<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-32679242</atom:id><lastBuildDate>Sun, 22 Nov 2009 15:03:42 +0000</lastBuildDate><title>CRISOL - PESQUISAS E ESTUDOS CULTURAIS</title><description>Espaço de divulgação e apresentação de idéias, perspectivas e reflexões sobre a dinâmica dos patrimônios bioculturais e das memórias sociais e naturais na sociedade contemporânea, na fase atual da 'virada cultural' do Capitalismo. Reflexões sobre sócio-antropologia da cultura, da arte e do imaginário.</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/</link><managingEditor>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>248</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4024376713105900532</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 14:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T12:03:42.971-03:00</atom:updated><title>Brasil Negro</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwlKbjajmLI/AAAAAAAABVA/H1uavxwP03k/s1600/JB.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 50px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwlKbjajmLI/AAAAAAAABVA/H1uavxwP03k/s320/JB.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406934664858540210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwlSKiyX8JI/AAAAAAAABVI/qu9xf893eA0/s1600/Negros+Brasil.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwlSKiyX8JI/AAAAAAAABVI/qu9xf893eA0/s320/Negros+Brasil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406943168725250194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Negros, estrangeiros no Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Integração material e simbólica à nação só começa a ser construída a partir da República, frente a uma elite que se pretendia branca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Antonio Sérgio Alfredo Guimarães &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros brasileiros têm sofrido, ao longo de nossa história, de estereótipos arrasadores, sendo a eles atribuídos o vício, a brutalidade e a incivilidade. A justificativa para tais acusações variou com a voga intelectual da época: a teologia da descendência pervertida dos filhos de Caim; a teoria científica das raças; a sociologia da escravidão como sistema amoral e brutalizador; a antropologia evolucionista dos povos primitivos; a sociologia da herança da escravidão; o jornalismo da criminalidade urbana etc etc.&lt;br /&gt;O fato é que, no Brasil Colônia e no Brasil Império, não houve lugar para o negro no imaginário nacional português ou brasileiro. País que se queria branco, o Brasil se esforçava para realmente brutalizar os negros que importava da África como escravos e os que aqui nasciam. Sua tarefa, e justificativa moral, era civilizar pela disciplina do trabalho escravo; seu objetivo real era extorquir o máximo possível de trabalho ao menor custo. Poucos descendentes negros se contavam no pequeno espaço social reservado para o exercício da igualdade, da cidadania e da civilidade. Esses poucos, produtos da humanidade que sempre restou em negros e brancos, individualmente. À maioria dos negros ficou reservado o espaço maior da subalternidade, da inferioridade, da violência.&lt;br /&gt;Apenas na República, tardiamente finda a escravidão, a elite se colocou o problema de como integrar simbólica e materialmente os negros à nação. As primeiras soluções foram ridículas e cínicas, como até hoje: as elites se queixavam e se envergonhavam de não contarem com um povo branco e homogêneo como elas. Um povo pervertido pela escravidão, diziam alguns; pela raça, diziam outros; pelo primitivismo cultural, diziam ainda outros. À medida que os discursos se repetem sem dar lugar a ações e se rotinizam, todos, como sempre, fogem de qualquer responsabilidade histórica. A solução que continuamos a tecer foi preservar a dicotomia da ordem social; substituir os negros por uma nova onda de trabalhadores importados, esses livres e brancos; embranquecer a nação pela substituição dos negros e pela mestiçagem sucessiva das gerações futuras.&lt;br /&gt;Só o modernismo, nos anos 30, foi capaz de elaborar uma solução decente, ao menos no plano simbólico da nacionalidade. Depois de 30, a lógica da política republicana com relação à população negra brasileira (de origem africana) passou a ser balizada por três construções simbólicas: o reconhecimento da escravidão como um sistema inumano e aviltante (ao contrário da justificativa monarquista, escravista, da escravidão como tempo da colonização cultural dos negros e índios, ou seja, da sua "domesticação" ou "civilização"); o reconhecimento da dívida cultural que a nação brasileira tem em relação aos negros (tratar o negro como um colonizador, foi uma das maiores inspirações de Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala); a idéia de que enquanto povo, os brasileiros "ultrapassaram" os elementos formadores da nação (os brancos, os negros, os índios - em termos raciais; ou os portugueses, italianos, nagôs, bantos, tupinambás, guaranis etc - em termos nacionais) para se constituir numa meta-raça, num povo, o povo brasileiro. Segundo tal representação, largamente freyriana, nós não temos propriamente uma "raça" - não somos brancos, negros ou índios - mas uma nação: somos um povo mestiço. Qualquer dos três pólos, se reivindicado sem mestiçagem, é estrangeiro à nação.&lt;br /&gt;Os negros e índios, portanto, na política republicana, são apropriados como objetos culturais, símbolos e marcos fundadores de uma civilização brasileira. Mas, esse é o lado perverso, até hoje têm negado o direito a uma existência singular plena como cidadãos. São marcos da fronteira da civilização brasileira, remanescentes dos antepassados que criaram a nação, restos e vestígios das origens. Não são aceitos integralmente como indivíduos portadores de direitos ou coletividades singulares. Deles, os mestiços, em sua vida cotidiana, afastam-se, através de discriminações e formas de inferiorização, como se afastam do passado, ainda que, e talvez por isso mesmo, a eles estejam, simbólica e às vezes socialmente misturados. A recuperação moral dos negros e índios fica, portanto, reservada ao espaço mitológico, interno, largamente discursivo. O Brasil real, do trabalho e das finanças, continua se vendo a partir dos olhos dos brancos estrangeiros: europeus e americanos.&lt;br /&gt;A brasilidade simbólica se manifesta, no campo político, por ofertas igualmente simbólicas em relação às reivindicações do movimento negro (ele mesmo em contradição com tal simbologia, posto que encarna um dos elementos de formação, que não deveria ter encarnação política, mas apenas cultural). Tais ofertas vão desde a incorporação da cultura afro-brasileira à cultura nacional até a incorporação à ordem jurídico-normativa das reivindicações políticas do movimento negro, tais como os princípios constitucionais da não-discriminação e da integração sócio-econômica dos negros. Em 20 de novembro de 1995, no ano do tricentenário de morte de Zumbi, o estado republicano brasileiro, portanto, não teve grandes dificuldades de incorporá-lo ao panteão dos heróis nacionais, e de aceitar o quilombo como símbolo da resistência à escravidão.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, do ponto de vista de dotação de poder político, a maior abertura às reivindicações do movimento negro veio na forma da criação de uma fundação, ligada ao Ministério da Cultura: a Fundação Palmares, para tratar da herança cultural negra, em 1988, ano do tricentenário da abolição da escravidão. Do ponto de vista do ordenamento jurídico, a Constituição brasileira de 1988 parece avançar numa direção menos simbólica, através de três medidas: radicaliza o tratamento da discriminação racial, transformando-a em crime imprescritível e inafiançável; cria a figura jurídica dos "remanescentes de quilombos"; abre a possibilidade de ações reparatórias, seja em relação a esses últimos, seja em relação à população negra em geral, ao aceitar a possibilidade de ações afirmativas de reparação das desigualdades raciais. Mas tal ordenamento jurídico, referido ao ordenamento simbólico acima descrito, tem tudo para ficar encapsulado na lógica cultural, se o movimento negro não resistir bravamente, como tem resistido.&lt;br /&gt;Algo, entretanto, está mudando mais radicalmente nos últimos anos. Se DaMatta tem razão, como eu acho que tem, em dizer que a nacionalidade brasileira, enquanto definição de identidade racial, se construiu no último século no espaço de representação demarcado por três pólos raciais - o branco, o negro e o índio -, se distanciando cuidadosamente de cada um deles, ainda que tomando-os por referência, para a definição de uma mestiçagem singular; pois bem, se esse é o modo de definir-se racialmente, esse modo está mudando. Sua crise é visível na busca de identificação a partir da recriação de cada um desses pólos. O branco de classe média busca sua segunda nacionalidade na Europa, nos Estados Unidos ou no Japão - ou cria uma xenofobia regional racializada; o negro constrói uma África imaginária para traçar a sua ascendência, ou busca os Estados Unidos como Meca afro-americana; os índios recriam a sua tribo de origem.&lt;br /&gt;Ainda que tais movimentos centrípetos (de reagrupar-se em torno de um dos pólos) não sejam movimentos de massa, ou seja, movimentos populares, eles são, entretanto, movimentos muito bem vestidos de ideologia e expressos, com crescente aceitação (com exceção da xenofobia racista), pela intelectualidade brasileira e internacional, que tendem a ver o país como uma nação multirracial, ao invés de nação mestiça.&lt;br /&gt;Para o negro brasileiro, o multirracialismo tem uma releitura própria. No plano cultural, significará o direito de não ser absorvido de modo genérico, como "brasileiro", mas ser respeitado como "africano" ou "afro-descendente". Assim, apesar da beleza dessa invenção modernista latino-americana que é a mestiçagem nacional, infelizmente talvez só o cultivo da etnicidade possa dar aos negros a possibilidade de se ver e serem vistos como negros, sem os estereótipos de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Antonio Sérgio Alfredo Guimarães é professor de Sociologia da Universidade de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Índice Idéias Especial De Cabral a Cardoso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4024376713105900532?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/brasil-negro.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwlKbjajmLI/AAAAAAAABVA/H1uavxwP03k/s72-c/JB.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4798519287159693413</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T10:49:59.875-03:00</atom:updated><title>CULTURA MESTIÇA</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaegb4wPHI/AAAAAAAABUQ/5LJFy6ik68c/s1600/Mesti%C3%A7agem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 97px; height: 115px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaegb4wPHI/AAAAAAAABUQ/5LJFy6ik68c/s320/Mesti%C3%A7agem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406182682783661170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Derek Walcott defende a cultura mestiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Derek Walcott defende a cultura mestiça” é o título da entrevista concedida por Derek Walcott a Guillermo Altares,&lt;br /&gt;do jornal El País, reproduzida, com tradução de Clara Allain, no jornal Folha de São Paulo (Caderno Ilustrada, 29 de junho, 1994. p. 5). O entrevistado é o laureado pelo Nobel de Literatura de 1992. Ele afirma que a riqueza de sua literatura vem da fermentação de idiomas do Caribe, especialmente de sua terra-natal, Castries, capital da ilha de Santa Lucia. Na introdução à entrevista, menciona-se que Derek Walcott, quando do recebimento do prêmio Nobel, era um autor quase desconhecido na Espanha. Pode-se dizer que, em geral, no Brasil também. &lt;br /&gt;Os temas abordados nessa entrevista foram: em Omeros, seu imenso poema de 300 páginas, há uma defesa do Caribe como ponto de fusão de raças e culturas; a segregação racial no Caribe é diferente, pois é como estar num barco, onde é preciso compartilhar tudo que há, não existindo hostilidade entre as diferentes raças; tudo no Caribe é um fermento de idiomas; as consequências do imperialismo são vistas na vida diária dos caribenhos, fazendo com que seja necessário um certo distanciamento para examinar certos aspectos do que chamamos de história; a experiência poética consiste em lutar para encontrar toda a riqueza de uma língua; Omeros não é um livro épico, pois a épica tem a ver com o patriotismo, com um destino religioso, com o militar... e Derek Walcott quis expressar uma gratidão imensa para com as pessoas do lugar de onde veio; para aqueles que chegaram da África, todos os nomes mudaram, e Walcott se questiona se é uma rendição aceitar o novo nome, para o quê responde que não, apesar de ser importante saber o que se era antes e o que se é agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em: novembro 08, 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4798519287159693413?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/cultura-mestica.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaegb4wPHI/AAAAAAAABUQ/5LJFy6ik68c/s72-c/Mesti%C3%A7agem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-3353120852646652715</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T11:41:07.586-03:00</atom:updated><title>O Conceito de Rede na Filosofia Mestiça</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaqeby6OLI/AAAAAAAABUo/PR7tm-FZSOA/s1600/MESTI%C3%87O+2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 104px; height: 120px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaqeby6OLI/AAAAAAAABUo/PR7tm-FZSOA/s320/MESTI%C3%87O+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406195842538944690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Oliveira Moraes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutora em Psicologia Clínica – PUC/SP&lt;br /&gt;Professora Adjunta do Departamento de Psicologia da UFF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em: MORAES, Marcia Oliveira. O conceito de rede na filosofia mestiça. Revista Informare, v. 6, n. 1, p. 12-20, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: Esse artigo visa discutir o conceito de rede tanto na filosofia mestiça de M. Serres quanto na antropologia das ciências e das técnicas proposta por Bruno Latour. O conceito de rede é o fio condutor de uma filosofia da ciência – proposta pelos dois autores – que trata a ciência como bricolage, prática díspar e heterogênea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chave: rede, ciências, filosofia das ciências.&lt;br /&gt;Considerações preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aceitamos o convite de Latour e analisamos a ciência em ação, aquela praticada pelos cientistas no interior de seus laboratórios, somos conduzidos a um domínio de ação díspar e heterogêneo que não está contido nos estudos epistemológicos sobre a ciência. Porque à epistemologia interessa definir a ciência a partir da sua produção conceitual. E, nesse caso, a análise das ciências se vincula a uma pesquisa no campo do conhecimento. A proposta de Latour, ao contrário, coloca em cena elementos díspares e heterogêneos, tais como um dispositivo experimental, a rivalidade entre um filósofo político e um filósofo experimentalista, enfim, a natureza e a sociedade. Esse procedimento traz para o campo das ciências uma heterogeneidade de elementos e conexões que ultrapassam as delimitações epistemológicas entre o que é da ordem do conhecimento e o que não é. Se do ponto de vista epistemológico a ciência se define pela especificidade de sua produção conceitual, do ponto de vista de sua prática a ciência se define por sua bricolage, isto é, na prática um cientista não cessa de misturar elementos heterogêneos. Como uma das facetas do pensamento moderno, a epistemologia estuda as ciências com a preocupação de estabelecer cortes, rupturas entre o que é científico e o que não é. Em última instância, a epistemologia analisa as ciências tomando como referenciais as noções que orientam o pensamento moderno: sujeito e objeto, natureza e sociedade. Partindo de tais noções, a epistemologia acaba por se deixar guiar por uma crítica das condições de possibilidade do conhecimento científico.&lt;br /&gt;Analisar a ciência em ação nos conduz a um domínio de ação díspar que alarga o foco de investigação. Se a prática científica não se define exclusivamente por sua racionalidade - ou por sua produção conceitual - mas por sua bricolage, então somos levados a perguntar sobre as suas implicações filosóficas. Porque, é certo que uma filosofia fundamentada nos ideais do pensamento crítico ou moderno - ideais de normatização e purificação - não dá conta das ciências; uma filosofia, em suma, de um modo ou outro, comprometida com a tarefa de purificar num fenômeno o que ele tem de puramente objetivo, ou o que ele tem de puramente subjetivo. Estudar a ciência em ação nos leva a um universo filosófico que não se confunde com o paradigma dualista típico do pensamento moderno. Como a ciência em ação se movimenta num mundo cuja realidade é múltipla, um mundo de conexões e elementos díspares, então precisamos buscar uma filosofia que faça da bricolagem, da mistura entre sujeito e objeto o seu ponto de origem. Não se trata mais de uma filosofia que se constitua a partir de uma crítica, de um esclarecimento das condições de possibilidade do conhecimento científico. Trata-se, sim, de uma filosofia mestiça, híbrida que se refere “à análise e à retórica juntas, aos mitos e às religiões, às técnicas e às ciências, ao mestiço incluso.”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O conceito de rede&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista topológico, uma rede é caracterizada por suas conexões, seus pontos de convergência e bifurcação. Ela é uma lógica de conexões, e não de superfícies, definidas por seus agenciamentos internos e não por seus limites externos. Assim, uma rede é uma totalidade aberta capaz de crescer em todos os lados e direções, sendo seu único elemento constitutivo o nó. As redes tecnológicas, como as redes ferroviárias, telefônicas e informáticas são, para Latour[2], apenas um caso particular, um exemplo da noção de rede no sentido ontológico e radical que ele lhe confere.&lt;br /&gt;No sentido que lhe atribui Serres[3], a rede é mais do que um conceito topológico: ela é ontológica. Talvez pudéssemos dizer que Serres expande na direção do real o sentido topológico da noção de rede. Na perspectiva do filósofo, uma rede é formada num dado instante por uma pluralidade de pontos ligados entre si por uma pluralidade de conexões. Por definição, nenhum ponto é privilegiado em relação a outro, o que faz com que uma rede tenha múltiplas entradas. Serres nos faz ver que essa rede irregular, desigual está na gênese das regularidades. Em outras palavras, as chamadas redes regulares marcadas por pontos privilegiados são um caso particular da rede escalena, irregular na qual é possível o máximo de diferenciação interna. Com esse argumento Serres mostra que as oposições binárias, caracterizadas por possuírem apenas duas entradas privilegiadas, são elas próprias efeitos da rede irregular. Tal é o caso do pensamento dialético, uma vez que, segundo Serres, ele é unilinear e caracterizado pela unicidade e simplicidade da via que liga uma tese a uma antítese. O modelo da rede, ao contrário, é marcado pela pluralidade e complexidade das vias mediadoras; não há um caminho logicamente necessário. O modelo tabular da rede toma, portanto, a pluralidade como um substantivo, e não como um atributo, isto é, não se trata de acrescentar um fator de variação e desvio a um campo já marcado por caminhos privilegiados, como aquele da tese e da antítese. Por isso, conclui Serres o modelo da rede “não é, de direito, redutível a um tecido complexo de seqüências dialéticas múltiplas: este tecido é apenas um caso particular”[4]. Uma rede é um campo heterogêneo de tensões que não resultam necessariamente numa síntese enquanto o pensamento dialético é um caso particular da rede: ele reduz a tensão interna que lhe é constitutiva a uma luta contínua, numa direção única e constante.&lt;br /&gt;No espaço irregular das redes, pode-se entretanto, destacar subconjuntos restritos e localmente organizados de tal maneira que os seus elementos se refiram mais a esta parte do que ao conjunto total. Estes conjuntos organizados formam agrupamentos e coexistem com outros agrupamentos do mesmo tipo, havendo entre eles uma forte interferência. A afirmação de que uma rede comporta uma pluralidade de subtotalidades é, para Serres, crucial: “ela dá lugar a uma aproximação mais detalhada, que as vulgares teses do local ou da legislação global, do atomismo epistemológico ou do enciclopedismo dedutivo”[5]. É importante verificarmos que uma rede implica variações, distribuições, desvios ocorrentes ora no espaço, ora no tempo. Seria mais correto afirmarmos, com Serres[6], que uma rede implica uma variação num espaço-tempo. Tomando como exemplo o jogo de xadrez, Serres mostra que, no espaço-tempo do jogo, as duas redes diferentes e diferenciadas que o compõem entram numa transformação, cada uma por si e cada uma segundo a transformação da outra. Na situação do jogo, é possível distinguir dois tipos de situação: as situações subdeterminadas e as situações sobredeterminadas. No espaço-tempo do jogo, “tudo sucede como se houvesse um preenchimento progressivo do conceito de determinação”[7]. As jogadas vão se realizando num gradiente de determinação, mas vale notar que, no modelo de rede, é possível variar o próprio gradiente dessa variação. Isto é, pode-se preencher esse gradiente de modo fulminante, lento, nulo, havendo casos em que se vai de uma indeterminação inicial a outra. “Não é pois tanto a primeira distinção entre dois tipos de situação, preparatória e decisiva, que é interessante, como as múltiplas maneiras pelas quais a situação de um conjunto passa de um a outro (ou por vezes não passa)”[8].&lt;br /&gt;Longe, portanto, de ser indeterminada uma rede é o lugar onde a determinação é construída, negociada, ensaiada. Serres situa a rede numa certa distância tanto em relação a uma filosofia do aleatório quanto em relação a um determinismo unívoco. A primeira trata de afirmar uma pluralidade espacial, uma dispersão aleatória distribuída espacialmente, enquanto o segundo, exemplificado com o pensamento dialético, aceita a transformação desde que reduzida numa seqüência temporal e evolutiva cujo limite é a síntese. Dois extremos de uma cadeia que a noção de rede permite segurar: por um lado, dispersão espacializada; por outro, seqüência temporal sobredeterminada. Uma rede não se reduz nem a uma pura dispersão entre elementos no espaço nem a uma evolução temporal dos acontecimentos. Ao contrário, ela é o lugar de construção simultânea, do espaço e do tempo. No caso do jogo de xadrez, o espaço e o tempo são negociados a cada jogada, da mesma forma que a cada jogada é negociado o grau de determinação das outras jogadas até o xeque-mate sobredeterminado. A rede não é, portanto, indiferenciada, ela é o dinamismo das diferenças; há uma implicação recíproca entre rede e diferença. A rede afirma um real heterogêneo, uma experimentação ontológica. E vale ressaltar que, se a rede é o solo a partir do qual serão construídos o espaço e o tempo, isso não significa estabelecer um construtivismo no sentido kantiano, isto é, que parte de formas a priori para tratar da constituição do fenômeno. Na domínio das redes, construção é sinônimo de ensaio e de experimentação, em suma, a construção como vetor de devir[9].&lt;br /&gt;A noção de rede traz à cena um tipo de causalidade que Serres chama de causalidade semi-cíclica. Como a rede é caracterizada por múltiplas conexões sem haver entre elas uma necessidade lógica, é possível conceber uma causa sem efeito, uma causa perdida, ou mesmo uma causa contemporânea de seus efeitos. A causalidade não é irreversível, ela implica uma retumbância do efeito na causa. Há uma série de perturbações, desvios, retroalimentações que reverberam sobre a causa. Por isso, o filósofo conclui que “esta teoria da causalidade semi-cíclica tem aplicações extremamente numerosas e variadas. Tem a vantagem de aniquilar a irreversibilidade lógica da conseqüência e a irreversibilidade temporal da seqüência: a origem e a recepção são simultaneamente efeito e causa.” (Serres, M. s/d, p.15).&lt;br /&gt;Assim, uma rede se caracteriza por sua heterogeneidade, tem múltiplas entradas, é a multiplicidade substantiva, a determinação é um gradiente, espaço e tempo são efeitos das suas tramas, a causalidade nela é reversível, e ela é caracterizada por subconjuntos restritos marcados por fortes relações de interferência entre eles. Numa palavra, na rede, “a complexidade já não é um obstáculo ao conhecimento, ou, pior, um juízo descritivo, é o melhor dos adjuvantes do saber”[10]. Uma ontologia em rede é o que Serres[11] nos propõe quando fala de uma filosofia das ciências.&lt;br /&gt;As redes que agitam as ciências&lt;br /&gt;Em seus trabalhos, Serres mostra como essa rede agita as ciências, desestabilizando seus domínios, fazendo-as derivar. Com um estilo muito singular[12] - talvez um estilo e uma escrita também em rede - ele descreve as fortunas e desventuras que as ciências humanas sofreram quando foram atravessadas por métodos e questões oriundos de outros domínios. Da história das religiões à lingüística, os objetos de estudo eram submetidos a uma estratégia de investigação que constava de seis pontos principais: “o tratamento por subconjuntos, o evidenciamento de elementos, o reconhecimento de operações simples e gerais, uma álgebra combinatória, a construção de modelos e a demonstração de invariâncias ou de estabilidades pela variação dos modelos”[13]. As ciências humanas estavam implicadas num paradigma cujo sentido geral era o de buscar uma invariância, uma mathesis universalis. O estruturalismo é, para Serres, a transformação desse paradigma num sistema cujo sentido geral é designado por um “conjunto que compreende elementos e [é] munido de uma ou de várias operações, invariantes de modelo a modelo.”[14] Esse paradigma funcionava como fio condutor, que em sua simplicidade, recobria todo o espaço do saber. Por meio desse canal, era criado uma espécie de repertório comum a partir do qual todos os estudiosos em ciências podiam se compreender.&lt;br /&gt;Partindo da noção de rede, a filosofia de Serres constitui-se como uma revisão da modernidade[15]. Serres situa a filosofia centrada na imagem do sujeito legislador, filosofia inaugurada, segundo ele, na era cartesiana, como uma filosofia subjacente e comum ao empreendimento industrial ou à noção de uma ciência desinteressada. Nesse âmbito, a relação da razão com os objetos se resume à dominação e à propriedade. “A palavra-chave de Descartes resume-se na aplicação ao conhecimento científico e às intervenções técnicas do direito de propriedade, individual ou coletivo.”[16] O império dessa filosofia tem como conseqüência a perda do mundo, porque sob o seu império a natureza se reduz à natureza humana, em última instância, à razão humana.[17] Em resumo, a filosofia cartesiana promove o esquecimento do mundo em favor da razão humana. Assim, a concepção de ciência moderna é marcada por um princípio de exclusão do mundo, isto é, o mundo e a natureza são dominados por uma razão que lhe impõe suas leis, suas regras, os seus códigos. No entanto, a partir de dois focos principais, uma grave crise se abate sobre essa concepção de ciência: o primeiro com a termodinâmica e, o segundo, com as reações da natureza às intervenções da razão.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, um imprevisto entrou em cena no século XIX: o calor. A termodinâmica foi certamente apropriada num acordo com o senso comum, o que fazia com que a diferença por ela atestada fosse tomada como uma diferença reduzida, anulada, controlada. Mas Serres resgata o sentido ontológico da noção de calor e considera o fogo como um acontecimento que coloca em evidência a potência da diferença: “o calor modifica as condições da matéria, perturba os edifícios moleculares, pesquisa o interior das coisas e o altera. O calor é anticartesiano e, para dizer tudo, antipositivista...”[18]. Sob o efeito do fogo, as coisas não permanecem intactas. O fogo afirma a transformação do objeto, mais do que o seu deslocamento num espaço homogêneo. A potência do fogo atravessa o saber, agitando-o do interior, afirmando o vigor da diferença. “Do mundo relógio passa-se ao mundo forno”[19]. O real é diferença, e não mecanismo, e o objeto do saber só pode ser entendido por sua multiplicidade, sua variação. As ciências entram em crise, o fogo agita do interior as classificações estabelecidas, as estruturas fechadas, as invariâncias.&lt;br /&gt;Aquele repertório comum fundamentado em invariâncias é colocado em xeque pela prática diária da interferência, dos curtos-circuitos entre subconjuntos restritos. Aqui vale ressaltar que uma rede se caracteriza pela formação de tais subconjuntos locais, relativamente organizados e que mantêm entre si fortes relações de interferência. Essa noção de interferência é, a meu ver, crucial para a filosofia de Serres. Interferência entendida como um lugar de intersecção, de cruzamento e ressonância entre subconjuntos locais. Lugar de intersecção é sinônimo de lugar das mestiçagens. Cada ciência, aparece como um subconjunto em uma rede e, como tal, ela é agitada por práticas de interferências, cruzamentos com outros conjuntos, intersecções, mestiçagens. Cada ciência é atravessada, rasgada por um hibridismo cujo modelo é dado pela noção de rede. Parece-me que o conceito de interferência na filosofia de Serres implica a afirmação de uma mestiçagem sempre em operação no campo das práticas científicas, fazendo-as derivar, bifurcar - termo que, segundo o autor, “quer dizer obrigatoriamente decidir-se por um caminho transversal que conduz a um lugar ignorado.”[20] Enquanto na estratégia estruturalista está em jogo uma busca das invariâncias, na filosofia mestiça o foco das atenções está nas variações, nas bifurcações, na errância que caracterizam não só as ciências humanas, mas as ciências de um modo geral, bem como todas as nossas práticas. Ao falar de um mundo forno, Serres parece resgatar esse sentido de transformação ontológica que define o real. As leis, a cadeia, a ordem são exceções ou antes efeitos da potência do fogo ou, o que dá no mesmo, da potência da rede. É com rigor que Serres afirma a lei[21] como um aniquilamento da diferenciação, uma parada na variação que constitui o real. Isso não significa que se abandonem as leis, mas sim que a previsão baixe até uma relativa imprevisibilidade, ou dito de outro modo, que a previsão seja antes um efeito negociado em rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As coisas: A revolução contra-copernicana operada pela filosofia mestiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, um outro evento marca para Serres uma crise nas ciências modernas, centradas no exercício da razão: trata-se da reação da natureza às intervenções e dominações da razão humana. O império da filosofia cartesiana é mais uma vez questionado, porque, nela a natureza é reduzida à natureza humana, à razão. Na perspectiva de Serres, essa filosofia faz com que o mundo seja esquecido em favor da razão e no entanto, o domínio da razão sobre a natureza “cava buracos na vegetação, esburaca a camada de ozônio, expõe o mundo a grandes perigos...”[22] A natureza, até então considerada uma área livre para a expansão e domínio da razão, retorna, impõe questões e exige que um acordo, um contrato seja estabelecido levando em conta tais questões. É o próprio Serres quem afirma que “o aumento dos nossos meios racionais nos leva, numa velocidade difícil de calcular, em direção à destruição do mundo que por um efeito de retorno bastante recente, pode condenar-nos todos juntos, e não mais por localidades, à extinção automática.”[23] É uma reação da natureza impondo uma revisão das nossas políticas e das nossas filosofias.&lt;br /&gt;Partindo dessas considerações, Serres, como Latour, opera uma revolução contra-copernicana quando coloca a hibridação no centro de suas análises. Ele nos convida a voltar às próprias coisas[24] e nós, com cautela e já de sobreaviso - porque outros já nos fizeram esse convite[25] e nos conduziram a uma consciência transcendental -, perguntamo-nos quais são as coisas em questão. Atento, Serres nos adverte que “voltar às próprias coisas [significa voltar] às multiplicidades misturadas, às dispersões, tomando-as como tais (...) Restituir às coisas a totalidade de seus direitos, antes de intervir. Todas as nossas divisões e os nossos cortes, as nossas diferenças, as cadeias, as séries, as seqüências, as conseqüências, os sistemas, as ordens, as formações, as hierarquias e archês, são eleição, poder, arbitrário, o milagre probabilitário do historiador-deus, e devem ser dissolvidos, devem ser fundidos, devem ser misturados, como conjuntos móveis, no fogo an-árquico.” (Serres, M. 1988, p.178-9).&lt;br /&gt;Revolução contra-copernicana operada por Serres: nem o sol, nem a terra se encontram no centro do mundo, mas sim as coisas ontologicamente definidas por sua mistura, sua mestiçagem[26]. “Corpo, músculos, nervos, sentidos e sensibilidade, alma, cérebro e conhecimento, tudo converge para esse lugar mestiço...”[27]  Frente a uma filosofia crítica, marcada pelo ideal de purificação, Serres afirma uma filosofia mestiça, marcada por uma prática híbrida. A uma ontologia dualista, dividida entre o sol e a terra, Serres propõe uma ontologia monista da mestiçagem. O lugar mestiço não é, para Serres, um meio-termo entre dois pontos, entre o certo e o errado, o sujeito e o objeto. Ele é, antes, o mundo em torno de nós, é um meio que ocupa a totalidade do volume no qual vivemos. A filosofia de Serres afirma a inclusão do mestiço em nosso mundo, mestiço que fundamenta as nossas práticas, as nossas ciências, o nosso ambiente[28].&lt;br /&gt;O ideal de purificação, ideal moderno, implica a exclusão do lugar mestiço, exclusão que deixa escapar a própria história. Michel Serres[29] mostra que, quando referido às ciências, esse ideal implica uma concepção de conhecimento científico que não se depara com a morte, com a violência. Ele toca nesse tema de diversas maneiras. Numa entrevista ao Jornal Le Monde[30], Serres afirma que Hiroshima foi o ato inaugural que o fez filósofo; a mesma afirmação encontramos na entrevista concedida a Latour[31]. O que significa dizer que a ciência ocidental não se depara com a morte e assim sendo por que falar de Hiroshima? Serres mostra que a história da razão ocidental encontra seu sentido num princípio de exclusão: os ideais de pureza e abstração são os seus fios condutores. A partir desses ideais a razão se constitui de modo repetitivo sempre se deparando com os seus a prioris. Segundo o autor, “o Ocidente começa com o problema do mal e trava contra ele um diálogo e um combate consubstanciais.”[32]  A razão kantiana é a esse respeito exemplar. Nesse percurso, a morte, o sofrimento, o mal ficam excluídos em nome de uma atitude crítica que tem como alvo depurar as condições de possibilidade - condições a priori - do conhecimento. O ego transcendental de Kant não conhece o sofrimento. A ciência ocidental se constitui, ela também, a partir da exclusão desse lugar mestiço, híbrido de que falávamos acima. As categorias fundamentais dessa ciência advêm da tentativa de exclusão do mal, da morte, do sofrimento, são categorias tais como pureza, rigor, objetividade. O sentido geral de uma filosofia crítica consiste nesse expurgo, na busca de uma constante, uma invariância que possa se repetir em todo o lugar a despeito de qualquer singularidade, qualquer dor ou sofrimento. Quais as conseqüências dessa exclusão? Certamente ela faz surgir um mundo lateralizado: direita ou esquerda, terra ou sol, sujeito ou objeto, natureza ou sociedade. E, mais do que isso, ela faz surgir a violência, a guerra, a discriminação em nome de uma verdade tomada como única, como homogênea: o império da verdade. Hiroshima é para Serres[33] um dos efeitos da expansão do império do pensamento crítico. Ao falar de sua formação intelectual, Serres diz que cresceu no meio de muitas guerras, guerra Espanhola, Hiroshima, Vietnã, Argélia. Numa guerra, conclui ele, há sofrimentos de ambos os lados, há mortes de ambos os lados. Aqui toda a potência da sua reflexão filosófica é lançada sobre uma análise muito aguda acerca dos dualismos que caracterizam o pensamento crítico e da violência que tais dualismos incitam. Para falar dessa lateralização do mundo Serres conta a seguinte estória: “Um dia, em Veneza, entrando na igreja dos Eslavônios, vi são Jorge matando o dragão. Aquilo me pareceu simbolizar o que eu sempre conhecera. São Jorge estava de um lado, e o dragão do outro, simétricos e absolutamente semelhantes. Sob o peitoral do dragão, sob o ventre do cavalo, havia os membros espalhados de um homem e de uma mulher. Essa era a minha geração; à esquerda e à direita, estavam são Jorge e o dragão, formando um tipo de arco. Foi esta dualidade que nunca pude aceitar. Essa teologia de Deus e de Diabo.” (Serres, M. apud Guillebaud, J-C, 1990, p.187).&lt;br /&gt;Toda a sua filosofia é marcada por essa conclusão e a afirmação da rede, um lugar mestiço, adquire seu pleno sentido frente a ela, uma filosofia cujo princípio não se encontra na purificação, mas na mestiçagem; uma filosofia, portanto, que acolhe a diferença e faz dela o seu objeto; uma filosofia, enfim, cujo lema não é a violência, mas sim a tolerância. “Como adquirir tolerância e não-violência, senão colocando-se no ponto de vista do outro, saber do outro lado?”[34]&lt;br /&gt;A filosofia da ciência é, para Serres, uma reflexão sobre as relações da ciência com a violência. “Desde que nasceu a literatura lamenta a miséria e o sofrimento. A ciência ainda não aprendeu a linguagem desse soluço.”[35] Ao contrário, “nada na ciência ajuda, de fato, a suportar a finitude, nem a pensar a morte das crianças, a injustiça que atinge os inocentes, o triunfo permanente dos violentos, a felicidade fugidia do amor nem a estranheza do sofrimento...”[36] A ciência marcada pelo pensamento crítico, pelos dualismos, por princípios de exclusão e ideais de purificação incita a violência e o terror[37]. Uma crise legítima das ciências consiste precisamente em resgatar o encontro da ciência com o mal, com o sofrimento e a dor, em última instância, o encontro da ciência com o barulho de Hiroshima. Esse é o sentido que Serres atribui ao fogo: fazer arder a ordem, a lei, a invariância fazendo-as descer até “os turbilhões fluidos”[38] que definem o real, até a finitude do homem. Não se trata de afirmar um irracionalismo, mas ao contrário, trata-se de afirmar uma razão instruída com a mestiçagem. Isso significa dizer uma razão tolerante, que acolhe a diferença, que engendra verdades locais, provisórias e temporárias. Ao eu penso do cogito, Serres mistura o eu sofro, e conclui que “não há razão nem proporção sem mistura”[39]. No enfoque do filósofo, Hiroshima é o testemunho de que podemos morrer dos efeitos dos produtos da razão. E mais do que isso, Hiroshima é o testemunho da morte, da finitude do homem no coração da ciência: “átomo e bomba, química e ambiente, genética e bioética.”[40] É o fracasso dos dualismos que opõem razão e objeto. Hiroshima nos apresenta um alerta, uma exigência de prudência da razão e dos seus dualismos.&lt;br /&gt;Partindo dessa análise, Serres nos propõe então uma retenção do pensamento crítico e da violência que ele produz. Uma retenção da razão moderna e de seus dualismos. Como conseqüência dessa retenção, uma verdade não reina sem partilha, um modo de conhecer não se constitui em única solução de acesso ao mundo, um a priori não se repete homogeneamente sobre todo o espaço. Ao contrário, a retenção da razão esposa a diferença ao acolhê-la e faz da racionalidade um efeito temporário, da causalidade uma relação reversível, do tempo e do espaço resultados negociados localmente, da lei um caso particular de uma ontologia de relações variáveis, do pensamento crítico um dos modos de um pensamento mestiço, enfim, a retenção da razão opera uma passagem da violência à tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dos dualismos a uma pragmatogonia: considerações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Latour, Serres apresenta uma genealogia das coisas cujas conseqüências ressoam no domínio das práticas científicas: “a invenção dos fatos não é a descoberta das coisas out there, é uma criação antropológica que redistribui Deus, a vontade, o amor, o ódio, e a justiça.”[41] Serres faz da ciência um ramo do Judiciário quando define a coisa como multiplicidade ontológica, o que significa dizer que um fato não existe isoladamente, ele só existe a partir da rede heterogênea que o sustenta. Na ciência experimental de Boyle, o vácuo como fato só existia na medida em que era produzido e sustentado pela bomba de ar, pela Royal Society, pelos colegas de Boyle; uma rede é o que produz e sustenta um fato científico. Citando Serres, Latour mostra que a palavra coisa tem como origem ou raiz a palavra causa, proveniente da área jurídica. “Como se os objetos em si existissem apenas de acordo com os debates de uma assembléia (...).”[42] Assim, a sociedade moderna não é aquela que, diferentemente de todas as outras, está livre das relações com a religião, com as questões políticas, enfim com o que Serres chamou de mal, sofrimento, morte. Ao contrário, da mesma forma que qualquer outra sociedade, a nossa também redistribui acusações, “substituindo uma causa - judiciária, coletiva, social - por uma causa - científica, não-social, matter of factual - substituindo Ding por Thing.”[43] Em todo caso, uma causa que engendra uma série de substituições, traduções, desvios.&lt;br /&gt;Ao invés de partir de um mundo já dividido entre pólos opostos, a filosofia de Serres, retomada por Latour, coloca em cena as coisas definidas ontologicamente por sua multiplicidade e por seu estatuto de causa. À violência dos cortes, das separações, das rupturas, Serres propõe as substituições que definem uma pragmatogonia, isto é, “uma genealogia da troca de propriedades entre humanos e não-humanos.”[44] Uma genealogia, portanto, das coisas, esses seres híbridos que fundamentam o nosso coletivo[45] e que por seu estatuto de causa redistribuem em última instância natureza e sociedade; genealogia que não procede por metamorfoses, mutações ou dialética, mas antes por substituições e desvios. Na perspectiva de Latour, as ciências nada mais são do que retardatárias nessa longa série de substituições: os fatos científicos são coisas - things - e, do mesmo modo que qualquer outra coisa, em seu estatuto de causa, redefinem a natureza e a sociedade. Foi o que Boyle fez com o vácuo, esse testemunho arrancado de uma pena de galinha inserida no dispositivo da bomba de ar[46]. Com o vácuo, Boyle almejava o fim das guerras civis, questionava o testemunho dos humanos, propunha, enfim, uma sociedade pacificada pela objetividade do fato. Em jogo, uma redistribuição, uma reinvenção da natureza e da sociedade. Tal é o sentido da ciência como rede de atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstract: This essays aims to discuss the concept of network considering the point of view of M. Serres and the point of view of science and tecnology antropology of Bruno Latour. The concept of network is the conducting wire of a philosophy of science – defended by both authors – that defines science as a bricolage and as an heterogeneous practice.&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buydens, M. Sahara. L’Eshetique de Gilles Deleuze. Paris, Vrin, 1990.&lt;br /&gt;Guillebaud, J. C. Michel Serres. Filosofias. Entrevistas do Le Monde. São Paulo, Ed. Ática, pp.178-189, 1990.&lt;br /&gt;Latour, B. Pragmatonies. A Mythical Account of How Humans and Nonhumans Swap Properties. American Behavioral Scientist. Vol. 37, nº 6, pp. 791-806, 1994-a.&lt;br /&gt;Latour, B. Jamais Fomos Modernos. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1994-b.&lt;br /&gt;Latour, B. Michel Serres. Eclaircissements. Paris, Ed. François Bourin, 1992.&lt;br /&gt;Latour, B. Postmodern? No, Simply Amodern! Steps Towards an Antropolgy of Science. Studies in History and Philosophy of Science, 21(1), Grã Bretanha, Pergamon Press, pp. 145-71, 1990.&lt;br /&gt;Serres, M. Filosofia Mestiça. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993.&lt;br /&gt;Serres, M. O Contrato Natural. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1991.&lt;br /&gt;Serres, M. As Ciências. In: Le Goff, J. &amp; Nora, P. História. Novas Abordagens. Rio de Janeiro, F. Alves, pp.160-179, 1988.&lt;br /&gt;Serres, M. Estima. In: Grisoni, D. Políticas da Filosofia. Lisboa, Ed.Moraes, pp.81-95, 1977.&lt;br /&gt;Serres, M. A comunicação. Portugal, Rés Editora, s/d.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Serres, M. 1993, p. 100.&lt;br /&gt;[2] Crawford, H. 1993, p.09.&lt;br /&gt;[3] Serres, M. s/d, p. 07-27. Devo a Anelize Terezinha Araújo a preciosa sugestão da leitura desse trabalho de Serres.&lt;br /&gt;[4] Serres, M. op. cit., p. 09-10.&lt;br /&gt;[5] Serres, M. op. cit., p.12.&lt;br /&gt;[6] Serres, M. op. cit.&lt;br /&gt;[7] Serres, M. op. cit., p.13.&lt;br /&gt;[8] Serres, M. op. cit., p.13.&lt;br /&gt;[9] O conceito de devir é aqui tomado na seguinte acepção: “O devir deve ser considerado nele mesmo como uma prática de aliança e de contágio que se faz segundo sua própria linha ‘entre’ os termos colocados em jogo.” Buydens, M. 1990, p. 50.&lt;br /&gt;[10] Serres, M. s/d, p.15.&lt;br /&gt;[11] Serres, M. 1988, 1977.&lt;br /&gt;[12] Latour tece um comentário muito interessante acerca do estilo dos textos de Serres. Ele afirma que o estilo de Serres é parte de seu próprio argumento filosófico, isto é, a língua é um material no qual ele experimenta os seus argumentos. Assim, a sua escrita é ela também marcada por múltiplas conexões e entradas. Não há em seus textos o apego a uma única metalinguagem, a um referencial único que centralize todas as argumentações. Entendendo o pensamento crítico como aquele marcado por um ideal de purificação que funciona como um centro sobrecodificador de todos os elementos da periferia, Latour afirma o caráter não-crítico da filosofia de Serres, bem como de sua escrita. Não-crítico porque não parte desse centro unificador - seja ele definido como sujeito, objeto, natureza ou sociedade. Ao contrário, trata-se de acompanhar o modo como esses muitos centros são construídos, engendrados a partir de uma rede. Seu estilo de escrita é, pois, uma experimentação dessa ontologia, o que faz com que os seus textos sejam, segundo Latour, mais fáceis de ler do que muitos outros textos porque para lê-los nós não precisamos abandonar o mundo em que vivemos.  Cf. Latour, B. 1992, p. 96-7.&lt;br /&gt;[13] Serres, M. 1977, p. 81-2.&lt;br /&gt;[14] Serres, M. op. cit., p. 83.&lt;br /&gt;[15] Serres define a modernidade a partir da seguinte característica: a separação radical entre a razão e o mundo. Mais do que separação, trata-se de uma relação de dominação da primeira sobre a segunda. A modernidade, sob o império da filosofia cartesiana, faz com que “o sujeito do conhecimento e da ação goze de todos os direitos e seus objetos, de nenhum.” Serres, M. 1991, p. 47-8.&lt;br /&gt;[16] Serres, M. 1991, p. 45.&lt;br /&gt;[17] Cf. Serres, M. op. cit., p. 47.&lt;br /&gt;[18] Serres, M. 1988, p. 171.&lt;br /&gt;[19] Serres, M. op. cit., p. 172. Talvez seja possível dizer que o calor é antikantiano uma vez que ele implica uma concepção do real que tem como fio condutor a irredutibilidade de direito das práticas de mediação. O calor não se presta a purificações, ele não aceita ser filtrado em elementos puros. Ele é hibridação.&lt;br /&gt;[20] Serres, M. 1993, p.15.&lt;br /&gt;[21] Serres, M. 1988, p. 176.&lt;br /&gt;[22] Serres, M. 1991, p. 78.&lt;br /&gt;[23] Serres, M. op. cit., p. 24.&lt;br /&gt;[24] Serres, M. 1988, p.178.&lt;br /&gt;[25] Esse é  também o convite da fenomenologia husserliana, mas nesse enfoque, voltar às próprias coisas aponta para “o procedimento necessário para que se faça a passagem das ‘representações impróprias’ às ‘representações próprias’ determinadas pela intuitividade e pelo preenchimento”. Trata-se de um retorno “ao conhecimento em sua doação intuitiva (...) O ‘retorno aos objetos’ não é assim senão o retorno aos atos através dos quais se tem um conhecimento dos objetos.” Por isso, na fenomenologia, retornar às coisas é retornar à consciência transcendental. As coisas não se confundem com os objetos, elas são antes os correlatos da consciência. Aqui voltar às próprias coisas é um dos resultados obtidos por um prática de purificação. Cf. Moura, C. A. R. 1989, p. 18-25.&lt;br /&gt;[26] Cf. Serres, M. 1993, p. 47.&lt;br /&gt;[27] Serres, M. op. cit., p. 17.&lt;br /&gt;[28] Cf. Serres, M. op. cit., p. 59.&lt;br /&gt;[29] Serres, M. op. cit., p.82.&lt;br /&gt;[30] Guillebaud, J. C. 1990, p. 186.&lt;br /&gt;[31] Latour, B. 1992, p.29.&lt;br /&gt;[32] Serres, M. 1993, p.82.&lt;br /&gt;[33] Cf. Latour, B. 1992; Serres, M. 1993; Guillebaud, J. C. 1990.&lt;br /&gt;[34] Serres, M. 1993, p. 21.&lt;br /&gt;[35] Serres, M. op. cit., p. 84.&lt;br /&gt;[36] Serres, M. op. cit., p. 83.&lt;br /&gt;[37] Cf. Latour, B. 1992, p.92.&lt;br /&gt;[38] Serres, M. 1993, p. 68.&lt;br /&gt;[39] Serres, M. op. cit., p.140.&lt;br /&gt;[40] Serres, M. 1991, p.108.&lt;br /&gt;[41] Latour, B. op. cit., p.83.&lt;br /&gt;[42] Serres citado por Latour, B. op. cit., p.82.&lt;br /&gt;[43] Latour, B. 1990, p. 163.&lt;br /&gt;[44] Latour, B. 1994-a, p. 794.&lt;br /&gt;[45] Latour utiliza a palavra coletivo para definir a sociedade em termos de uma hibridação entre humanos e não-humanos. O objetivo é marcar o sentido híbrido das relações sociais compostas não  apenas das relações entre os homens de um lado e as coisas de outro, mas por conexões heterogêneas, díspares da qual fazem parte humanos e não-humanos. Cf. Latour, B. op. cit., p. 807, nota 5.&lt;br /&gt;[46] Sobre a pena de galinha como testemunho da existência do vácuo, cf Latour, B. 1994-b, pp. 26 e sgts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-3353120852646652715?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/o-conceito-de-rede-na-filosofia-mestica.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Swaqeby6OLI/AAAAAAAABUo/PR7tm-FZSOA/s72-c/MESTI%C3%87O+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-1881702116259518026</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 21:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T18:55:59.619-03:00</atom:updated><title>El tango ya es Patrimonio Cultural de la Humanidad</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwRtRfj4vCI/AAAAAAAABUA/OZyEDwCkOV0/s1600/Tango.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 149px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwRtRfj4vCI/AAAAAAAABUA/OZyEDwCkOV0/s320/Tango.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405565600048659490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DECLARACION OFICIAL DE LA UNESCO: PRESENTACION DE BUENOS AIRES Y MONTEVIDEO EN LOS EMIRATOS ARABES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fue el primero de 76 elementos inmateriales del mundo incluidos en una lista que reconoció el organismo de Naciones Unidas. Valora la identidad que les confiere a los habitantes rioplatenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El tango ya es Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad. Ni Gardel ni Troilo lo hubieran imaginado: la declaración de la UNESCO se hizo en la tierra de los beduinos, ahora convertida en la moderna ciudad de Abu Dhabi. Allí, en la capital de los Emiratos Arabes, el género rioplatense recibió el reconocimiento unánime del Comité Intergubernamental de la UNESCO y se convirtió en el primer elemento inscripto en la lista representativa del patrimonio intangible mundial. Las otras 75 postulaciones, que ya tenían el visto bueno de un comité de expertos, fueron inscriptas en la lista a continuación, incluido el candombe uruguayo. Para celebrar, este fin de semana, habrá milongas populares en Montevideo y en Buenos Aires, donde en San Juan y Boedo actuaran Susana Rinaldi y Rubén Rada.&lt;br /&gt;El anuncio de la declaración del tango fue realizado hacia las 3.30, hora argentina y desató el primer aplauso de la sesión. "Argentina y Uruguay han postulado como patrimonio cultural al tango, un género musical que incluye danza, música, poesía y canto, y que es considerado una de las principales manifestaciones de identidad para los habitantes de la región del Río de la Plata", recordaron las autoridades del comité. "No veo ninguna objeción. Queda aprobado", sentenció Awad Ali Saleh Al Musabi, el emiratí que lo preside, ante los ojos de la prensa de todo el globo, incluyendo a varias periodistas mujeres del mundo árabe, algunas vestidas de negro y con sólo los ojos al descubierto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En las delegaciones argentina y uruguaya, que propusieron al tango hace exactamente un año, hubo lágrimas. Eduardo Duter, el director de cultura montevideano, leyó un agradecimiento conjunto: "En este momento, una paica y un milonguero se estrechan en un firulete", dijo, ocasionándole algunas dificultades a los atribulados traductores en simultáneo. El ministro de Cultura porteño, Hernán Lombardi, que por los nervios no pudo dormir en toda la noche, recordó la Milonga de los orientales, de Borges: "Milonga para que el tiempo/ vaya borrando fronteras; /por algo tienen los mismos /colores las dos banderas", recitó.&lt;br /&gt;Con ellos estaba el embajador argentino en la UNESCO, el pianista Miguel Angel Estrella, que después confeso su emoción "como argentino, como hombre que ama al Uruguay y como músico. Este es un homenaje tardío para aquella gente muy pobre de los conventillos montevideanos y porteños, que fueron los inventores del tango", afirmó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formar parte del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad significa para el tango estar reconocido como uno de los usos, representaciones, conocimientos y técnicas que se transmiten de generación en generación y que le confieren identidad a una comunidad. En términos prácticos, la declaración es una carta de presentación para solicitar fondos de ayuda internacionales. Además, compromete Buenos Aires y Montevideo a realizar con fondos propios las medidas de salvaguarda que propusieron en su presentación conjunta. Entre otras cosas, crear un centro documental del tango, la orquesta de tango binacional Río de La Plata, un programa para entrenar a jóvenes luthiers en la reparación y mantenimiento del bandoneón y un sello discográfico para promover nuevas orquestas.&lt;br /&gt;"En tiempos en que las relaciones de Argentina y Uruguay atravesaron momentos no muy felices, esta presentación conjunta es todo un símbolo", comentó Lombardi. "Ha habido diferencias entre los gobiernos, pero a nivel cultural eso no fue ningún impedimento para trabajar juntos", dijo Duter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos funcionarios anticiparon que este fin de semana habrá celebraciones en Buenos Aires y en Montevideo (ver Los festejos). Ayer, el comité de la UNESCO también declaró patrimonio intangible a expresiones como el arte Ashiq de Azerbaiján o la opera tibetana de la China.&lt;br /&gt;Aun en este país con una cultura tan distinta, el tango es conocido y hay dos clubes: el Tango Dubai y el Tango Abu Dhabi. Una periodista emiratí, cubierta por un pañuelo negro, confió: "Muchos toman clases de tango en Abu Dhabi. A mí me gustaría aprender, pero no puedo bailar con un hombre".&lt;br /&gt;Mas tarde, en dialogo con Clarín, Awad Ali Saleh, presidente del comité intergubernamental, felicitó a la Argentina: "Esperamos que propongan mas ítems para la lista. Nos complace incluir elementos como el tango", dijo. Vestido con la túnica blanca que usan los habitantes del desierto, se entusiasmó: "Me encanta bailar y creo que podría danzar tango sin problemas". Esta universalidad del tango es la que ayer avaló la UNESCO: ahora es parte del patrimonio cultural inmaterial de la humanidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOTO: A BAILAR LA CALLE. UNA MULTITUD SALE DE HARRODS Y GANA LA CALLE FLORIDA, EN LA GRAN MILONGA DE CIERRE DEL ULTIMO MUNDIAL DE TANGO: AGOSTO FUE EL MES DEDICADO AL GENERO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-1881702116259518026?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/el-tango-ya-es-patrimonio-cultural-de.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwRtRfj4vCI/AAAAAAAABUA/OZyEDwCkOV0/s72-c/Tango.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-351194763523556366</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 16:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T14:05:20.848-03:00</atom:updated><title>Programa Cultura e Pensamento 2009-2010</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQpSwBU7rI/AAAAAAAABT4/crbCv-4VpKM/s1600/IICNC.