22 março 2013

Festa em Perspectiva

A dialética da festa merece uma profundidade maior do olhar desavisado. Esse fenômeno social no Brasil, por exemplo, requer uma perspectiva sociocultural apurada - país em que a coesão social carece de fundamentos ético-políticos inerentes a cidadania democrática e republicana.
A festa torna-se entre nós subterfúgio frágil e frugal, atualmente cada vez mais violento, para manter um contrato social enfraquecido e frouxo. A transgressão tem caráter paródico e é um blefe.
A seriedade aludida como contraposição ("O Brasil não é um país sério") - enaltecendo-se a falta dela, num país de pessoas alegres e brincalhonas - merece ser relativizada. A festa brasileira não é uma charada, é o modo de reprodução eficiente de um stablishment perverso e persistente.
A máquina social da festa brasileira é mantenedora de uma das desigualdades mais cruéis do planeta. Em suma, a festa funciona muito bem, para manter a ordem...
 
Ver a matéria da Revista Replicante:

Brasil no es un país serio

Fiesta: Hagála usted mismo

Entre las muchas maneras de definir la fiesta, me quedo con la más sencilla y que a la vez implica más complejidades: trátase de una forma de intermediación, es decir, algo que diseña nuestras relaciones con el mundo, la naturaleza, la producción, los otros, nosotros mismos.

http://revistareplicante.com/brasil-no-es-un-pais-serio/

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