26 maio 2013

TORRÃO E EXÍLIO: Imagens dialéticas.


PROJETO AÇÃO COLETIVA: PRÁTICA E INVENÇÃO.

TORRÃO & EXÍLIO: Imagens dialéticas

"De onde viemos, quem somos, pra onde vamos?". Paul Gauguin

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Concepção:

Alexandre F. Corrêa, Keyla Santana & Paulo Melo Sousa

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São Luís/2013
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AÇÃO COLETIVA: Prática & Invenção.

TORRÃO & EXÍLIO: Imagens dialéticas

            O conceito dessa produção coletiva consiste no convite aberto para diferentes e diversos artistas, escritores e produtores culturais apresentarem, no espaço da Galeria TRAPICHE, expressões e criações relacionadas ao tema TORRÃO & EXÍLIO.

            O objetivo dessa ação cultural coletiva é reunir num mesmo lugar e tempo delimitado (7 dias) expressões artísticas, literárias e culturais que coloquem em foco a dinâmica atual relacionada aos movimentos da cultura e da arte, das migrações de populações, deslocamentos forçados e livres, além de diversas modalidades de nomadismos e processos de des/re/territorializações individuais e coletivas. Sobressai nesse contexto a formação de redes e comunidades vinculadas as tradições e raízes culturais, assim como os movimentos de emancipação e autonomia; buscando, de um lado, a promoção de autenticidades tradicionais e originais, e de outro, novas formas de ação, invenção e criação cultural.

            Em síntese, trata-se de uma produção coletiva sobre as imagens dialéticas que emergem e movimentam a imaginação contemporânea, vinculadas especialmente com as pesquisas e estudos sobre pós-colonialismo e pós-modernismo; para além das limitações do nostalgismo e do passadismo tradicionalista ou fundamentalista. Essas imagens dialéticas tanto podem expressar um vínculo de amor e sonho paradisíaco nos laços com as origens e a terra natal; como podem expressar angústia e amargura, no desespero de uma estação que pode ser tornar-se infernal. O exílio e o acolhimento podem assim, entrelaçar-se de diferentes modos, adquirindo significados múltiplos e polifônicos.

            São diversas nossas fontes de inspiração, respiração e transpiração, relacionados ao tema: Paul Gauguin, T. S. Eliot, Gonçalves Dias, Raimundo Lopes, Arthur Rimbaud, Sousândrade, Albert Camus, Nauro Machado, Dante Milano, Roger Bartra, ... 

            O termo torrão, no sentido de torrão natal (homeland), terra natal, foi empregado pelo geógrafo maranhense Raimundo Lopes (1894-1941) aos 17 anos de idade, quando publicou seu livro famoso no Maranhão: "O Torrão Maranhense". Essa obra hoje compõe publicação reeditada conhecida como "Uma Região Tropical" (1970). A expressão adquiriu grande repercussão no imaginário regional, aparecendo recorrentemente no folclore, em toadas de Bumba-boi, e em diversas canções e poemas populares e eruditos. Utilizamos no nome desse trabalho coletivo invocando diversas fontes culturais e artísticas; todavia, a acolhemos como ponto de partida para a produção de um novo imaginário abordando as novas dinâmicas, migrações e mutações na cultura e na arte contemporânea.

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AÇÕES PREVISTAS

Artes Plásticas, Literatura, Cinema, Poesia, Ensaio, Teatro, Fotografia, Performance, Instalação, Diálogos...

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ESTRATÉGIA DE AÇÃO

O evento terá formato plural e múltiplo quando cada dia, dos 7 dias programados (01 a 10 de julho), será dedicado a abordagens que dêem conta dos aspectos que envolvem i/mobilidade dos indivíduos na sua relação com a cidade de São Luis; recentemente celebrada nos seus 400 anos.

Período de Realização: 1 a 10 de Julho de 2013

Realização: Grupo de Pesquisas e Estudos Culturais - Crisol

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PROPOSTA DO CONVITE AOS ARTISTAS

Como você se insere no fluxo das mobilidades - culturais, sociais, territoriais - que a cidade apresenta?  Participe de uma ação cultural coletiva que reunirá num mesmo lugar expressões artísticas, literárias e culturais que colocará em foco a dinâmica atual relacionada aos movimentos da cultura e da arte, das migrações de populações, deslocamentos forçados e livres, além de diversas modalidades de nomadismos e processos de des/re/territorializações individuais e coletivas.

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Onde? Galeria Trapiche.
Quando? 01 a 10 de Julho.
Como? Com qualquer tipo de expressão artística e/ou cultural que reflita o lugar in/out side das experiências dos sujeitos na sua relação com a cidade.

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