08 setembro 2009

Fio de Dédalo - Ivan Junqueira


O FIO DE DÉDALO Ivan Junqueira Um dos mais importantes escritores brasileiros em atividade propõe um jogo a seus leitores. Em O FIO DE DÉDALO, coletânea que reúne ensaios de críticas literárias, prefácios, conferências e textos inéditos de Ivan Junqueira, o autor de A sagração dos ossos (Prêmio Jabuti de 1995) e O grifo escolhe o percurso sinuoso, lúdico, para conduzir o leitor pelo território da criação literária - tal como Dédalo, o arquiteto do labirinto de Creta, prisioneiro de sua própria criação. O FIO DE DÉDALO tem a poesia como tema central e a reflexão como eixo de seu movimento, e divide-se em três partes. A primeira, "De poesia e de poetas", situa-se em terras inglesas e brasileiras do século XIX. Nos comentários, observações sobre o movimento simbolista inglês e os valores e critérios da era vitoriana. Ao descrever a efervescência dos círculos literários londrinos, abertos à poesia de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine e Remy de Gourmont, Ivan Junqueira dimensiona a revolução literária inglesa que gera Yeats, Eliot, Auden e Dylan Thomas, entre outros, chegando aos novos talentos da Grã-Bretanha. No território brasileiro, o autor seleciona 23 poetas contemporâneos, a partir dos quais analisa as tendências das atuais vertentes poéticas no nosso país. Se, na primeira parte de O FIO DE DÉDALO, Junqueira se coloca na posição de solitário observador e crítico, no segundo segmento, "Do ensaísmo e da crítica", ele adota o contraponto para ampliar suas análises, citando opiniões e comentários dos expoentes da crítica literária no Brasil. O diálogo que se estabelece permite, sem limites de fronteira, uma visão ampla e plural de poetas, poesias e ensaístas. Finalmente, em "Da arte tradutória", o autor justifica a importância da tradução - "Os intransigentes guardiães da sagrada intocabilidade dos textos em língua estrangeira que nos perdoem, mas traduzir é preciso" -, comprovando com exemplos que bastam perícia e competência para eliminar fronteiras idiomáticas e preservar, em português, a forma e a essência. O carioca Ivan Junqueira é poeta, ensaísta e tradutor, entre outros de T.S. Eliot, Marguerite Youcenar, Jorge Luis Borges, Marcel Proust e Charles Baudelaire. Na Fundação Biblioteca Nacional, participa como editor executivo da produção editorial de Poesia sempre.
http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=23307

Sem comentários: