04 abril 2010

Nietzsche e Espírito Livre

"Heresia e Liberdade de Expressão: em tempos de Tolerância Cínica" - Para os Espíritos 'realmente' Livres!
O Anticristo, escrita em 1888 e publicada em 1895, é uma das mais ácidas críticas de Nietzsche ao cristianismo e ao budismo. Nietzsche tornou-se um destruidor de ídolos e foi um crítico veemente de todos aqueles que se consideravam donos da verdade. Neste livro o autor faz ruir o Cristianismo como base valorativa do Ocidente, pois apresenta uma crítica contundente contra a instituição cristã, para ele, diferenciada do Cristo. A crítica do filósofo contra o Cristianismo é no sentido da negação desta vida em nome de outra no além.
Fonte: http://pt.wikiquote.org/wiki/Anticristo,_O
Lei contra o Cristianismo
Datada do dia da Salvação: primeiro dia do ano Um
(em 30 de Setembro de 1888, pelo falso calendário).
Guerra de morte contra o vício: o vício é o cristianismo.
Artigo Primeiro — Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre/pastor: ele ensina a antinatureza. Contra o padre/pastor não há razões: há cadeia.
Artigo Segundo — Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os protestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Conseqüentemente, o maior dos criminosos é filósofo.
Artigo Terceiro — O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a posteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.
Artigo Quarto — Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.
Artigo Quinto — Comer na mesma mesa que um padre/pastor é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre/pastor é o nosso chandala (pária) — ele será proscrito, lhe deixaremos morrer de fome, jogá-lo-emos em qualquer espécie de deserto.
Artigo Sexto — A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para criminosos.
Artigo Sétimo — O resto nasce a partir daqui.

O Anticristo: Ensaio de uma Crítica do Cristianismo (1895)
Autor: Friedrich Wilhelm Nietzsche
Fonte original: Nietzsche´s Labyrinth. Tradução André Díspore Cancian
Ateus@ateus.net Versão para eBook eBooksBrasil.com
Fonte Digital www.ateus.net/ © 2002 — Friedrich Wilhelm Nietzsche

"A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre/pastor".
Émile Zola
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Santos F.C. promete ações para reparar incidente religioso
Alguns jogadores se recusaram a entrar em instituição espírita e participar de entrega de ovos de Páscoa.
O presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro irá se reunir com o elenco do Santos nesta segunda-feira. O objetivo é convencer a ala evangélica do grupo a promover ações beneficentes em prol da instituição espírita Lar Mensageiros da Luz, para reparar o incidente da última quinta-feira - alguns jogadores se recusaram a entrar no local, que cuida de portadores de paralisia cerebral e outras deficiências, para participar da entrega de ovos de Páscoa. "Alguns já me procuraram, entre eles o Ganso e o Neymar, dispostos a ir até lá. Farei uma preleção na segunda-feira para conversar com todos. A ideia inicial é que aqueles que pretendem se redimir doem os uniformes do jogo com o Sertãozinho para a instituição leiloar", disse, durante o programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Nietzsche:
"Considerados psicologicamente, os “pecados” são indispensáveis em toda sociedade organizada sobre fundamentos eclesiásticos; são os únicos instrumentos confiáveis de poder; o padre vive do pecado; tem necessidade de que existam “pecadores”... Axioma Supremo: “Deus perdoa a todo aquele que faz penitência” – ou, em outras palavras, a todo aquele que se submete ao padre." (1895).

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Vaticano perdoa os Beatles por mensagens satânicas

RIO - Em um momento em que a igreja Católica passa por uma grave crise, o Vaticano publicou, em seu jornal oficial, uma declaração sobre os Beatles, elogiando sua música e desconsiderando os anos de uso de drogas e outros excessos de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o L'Osservatore Romano afirma em sua primeira página que a banda "achava que era maior que Jesus e divulgou mensagens misteriosas, possivelmente satânicas", mas também pergunta: "O que seria da música pop sem os Beatles?"
O artigo chegou quatro décadas depois de John Lennon desafiar a igreja Católica dizendo que os Beatles eram "mais populares que Jesus" e sugerindo que o cristianismo estava morrendo como instituição.
O jornal ofereceu seu perdão por essas palavras em um artigo de 2008, quando atribuiu os comentários de Lennon ao "exibicionismo de um jovem músico inglês que creceu sob o mito de Elvis Presley e do rock and roll e que obteve um sucesso inesperado".
A publicação do artigo pode fazer parte de uma estratégia para tirar o foco dos crescentes casos de abuso sexual dentro da instituição. Na sua última edição, o L'Osservatore Romano falou sobre a polêmica, afirmando que o Papa tem apoio internacional.

2 comentários:

Adriana Cajado Costa disse...

Um dia, talvez, os crentes e tementes a "Deus" sairão de seus anonimatos e falarão em nome próprio. Nesse dia, a covardia moral dará acesso ao desejo e sua Lei que responsabiliza o próprio sujeito e abre o caminho para suas escolhas. Se há alguma liberdade, devemos aliá-la ao pensamento.

Alexandre Correa disse...

Amor, o que me impressiona nestas palavras de Nietzsche é o diagnóstico certeiro de que as pessoas que mais facilmente se entregam neuroticamente a religião, são as mais preparadas para negar a vida e a existência. O tempo todo estão prontas para amaldiçoar, injuriar, odiar... A Vida merece muito mais de todos nós!