14 fevereiro 2011

PAPOÉTICO - Patrimônio Cultural


Olá, amigos, nós nos encontramos na última quinta-feira, dia 10 de fevereiro, às 19 horas, continuando os nossos encontros literários. Completamos três meses de bons papos culturais.
Na próxima quinta-feira, dia 17 de fevereiro, daremos continuidade ao projeto,
que acontece sempre no Sebo do Chiquinho (rua da Cruz, atual 7 de Setembro, nº 340 A, entre a rua dos Afogados e a rua do Sol (mais próximo da rua dos Afogados) - Centro. Além de vender livros, Chiquinho aluga filmes e vende CD'S. Quem quiser pode levar o seu CD para tocar. Lá rola jazz, blues, MPB, rock, etc. Funciona um pequeno barzinho para quem aprecia uma gelada, com tira gosto, embora ele também sirva bebida quente (de cana a vinho, passando pelo indispensável absinto, a fada verde), e água mineral para os abstêmios. O número de participantes tem aumentado, e o papo se alongado do professor Alexandre Corrêa, da UFMA, que falará sobre patrimônio cultural, e até tarde. Vamos lá recuperar os bons tempos de conversa entre amigos escritores e apreciadores da arte. Os papos não serão apenas sobre Literatura, mas, sobre artes plásticas, cinema, teatro, etc.
Na próxima quinta-feira, 17 de fevereiro, haverá um bate papo sobre Patrimônio Histórico, coma presença já confirmada a turma que está articulando o projeto Acorda Serpente, denunciando o abandono da Fonte do Ribeirão. Como sempre, haverá espaço para leituras de poesia, leituras de trechos de contos e canjas musicais.

Foto do Evento. Paulo Melo Sousa.


Roteiro Fala Boteco Patrimônio Cultural – 17/02/2011

1. Agradecimentos a Paulo e Emanuele.
Apresentação – Pesquisas – Tema que me é caro...
Para que server essa fala? Questionar obviedades...
Pensar e Problematizar os consensos e imperativos:
- é preciso amar o passado, a memória...
Salvaguardar tudo: museomania, fotomania, patrimônio-mania...
Questionar a idéia de que a Globalização implica em perda
Dos traços da memória, da identidade, etc.
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2. Método – Desnaturalizar: isso não é natural!
Estranhar, distanciar-se – Historicizar.- Exagerar (Weber)
Olhar distanciado, sociológico...
- Sempre foi assim?
Os idosos são nostálgicos (o passado era melhor):
- mas como era o namoro, o transporte, os empregos, etc.?
- Não era tão maravilhoso assim...
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3. Crítica aos tecnocratas da cultura – os especialistas.
Positivismo e behaviorismo.
Especialistas dos Museus, do Patrimônio e da Memória.
Gestores da Cultura, Memória, Identidade, Diversidade...
Cadê a democracia disso?
Recuperar os saberes das pessoas comuns,
Dos locais e lugares – que não são gerais (particularidades).
Saberes negligenciados pelo saber oficial e científico.
Tecnocracia = fetichismo
Mercadoria da cultura, pra vender.
O que é fetichismo – feitiço – da mercadoria?
Identidades sedutoras, artificializadas, exóticas; para consumo...
Turismo Cultural – gay, sexual, étnico, folclórico...
Padronizações multiculturalistas – confinamentos...
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4. Subjacente ao falso amor pelo passado
Está a mercantilização da cultura, produto
Para o lazer, entretenimento x padronização.
É a nova mercadoria para o turismo global.
Seja diferente, seja cultural – folclórico, artesanal, popular
Exotismo, como diferencial de mercado.
Questão: será que isso resultará na valorização dos bens
culturais ou no seu arruinamento?
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Boa Noite!

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