16 agosto 2011

PROJETO ANTHROPOS: Comecem uma Revolução!

MANIFESTO UTOPÍSTICO AO SÉCULO XXII

A CARTEIRA DE IDENTIDADE TERRESTRE

APÓS O FIM DAS MANIAS ÉTNICAS, NACIONAIS, RACIAIS, REGIONAIS, CLASSISTAS, CULTURALISTAS, ECOLOGISTAS E DE GÊNERO:

A ANTROPOLOGIA DA LIBERDADE

Os conceitos canônicos e reacionários que ainda empolgam cientistas e cidadãos pelo planeta ainda vão dominar o Século XXI, até se esgotarem totalmente. Junto a esses conceitos do Século XIX apontados acima, sucumbirão também a fixação fetichista no Capital.
Ver-se-á emergir o que percebemos subjacente no nosso cotidiano atual e contemporâneo; aquilo que ainda não tem nome. É preciso frisar que não tem nome - e manter-se-á assim por um tempo -, pois esse a-nonimato é fundamental para vicejar a mudança e a transformação mais radical. 
Nas ruas, nos movimentos sociais, nas juventudes, nos novos grupos, surgem os sinais de um novo mundo, em rede planetária; que não se submete aos velhos conceitos e velhos cânones.
É o novo que traz a angústia do velho, abalando de demolindo estruturas arcaicas.
As velhas antropologias étnicas, culturalistas, classistas, regionalistas, raciais, ecologistas e de gênero, tal como as que conhecemos hoje, estarão destroçadas pelo movimento da história e do nascimento do novo devir humano.
O Projeto Anthropos, prepara o chão do novo solo para a semente do novo ser humano: crisol do hiper-humano: entraremos, enfim, na verdadeira História da Humanidade.
Porém, quanta resistência reacionária irá brotar de lugares e espaços sociais e políticos jamais  suspeitados!
Mentalidades arcaicas, passadistas, anti-modernistas, pré-modernistas, anti-futuristas, ainda vão se apegar aos velhos conceitos do Século XIX para promover guerras fratricidas e tentar assim manter suas ilusões. São sintomas da regressão defensiva e neurótica dos Zé Ninguéns, já detectados por Wilhelm Reich.
O velho espírito do passado ainda vai dominar muitos cérebros e mentes. O trabalho de preparação do terreno para a Revolução Molecular continuar seu trabalho de transformação será paciente, cruel, terrível e radical.
Só nos cabe aguardar o momento certo para sorrir e celebrar a nova alegria!
Enquanto isso, devemos preparar o trabalho da nova antropologia, da nova epistemologia e da Ciência Nova do porvir; tal como Giambatista Vico promoveu no seu tempo!
Por uma nova gestão das heranças memórias bioculturais do planeta!
Por uma nova espiritualidade transformadora anti-nihilista!
Por uma nova po-ética do devir humano!

Comecem uma revolução!
Ó! comece alguém uma revolução!
não para ganhar dinheiro
mas para perdê-lo todo para sempre.
Ó! comece alguém uma revolução!
não para colocar no poder as classes trabalhadoras
mas para abolir as classes trabalhadoras para sempre
e termos um mundo de homens.
D.H. Lawrence
(Tradução de Mário Alves Coutinho)

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