07 agosto 2009

CONTINUAÇÃO DO DEBATE DA NEWS WEEK



TO LIST OR TO LIST
Democracia & Patrimônio: Izabela, Saludos! Do meu ponto de vista, a questão da democracia é de fundamental importância na discussão do patrimônio, como coloquei na primeira mensagem. A minha posição é francamente minoritária e desagradável. Pode estar até errada ou ser inviável, mas penso que se tenha que pensar no problema. Daí que quanto ao diálogo, do meu ponto de vista é isso que estou levantando: certamente a posição majoritária, consensual, é outra, mas vamos discutir. Sobre a sua colocação: "Mas de outro ponto de vista, a retirada dos dois arcos se configura também como patrimônio na medida em que revela o processo histórico dos transportes urbanos e dos espaços urbanos". Não, porque os arcos foram recompostos, se criando um falso histórico. O bem foi destruído para no final resultar em nada - nem mesmo a reflexão sobre os processos históricos dos transportes urbanos é visível no local. E isso se casa um pouco com a questão do problema momentâneo: um problema é um problema, tem que ser resolvido. A minha colocação foi que os destombamentos que foram feitos por causa desses problemas momentâneos resultaram em danos permanentes,
sendo que os problemas passaram. Será que não havia outra solução? Em todos os
casos de destombamentos federais aqui, sim, havia outra solução, nem que fosse
não fazer nada e deixar o problema passar. Quanto a Pirâmide, ela foi feita, mas está longe de ser uma unimidade, mesmo hoje em dia. Por que pÔde ser feita? Se discutiu muito na época. Os argumentos que levaram a sua construção não me convenceram, por exemplo. Mas, é um acréscimo e, em tese, um problema contornável. Um dos princípios básicos da restauração ou da intervenção em bens culturais é a reversibilidade das ações. Um bem destruído não tem volta, vai-se e pronto, a reconstrução é sempre um falso. Adler Fonseca.
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Democracia & Patrimônio: Alexandre, Saudações! Desculpe, aparentemente não fui claro nas minhas colocações anteriores. O que eu disse - e repito - é que se o problema fosse só de Dresden, a questão estaria resolvida. Mas o problema não é só de Dresden, tanto é que gerou a ação da UNESCO e, como a Isabela colocou, do próprio governo alemão. Os interesses dos outros não foi observado. Esses "outros" são os cidadãos da Saxônia, da Alemanha e do resto do mundo mesmo (tanto é que estamos discutindo isso aqui). Os cidadãos de Dresden não são a maioria nesse caso, são uma minoria desprezível (em termos numéricos apenas, friso). Um grupo minoritário decidir pela maioria é democracia? Se é, a discussão da tecnocracia não faz sentido - é o que a tecnocracia faz o tempo todo. Adler Fonseca.

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