23 outubro 2009

OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL


Tudo indica que chegou o momento de criarmos, sem atrasos e vacilações,
o OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL, ideia que vem nos atraindo já há algum tempo e que merece nossa atenção total nesse momento histórico importante. Devemos traçar com brevidade as grandes linhas gerais de uma "pesquisa sobre atitudes e tratamentos dispensados ao patrimônio cultural das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014". Creio que esse processo está cada vez mais acelerado, e intensificado agora, com a decisão do COI em realizar as Olimpíadas no Rio (2016). Será uma década de intervenções na cultura e no patrimônio brasileiro, como nunca testemunhamos - algo sem precedentes. Sinto que o momento é esse, de criar o nosso Observatório das Políticas do Patrimônio, com o apoio da ABA. No momento em que se (re-)edita o Programa Monumenta (PAC Cidades Históricas), precisamos estar atentos as decisões e as políticas do Governo - que tem afirmado que é 'política de Estado' (precisamos confirmar isso, com pesquisas). A sociedade civil necessita de instrumentos teóricos e metodológicos para avaliar estas intervenções, e nós podemos oferecer algumas ferramentas. O Observatório (-Laboratório) pode ser o nosso canal, além das publicações e eventos acadêmicos.

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Brasil pode aprender lição com erro dos gregos
O principal problema da Grécia atualmente, segundo o professor da UFRJ Reinaldo Gonçalves, é o déficit em conta corrente – balança comercial, conta de serviços e transferências – de 11, 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 ou US$ 37,1 bilhões.
– Houve um excesso de empréstimos concedidos à Grécia, que não está conseguindo pagar a dívida externa de US$ 500 bilhões – evidencia.
Gonçalves criticou o endividamento grego para sediar as Olimpíadas de Atenas em 2004. “Foi de total irresponsabilidade do governo investir tanto em um evento específico sem aumentar a competitividade internacional de um país frágil economicamente, dependente de turismo”.
Para o professor, a crise grega pode servir de lição para o Brasil, que prioriza investimentos em infraestrutura visando à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016.
– A diferença é que a economia brasileira é três vezes maior, representando 2% do PIB mundial, enquanto a Grécia responde por 0,5% – compara.
Zona do euro
Nos últimos dez anos, o déficit em conta corrente dos gregos foi de 9% do PIB nacional, e o déficit público, de 6%. O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), o grego Lucas Papademos, demonstrou preocupação terça-feira ao afirmar que alguns países da zona do euro enfrentam “problemas similares” aos de Atenas, mas “em graus diferentes”.
Portugal teve déficit de 10,057% do PIB em transações correntes em 2009. Já na Espanha, o indicador mais preocupante é a taxa de desemprego, de 18% em 2009, que deve chegar a 19,4% este ano segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os espanhóis também têm a maior estimativa de déficit público para 2010: de 10,404% do PIB.
22:15 - 27/04/2010
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2 comentários:

Claudia disse...

Excelente iniciativa. Pesquisa sistemática e visão crítica é tudo que precisamos nessa área para fortalecemos um discurso coeso!

Claudia disse...

Amigos: fiz uma postagem no meu blog sobre o Observatório. http://marcosdotempo.blogspot.com/2009/10/simples-assim.html
Genial. Muito trabalho, mas que merece ser feito!