23 setembro 2009

KAKON- mal, malícia


Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus (kakon), e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos. (Mat 21:41)

Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá; (Mat 24:48)

O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado. (Mat 27:23)

Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, (Mar 7:21)

Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. (Mar 15:14)

Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. (Luc 16:25)

Então ele, pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castiga-lo-ei pois, e solta-lo-ei. (Luk 23:22)

Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres? (Jo 18:23)

Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. (Jo 18:30)

* Maximo o Confessor
o 57. O mal tem um princípio, pois tem sua origem na atividade de nossa parte que é contrária à natureza (genesis). Mas o bem (agathon) não tem um princípio, pois existe por natureza antes do tempo e antes do éon. Do bem pode se falar a respeito - de fato, é a única coisa de que se pode falar a respeito. Também vem a ser - é com efeito a única coisa que deveria vir a ser; pois embora por natureza seja não criado (ageneton), no entanto por causa do amor de Deus por nós, ele se permitiu a si mesmo vir a ser através de nós pela graça (kharis), de modo que nós que criamos e falamos possamos ser deificados (theosis). O mal - que é a única coisa que deveria não vir a ser - nós não podemos criar. O mal é corruptível porque a corrupção é a natureza do mal, que não possui nenhuma verdadeira existência de qualquer tipo. O bem é incorruptível porque existe eternamente e nunca cessa de ser, e supervisiona tudo aquilo que habita. O bem, então, é aquilo que deveríamos buscar com nossa inteligência (nous), ansiarmos com nosso desejo, e mantermos inviolável com nosso poder irascível (thymikon). Com nossa percepção cognitiva deveríamos evitar que ele seja adulterado por qualquer coisa que lhe seja contrário. Com nossa voz devemos fazê-lo manifesto em falas para aqueles que dele são ignorantes. E com nosso poder gerador deveríamos fazê-lo crescer ou, mais precisamente, deveríamos ser aumentados por ele. Terceira Centúria de Vários Textos (Philokalia-en)

Leituras

* Leon Tolstoi - El origen del mal (external link)

FONTE:

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