18 fevereiro 2010

Antropologia como Crítica Cultural

El libro que el lector tiene en sus manos es en lo esencial un intento de echar luz sobre la situacion actual de la antropologia social y cultural, un momento que los autores califican de experimental: situacion fecunda en que cada proyecto de investigacion y escritura etnograficas es potencialmente un experimento que quiere cumplir su parte en la reconstruccion del edifico de la teoria antropologica. Para esa tarea es necesario pasar del interes en la mera descripcion de la diversidad exotica a un objetivo mas equilibrado de critica cultural que, en el cotejo con otras realidades culturales y la nuestra, logre un conocimiento mas acabado de todas.
Antropologia Como Critica Cultural, La: Un Momento Experimental En Las Ciencias Humanas. (ISBN:9789505186532)

Subtitle:Un Momento Experimental en las Ciencias Humanas / Anthropology as Cultural Critique.
Publisher:Amorrortu Editores Author:Fischer, Michael M. J. Author:Marcus, George E. Location:Chicago Subject:Ethnology Subject:Archaeology Subject:Etnologia Edition Description:Bibliography: p. 189-199. Series:Biblioteca de Comunicacion, Cultura y Medios Publication Date:June 2000 Language:Spanish Pages:269

* * *

Antropologia: ser ou não ser ciência, eis a questão‏


As ciências humanas constantemente entram (ou são colocadas) em debates sobre seus critérios e metodologias científicas. Desta vez, foi a antropologia que entrou na dança. E o embalo veio dos próprios antropólogos.

Explico: durante a última reunião anual da AAA (Associação Americana de Antropologia), que aconteceu final de novembro em Nova Orleans, EUA, o comando da AAA anunciou que tiraria o termo “ciência” do seu estatuto.
A presidenta da AAA, Virginia Dominguez, da Universidade de Illinois, substituiu o trecho em que se afirmava que a Associação visa contribuir “para o avanço da antropologia como ciência” por “para o avanço do estudo do homem em seus vários aspectos”. E a palavra “ciência” foi completamente eliminada do estatuto da Associação.
O que Dominguez propôs foi que a antropologia passasse finalmente a ser entendida como algo mais ligado à cultura (e às humanas) do que às ciências como física, química e arqueologia - algo que se já se discutia há tempos nos EUA.
Nem preciso dizer que a proposta causou um auê danado naquele país. A começar pela Sociedade de Ciências Antropológicas, ligada à AAA. Em carta, o presidente da Sociedade, Peter Peregrino, da Universidade de Lawrence, disse que a simples proposta da AAA já prejudicaria os estudos conduzidos na antropologia. Que dirá, então, sua aceitação.
O debate foi parar na mídia americana e ganhou espaço até em jornais grandes como o “The New York Times”. Mas praticamente nem teve respingos aqui no Brasil – nem na imprensa, nem no meio acadêmico. Isso porque a antropologia brasileira não é dividida em duas “facções” como a americana: uma cultural e outra científica.
No Brasil, a maioria dos antropólogos tem formação nas ciências humanas – por exemplo na história e nas ciências sociais – e são raros os físicos, químicos ou biólogos que se dedicam a esta ciência (se é que ainda podemos chamá-la assim).
A ABA (Associação Brasileira de Antropologia) segue afirmando, sem abalos, que é a “mais antiga das associações científicas existentes no país na área das ciências sociais”. Apesar do seu caráter mais voltado às humanidades, o que causaria um debate pela concepção de "ciência" norte-americana, os antropólogos daqui terão seu status de cientista mantido.

Escrito por Sabine Righetti:
http://laboratorio.folha.blog.uol.com.br/arch2010-12-19_2010-12-25.html#2010_12-22_18_58_08-153602802-0

Sem comentários: