03 fevereiro 2007

VII RAM - Reunião de Antropologia do MERCOSUL

VII RAM - Reunião de Antropologia do MERCOSUL – Porto Alegre, 23 a 26 de julho 2007.
http://www.ufrgs.br/ppgas/7ram/regras/regras.htm

GT 13 Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Regional
Coordenação:
Arlete Assumpção Monteiro (UPO, Espanha) arlete.as@ gmail.com
Marilda Checcucci Gonçalves da Silva (FURB, Brasil) marildacheccucci@furb.br
Resumo:
Discutir o Patrimônio Cultural – material e imaterial - e suas relações com a identidade e o desenvolvimento regional. O GT prioriza reflexões sobre a metodologia de pesquisa para os estudos sobre o Patrimônio Cultural. Valoriza os movimentos migratórios nacionais e transnacionais em relação à constituição dos patrimônios culturais brasileiros e sul-americanos. Relaciona Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Regional. Enfatiza a importância da educação na preservação do patrimônio e na formação da identidade.


DESAFIOS À POLÍTICA CULTURAL: Patrimônio, memória e desenvolvimento.
Autor: Alexandre Fernandes Corrêa (UFMA). E.mail: alexcorrea@antropologia.com.br
Resumo:
A proposta desse trabalho surge a partir da experiência em projeto de extensão universitária (pesquisa-ação), na qual se enfrentam as diferentes e contraditórias faces da ação cultural com grupos em situação de marginalização e risco social grave. O ponto central a ser destacado nesse processo é o da contradição fundamental que se expressa no trabalho de recuperação do passado traumático em comunidades empobrecidas, que manifestam fortes resistências a essa ação ‘estetizante’ e ‘romântica’ (‘gentrificação’). Como a memória social dos grupos marginalizados de modo algum é ‘rósea’ ou ‘idílica’, o ‘retorno do reprimido’ torna-se conflituoso e se choca com a visão romantizada e ingênua dos agentes de ‘educação patrimonial’. Esse processo tem culminado com a construção de uma paisagem cindida: de um lado a geografia museografada do passado estetizado e ‘gentrificado’; e de outro a ‘guetização’ dos que não conseguem aderir ou integrarem o agenciamento empreendido. No choque intenso e conflitante de visões sobre o passado, a história e a memória, produzem-se resistências e tensões psicossociais nem sempre refletidas criticamente. As comunidades desejam projetos de ‘desenvolvimento’ e ‘melhora de vida’, já os agentes de ‘educação patrimonial’ buscam ‘memórias’ e a ‘recuperação do passado’. O encontro de expectativas diferentes e a falta de um diálogo político esclarecido fazem emergir uma série de mal-entendidos, contradições e incompreensões que merece uma análise sócio-antropológica apurada e crítica.