19 janeiro 2010

“Por Dentro da Mente de Da Vinci” chega a São Luís


A mostra traz 80 peças entre painéis e protótipos de máquinas do mestre e pode ser visitada a partir de 17 de dezembro no Parque Botânico Vale, em São Luís.

São Luís (Maranhão), Dezembro de 2009 - Pouquíssimos artistas no mundo foram tão completos e desenvolveram seu talento em áreas tão distintas como o gênio Leonardo Da Vinci. Além de obras consagradas como Monalisa, Anunciação e A última Ceia, Da Vinci, ele circulou, com notável habilidade, nas áreas da escultura, música, poesia, teatro, literatura e em importantes estudos de engenharia, arquitetura, anatomia, astronomia e matemática.
O Leonardo cientista e inventor é o foco da exposição “Por Dentro da Mente de Da Vinci”, com curadoria de Eugenio Martera e Patrizia Pietrogrande, que o Museu a Céu Aberto e Vale do Rio Doce trazem para a cidade de São Luís, MA.
A mostra - em cartaz a partir da próxima quinta-feira, dia 17 de dezembro, no Parque Botânico da Vale - veio de Florença, na Itália e, já foi vista por um público de 50 milhões de pessoas na Europa, Ásia, Oceania e América.
Trata-se da maior exposição já realizada sobre as várias facetas de criação do mestre italiano Da Vinci. São 80 obras: 40 painéis gráficos e 40 protótipos das máquinas, entre eles: o macaco hidráulico, o tanque de guerra e o helicóptero. Muitos deles não chegaram a ser construídos pelo artista, mas tornaram-se realidade centenas de anos depois exatamente da forma como ele havia imaginado.
Só no Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas apreciaram toda a genialidade deste grande artista. Segundo Paulo Solano, diretor do Museu a Céu Aberto, uma das Instituições responsáveis pela exposição no Brasil, em todas as cidades pelas quais a exposição passou o público se surpreendeu com a grandiosidade e com o dinamismo de Da Vinci. “É impressionante o quanto Da Vinci consegue reter a atenção das pessoas que passam por uma de suas obras”, afirma.
Os modelos são divididos em Máquinas Militares, Máquinas de Ar e Água e Máquinas Civis. Na produção dos protótipos, são usados apenas materiais – como madeira, ferro e juta - e ferramentas disponíveis no período em que Da Vinci viveu. Nesta exposição, eles serão exibidos junto com cópias dos desenhos originais.

Réplicas

As réplicas em madeira foram concebidas pela Associação Cultural Italian Art a partir dos cadernos de anotações do artista, preservados em diversas coleções particulares e museus, chamadas de "códices". "Foi um projeto longo, que envolveu paciência e quatro anos de estudos para transpor as ideias de Leonardo, do século XVI, para fora do papel, no século XXI. Os computadores tiveram que trabalhar e muito", relembra o artesão Paolo Gori, representante da associação. Mas, a cada projeto, um espanto: "Tudo funcionava", diz ele, admirado.
A surpresa de Gori tem sua razão de ser. Afinal, Leonardo Da Vinci teve as limitações técnicas de seu tempo, numa época em que ninguém sabia precisar as horas depois que o sol se punha (só se usava relógio de sol). Muitos projetos sequer tinham condições de serem testados. Mas a exposição vem mostrar que eles funcionavam. "É um gênio, não há outra explicação. Tudo encontrado nos desenhos foi fruto de uma observação e de uma pesquisa febril, típicas de um intelectual do Renascimento”,reforça.
Da Vinci, em algumas ideias, conseguiu se adiantar em cinco séculos. Ele chegou a projetar uma bicicleta, com corrente, pedais e tudo. Bem diferente da forma como foi feita no século XIX, quando o ciclista tinha que usá-la sem pedais, com o próprio esforço.
A exposição é uma iniciativa do Museu a Céu Aberto, Vale do Rio Doce e Centro Educacional Leonardo da Vinci.
Serviço:
Curadoria: Eugenio Martera e Patrizia Pietrogrande
Visitação: 17 de dezembro de 2009 até 23 de janeiro de 2010
Horário: de terça a domingo, das 9 às 17 horas.
Onde: Parque Botânico Vale - Av. dos Portugueses, S/N – Anjo da Guarda, São Luís (MA)
Entrada franca
fonte: Atelier de Idéia
E-mail (contato): tiago.martins@atelierdeideia.com.br

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