07 agosto 2009

COLEÇÃO DE MAGIA DO RIO DE JANEIRO

A situação da Coleção de Magia.

Rio de Janeiro - Pesquisa de Pós-Doc (II), na UERJ, sobre esse acervo e a vida do poeta Dante Milano, diretor do Museu da Polícia Civil do Rio de Janiero, por duas décadas.
Sobre o estado dessa coleção, detecta-se a total omissão dos responsáveis, fiz encaminhamentos de reclamações sobre o estado dessa coleção aos órgãos locais e ao presidente do IPHAN, assim como seus departamentos de apoio técnico. Nada foi recebido, nem mesmo uma resposta cordial ou educada.

Perguntas:
Por que a Coleção de Magia não está em exposição, há pelo menos 10 anos?
Por que não aparece em qualquer guia cultural da cidade do Rio de Janeiro?
Por que não há nehum trabalho de promoção cultural, dessa Coleção tombada em 1938?

Explicações do IPHAN (Agosto de 2009):
O museu de Magia Negra: O IPHAN tem agido no local. Esteve-se no local no
mês retrasado (e já tinha estado lá em 2007) e outra pessoa-técnica (também da
área central), esteve lá em outras duas ocasiões esse ano. A Regional do IPHAN
está com um programa de higienização dos objetos, a ser iniciado por agora.
Mas a nossa ação é apenas fiscalizadora.
Novas Explicações:
Adler Fonseca/IPHAN: Não sei a resposta das suas perguntas. Lembro apenas que o IPHAN não tem ingerência alguma que pudesse levar a uma resposta sobre elas, já que nós não somos os proprietários do bem. A lei de tombamento não obriga ninguém a dar um uso compatível a um bem, só determina que os mesmos sejam preservados. Se o
proprietário quiser manter o bem trancado a sete chaves, está no seu direito.
Naturalmente, um bem tombado é de interesse social e, por isso, o governo pode
desapropriá-lo. Mas isso não se aplica no caso do Museu de magia Negra, que já
é público. Quem poderia ter uma certa ingerência na questão é o Ministério Público,
determinando que a lei seja cumprida. Mas não sei com que bases poderia se
argumentar que a lei não está sendo cumprida. Afinal, todos os museus têm
centenas - milhares - de objetos que ficam em reservas técnicas e não vão para
exposição. Não estar em guias: o bem está no do IPHAN (que é de 1994). Não
temos ingerência sobre o que o Estado coloca nos guias deles, muito menos do
que aparece nos particulares. O mesmo com relação a trabalhos de promoção
cultural: a pergunta se aplica a uma infinidade de outros bens tombados pelo
IPHAN. Para se observar o espírito da lei, seria bom fazer esse trabalho de
promoção, mas é impossível fazer com tudo (são centenas de milhares de bens
móveis tombados).

Até quando testemunharemos a perpetuação desse estado de coisas?

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