08 dezembro 2009

Dialética da Permanência do Passado II


Desafios à Política Cultural: Patrimônios ‘afetivos’, memória social e desenvolvimento.

A partir da nossa experiência empírica em projetos de extensão universitária (pesquisa-ação) enfrentamos diferentes faces contraditórias de um projeto de ação cultural com grupos em situação de marginalidade e risco social. O ponto central a ser destacado nesse processo é a contradição fundamental que se expressa a partir de uma ação de ‘recuperação do passado’ traumático em comunidades empobrecidas que manifestam fortes resistências a essa ação ‘romântica’. Como a memória social dos grupos marginalizados de modo algum é ‘rósea’ – o retorno do encoberto torna-se evidentemente conflituoso se chocando e esbarrando com a ‘visão romântica’ e ingênua dos agentes de cultura e patrimônio (‘educação patrimonial’) – geralmente vindos das classes médias, em plena ascensão social. As comunidades desejam ‘projetos’ de ‘desenvolvimento’ e melhoria de vida e os agentes culturais desejam recuperar o passado. Esse conflito gera uma série de mal-entendidos e contradições que merece uma análise social (sócio-análise) apurada e sustentada em pesquisas orientadas.

1 comentário:

Rafael disse...

excelente texto!!!!!