27 junho 2007

GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS CONVIDA

GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS
&
GRUPO DE PESQUISA RELIGIÃO E CULTURA POPULAR

CONVIDA

Palestra:

O "URROU" DO BOI EM ATENAS:
Instituições, experiências culturais e identidade no
Maranhão.

Profa. Dra. Lady Selma Ferreira Albernaz
Doutora em Ciências Sociais (UNICAMP)
Professora do Programa de
Pós-Gradução em Antropologia (UFPE)

DIA:
12 DE JULHO DE 2007
LOCAL:
SALA DE AULA DO MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS (PPGCS)
CCH/UFMA
HORÁRIO:
17:30Hs


Sinopse da Apresentação:

Pesquisa de campo feita em São Luís em 2001/2002. Tese defendida em 2004, que trata das mudanças nos símbolos de afirmação de identidade cultural maranhense, que passaram dos símbolos eruditos, expressos no titulo de ‘Atenas’ para São Luís, para os símbolos de cultura popular, que tem o Bumba-meu-Boi como principal manifestação. Discute estas mudanças, levando em conta a experiência dessa identidade mediada pela cultura popular, e também enfoca os processos de institucionalização da cultura, e os novos agentes situados nas instituições turísticas. Atualmente a pesquisadora continua trabalhando o mesmo enfoque mais especifico em gênero e raça no Bumba-meu-Boi.

RESUMO DA TESE

Esta pesquisa procura compreender o processo de formulação de identidade maranhense, informada por configurações simbólicas distintas historicamente. A partir de uma investigação na cidade de São Luis, são consideradas políticas, narrativas e instituições que afirmam diferenciação e semelhança entre Maranhão e Brasil – ou seja, região e nação. Atenta-se aqui para as experiências atuais que marcam essa identidade, para a estrutura de relações sociais, a história e as negociações de significados que atribuem sentidos a "ser maranhense". Estas questões são identificadas nas festas populares, promovidas por instituições culturais para os locais e para os turistas, enfocando disputas políticas, simbólicas e econômicas que perpassam os eventos, e destacando os distintos agentes neles envolvidos. A investigação considera as classificações sobre produções culturais que ordenam os valores erudito e popular, em hierarquias distintas, a partir das quais alguns símbolos assumem centralidade em contextos específicos da experiência identitária.
Neste processo, a tradição articula passado e presente, e escolhe, num repertório de significados disponíveis, o que será lembrado e esquecido. As diferenças e desigualdades são percebidas e podem ser articuladas como distintos níveis de pertencimento. Porém, nessas articulações, percebe-se também o que se compartilha como maranhense, mesmo que os significados que lhes dá sentido (como maranhense) tenham variado ao longo do tempo