindo efeitos socioculturais; no caso terapêuticos. No jovem a força do avanço da tecnologia hiper avançada dos tempos atuais, lançando-o para o futuro. Entre o passado e o futuro as forças se atraem e repelem mutuamente, forçando em todos nós uma tensão poderosa. Hannah Arendt já havia nos alertado para tal impacto, comentando a parábola de Franz Kafka.


Figura original contida no artigo Risco, incerteza e as possibilidades de ação na saúde ambiental. Lieber, R.R. & Romano-Lieber, N.S. Revista Brasileira Epidemiologia. Vol. 6, Nº 2, 2003.

A parábola do escritor Franz Kafka, muito bem interpretada por Hannah Arendt e ilustrada de modo feliz pelos pesquisadores referidos acima, demonstra o campo aberto das possibilidades de síntese, ou de bifurcações, produzidas pelas diagonais que se desenvolvem do encontro dessas forças sociais e culturais poderosas. Seus resultados são imprevisíveis e incertos, mas a força do pensamento nasce dessa tensão.

Outra fonte interessante para desenvolver esta reflexão encontra-se no texto El pensamiento como actividad según Hannah Arendt de Gloria COMESAÑA SANTALICES y Marianela CURE DE MONTIEL, na Revista Utopìa y Praxis Latinoamericana (2006).














http://www.scielo.org.ve/scielo.php?pid=S1315-52162006000400002&script=sci_arttext

21 dezembro 2014

CRISOL em 2015!


Desejamos a tod@s muitas felicidades e muita saúde em 2015!

Agradecemos a possibilidade de compartilhar ideias e pensamentos em mais um ano de pesquisas e estudos. 

Aprendemos muitas coisas novas nesse período que se encerra. 

Descobrimos que para além da rica e bela diversidade inerente à vida natural temos uma imensa e fecunda riqueza fundada nas nossas singularidades, particularidades e personalidades.

Trabalhar no cultivo do espírito público procurando tornar a vida natural e cultural sempre melhor, é um privilégio. 

Nossa missão em 2015 é continuar cultivando, protegendo, respeitando e difundindo as múltiplas potencialidades que temos em comum.


Boas festas e feliz 2015! 

08 dezembro 2014

II Fórum em Humanidades - Encerramento (Fotos)

Prof. Dr. Ivan Domingues - UFMG

Conferência de Encerramento - Blocos Interdisciplinares

Grupo Teatral Rinha das Artes - Esquete: A Perseguição de Timochenco Webi.

Suco de Cevada


Churrasco no NUPEM

Giuliana Leal, Rafaella Binatto e Natália Lima

II Fórum em Humanidades - IV DIA

Mesa - Expansão do Ensino Superior e o Papel das Humanidades

João Batistiolle (UFRJ Macaé), Alexandre Corrêa (UFRJ Macaé) e Nilton Soares (SINDSERJ).

Plano Nacional de Educação em Foco.

Apresentação de Dados da Pesquisa - Representações Sociais das Humanidades 





Profa. Nelma Ferreira - Secretária Municipal de Ciência e Tecnologia de Rio das Ostras/RJ.


Prof. Dr. Gustavo Camargo, Profa. Dra. Cleonice Puggiam e Prof. Dr. Arthur Soffiati

II Fórum em Humanidades - III Dia

Mesa - Heterogeneidades, Complexidades e Humanidades. Sydney Cincotto, Alexandre Corrêa e Paulo de Tarso.


Prof. Dr. Alexandre F. Corrêa (UFRJ Macaé) Palestra: Cidade, Heterogeneidade e Subjetividade - Exposição baseada nas Reflexões de Félix Guattari elaboradas na obra Caosmose.


Mesa de Abertura - Diretor do NUPEM - Prof. Dr. Rodrigo Nunes.


Conferência de Abertura - O Homem, essa invenção contemporânea - Prof. Dr. Emerson Merhy (UFRJ/UFF).



II Fórum em Humanidades (Fotos) - DIA II

Prof. Thaddeus Blanchette.






Fotos e Imagens do II Fórum em Humanidades UFRJ Macaé 2014 - DIA I

I ENCONTRO DE NEGR@S DA UFRJ




Yasia Carolina dos Santos


Diretores do SINTURJ