15 dezembro 2007

Antropologia dos Objetos, Museus e Cidades Patrimonais



26ª REUNIÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA
Porto Seguro - Bahia
01 a 04 de junho de 2008


MR 5 - Antropologia dos Objetos, Museus e Cidades Patrimonais
Coordenador: Manuel Ferreira Lima Filho (UCG)
Componentes: Alexandre Fernandes Corrêa(UFMA), Maria das Dores Cruz (W&M), Ywone Edwards-Ingram (CWF)

O objetivo central desta mesa-redonda é apresentar reflexões de carácter antropológico focando experiëncias etnográficas centradas em objetos, coleções museológicas, sítios arqueológicos, lugares históricos, espaços sagrados e ainda cidades patrimonais. O eixo principal do debate será as estratégias de construção de memórias locais, regionais e nacionais e seus usos políticos, tanto para materializar um passado heróico como para criar estratégias de etnogênese de minorias étnicas (e.g., índios, africanos, afro-descendentes, migrantes etc.). O diálogo partirá de estudos realizados no Brasil, Portugual, África e EUA, mas não se restringirá necessariamente a tais regiões.

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Propostas:

MUSEU MEFISTOFÉLICO: Dante Milano e o imaginário do mal na literatura do início do século XX - a criação da Coleção Museu de Magia Negra/RJ.

Resumo
Este trabalho analisa aspectos históricos e biográficos vinculados ao tombamento da Coleção Museu de Magia Negra do Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro em 1938. Reflete sobre o conceito de patrimônio etnográfico formulado no início do século XX. Destaca-se especialmente a obra do poeta modernista Dante Milano, primeiro diretor do Museu de Magia, na década de 1940. Trata-se de uma reflexão sobre o estatuto museológico da magia, bruxaria e feitiçaria no pensamento social brasileiro. Além do mais é uma reflexão sobre um acervo cultural de especial importância para os estudos da antropologia do mal na moderna sociedade brasileira.

Palavras-chave
Patrimônio Cultural. Museologia. Literatura. Memória Social


MUSEU MEFISTOFÉLICO: a Coleção de Magia Negra e o imaginário do mal na literatura do início do século XX
Autor: Alexandre Fernandes Corrêa (UFMA). E.mail: alexcorrea@antropologia.com.br

Texto sobre o estatuto museológico da Coleção Museu de Magia Negra da Polícia Civil (RJ), inscrita como patrimônio etnográfico no Livro do Tombo do IPHAN (1938). É uma pesquisa de pós-doutoramento sobre o significado cultural do tombamento desse acervo cultural heteróclito. Por meio do mapeamento das significações que o termo etnográfico adquiriu na história, almejou-se compreender como emergiu a idéia de bem cultural de natureza etnográfica. O conceito de etnografia surgiu no momento em que se elaboravam, e disputavam, diferentes versões do mito nacional brasileiro, desde os primórdios da luta pela Independência e se cristalizou com a República. No contexto de afirmação da unidade nacional política e ideologicamente organizada, emergiram as noções de bem folclórico e etnográfico; noções fabricadas na Europa dominada pelo evolucionismo e o positivismo. A análise também recai sobre o movimento artístico e cultural modernista, que eclodiu na década de 1920. Nesse período ocorreram diversas ações policiais, jurídicas e psiquiátricas contra as práticas de magia, feitiçaria e bruxaria. Nesse estudo encontra-se ainda uma análise da obra do poeta carioca, Dante Milano, diretor do Museu da Polícia Civil do antigo Distrito Federal (1945). Essa pesquisa desenvolveu a teoria do ‘retorno do encoberto’ e da ‘distabuzação’ através da antropologia do olhar e da análise intercultural desse acervo museológico, que merece a atenção de uma antropologia do mal no Brasil.

1 comentário:

Francine.VS. disse...

Olá?!! Bom passar por aqui!
Adorei o Blog!
Abraços e Boa semana!