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 100px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQpSwBU7rI/AAAAAAAABT4/crbCv-4VpKM/s320/IICNC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405490854856289970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inscrições abertas para financiamento de debates e publicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa Cultura e Pensamento está com inscrições abertas para a terceira edição&lt;br /&gt;das seleções públicas de projetos visando à realização de ciclos de debates e&lt;br /&gt;publicação de periódicos impressos em âmbito nacional. Os editais são voltados a&lt;br /&gt;projetos concebidos por intelectuais, pensadores da cultura, acadêmicos, artistas,&lt;br /&gt;pesquisadores, movimentos sociais e grupos culturais organizados, entre outros&lt;br /&gt;agentes, no intuito de fortalecer espaços públicos para o diálogo e reflexão de&lt;br /&gt;temas relevantes na contemporaneidade. Ao todo, serão destinados mais de R$ 1 milhão&lt;br /&gt;para a realização do Programa.  Os formulários, regulamentos e anexos estão&lt;br /&gt;disponíveis no Portal Cultura e Pensamento (www.culturaepensamento.net.br), onde os&lt;br /&gt;interessados podem se inscrever gratuitamente.&lt;br /&gt;O Programa Cultura e Pensamento, desde 2006, destina recursos para apoio a projetos&lt;br /&gt;que desenvolvem o debate crítico por meio de eventos presenciais e publicações,&lt;br /&gt;selecionados por editais.  Na primeira edição foram apoiadas 11 iniciativas, e na&lt;br /&gt;segunda, 14, que, no total, receberam quase R$ 2 milhões.  &lt;br /&gt;Para ampliar o alcance das ações viabilizadas pelo Programa e favorecer a circulação&lt;br /&gt;das ideias e a continuidade das reflexões propostas, todo o conteúdo produzido –&lt;br /&gt;vídeos, áudios e textos – será disponibilizado gratuitamente no Portal. A página&lt;br /&gt;estabelece uma plataforma digital de difusão de conteúdo e estímulo a interações&lt;br /&gt;entre participantes da Rede Cultura e Pensamento, sejam eles realizadores de&lt;br /&gt;projetos ou público interessado.&lt;br /&gt;As propostas selecionadas serão contratadas para realização em 2010, e os seus&lt;br /&gt;resultados, além da veiculação na web, poderão fazer parte de publicações a serem&lt;br /&gt;amplamente distribuídas pelo Programa.&lt;br /&gt;A edição 2009-2010 do Programa Cultura e Pensamento é uma iniciativa do Ministério&lt;br /&gt;da Cultura, com o patrocínio da Petrobras, realizada em parceria com a Fundação de&lt;br /&gt;Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex) e a Associação dos Amigos da Casa de Rui&lt;br /&gt;Barbosa. Também são parceiros nesta realização o Sesc-SP e a Rede Nacional de Ensino&lt;br /&gt;e Pesquisa (RNP). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Novo formato para seleção de debates&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição 2009-2010, o edital de apoio aos debates presenciais disponibilizará até&lt;br /&gt;R$ 90 mil para cada um dos oito projetos vencedores. O processo de seleção&lt;br /&gt;acontecerá em duas etapas, sendo a primeira delas efetuada por meio de formulário&lt;br /&gt;online, no qual o proponente deverá apresentar e justificar sua proposta, sem a&lt;br /&gt;necessidade de detalhamento completo quanto a questões operacionais de execução. &lt;br /&gt;A simplificação dos procedimentos nesta etapa inicial visa à ampliação do número e&lt;br /&gt;da variedade de propostas inscritas, que passarão por uma pré-seleção. Serão&lt;br /&gt;habilitadas para a segunda etapa de seleção as propostas que apresentarem maior&lt;br /&gt;potencial de questionamento e temáticas de maior relevância, de acordo com os&lt;br /&gt;princípios gerais do Programa Cultura e Pensamento e as orientações do regulamento&lt;br /&gt;de inscrição. &lt;br /&gt;Os responsáveis pelas propostas pré-selecionadas realizarão um encontro com a&lt;br /&gt;Comissão de Seleção e a Coordenação do Programa para uma apresentação mais detalhada&lt;br /&gt;e discussão da formatação final do projeto. Após essa reunião, os proponentes terão&lt;br /&gt;um novo prazo para apresentar a versão final de seus projetos, incluindo todo o&lt;br /&gt;detalhamento da execução proposta e a documentação necessária, para que seja&lt;br /&gt;realizada a seleção definitiva e, posteriormente, a contratação do patrocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Publicação de periódicos impressos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O edital de apoio a revistas voltadas para a reflexão crítica sobre a produção&lt;br /&gt;cultural brasileira contemporânea viabilizará quatro projetos editoriais, com o&lt;br /&gt;repasse de R$ 88,8 mil para a edição e a editoração eletrônica do conteúdo de seis&lt;br /&gt;números bimestrais de cada projeto. A impressão e a distribuição nacional de 10.000&lt;br /&gt;exemplares destas edições serão financiadas pelo Programa Cultura e Pensamento.&lt;br /&gt;Esta seleção tem por objetivo estimular a criação e a sustentabilidade de periódicos&lt;br /&gt;de cultura com abrangência nacional, além de promover o mapeamento da produção&lt;br /&gt;cultural contemporânea nas diversas regiões do país. As publicações também poderão&lt;br /&gt;apresentar ao público importantes manifestações da cultura brasileira contemporânea&lt;br /&gt;de forma acessível e didática, fomentando, ao mesmo tempo, o diálogo entre a&lt;br /&gt;produção e a reflexão cultural das diferentes linguagens artísticas e procedências&lt;br /&gt;geográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrições: de 10 de novembro a 17 de janeiro&lt;br /&gt;www.culturaepensamento.net.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações à imprensa: (61) 2024-2407/2405, com Marcelo Lucena e Grazielle Machado,&lt;br /&gt;na Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-351194763523556366?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/programa-cultura-e-pensamento-2009-2010.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQpSwBU7rI/AAAAAAAABT4/crbCv-4VpKM/s72-c/IICNC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-8417269666622434551</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T13:59:08.870-03:00</atom:updated><title>PATRIMÔNIO BIOCULTURAIS</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQKKM9C0iI/AAAAAAAABTw/lAzUnYbDcXc/s1600/Crisol+Melting_crucible.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQKKM9C0iI/AAAAAAAABTw/lAzUnYbDcXc/s320/Crisol+Melting_crucible.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405456623143670306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cultura e Sustentabilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente firmam acordos de cooperação em prol das duas áreas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta terça-feira, 17 de novembro, em Brasília, os ministros da Cultura e do Meio Ambiente, Juca Ferreira e Carlos Minc, participaram da 8ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC). Na ocasião, foram discutidas formas de desenvolvimento sustentável e prioridades para a atuação conjunta das duas Pastas.&lt;br /&gt;Os ministros Juca Ferreira e Carlos Minc assinaram Portaria instituindo um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para propor ações e programas com foco em uma política que valorize a preservação da diversidade cultural e da biodiversidade das diversas regiões do país. Também foi firmado um Acordo de Cooperação Técnica, que garante a utilização da madeira extraída de forma ilegal e apreendida pelo Ministério do Meio Ambiente na recuperação do patrimônio histórico e cultural brasileiro.&lt;br /&gt;“Precisamos - até porque trabalhamos no mesmo prédio - aprofundar essa relação”, disse Juca Ferreira que considera essencial o trabalho em conjunto para viabilizar a implantação de políticas efetivas. “Nossa relação com o Ministério da Educação já é muito evidente, mas eu acho que outros ministérios também têm se afirmado como aliados nas questões culturais e um desses é o do Meio Ambiente.”&lt;br /&gt;Carlos Minc elogiou as ações da Cultura: “o Mais Cultura e o Vale-Cultura foram uma grande sacada dos dirigentes”. Ele enfatizou que é necessário conscientizar a população para que o Brasil se torne um país auto-sustentável. “Aqui estão os que podem ajudar a tocar e a educar: os artistas. Isso só a Cultura pode fazer”, resumiu. “A questão do meio ambiente é uma questão de visão de mundo, comportamento e sensibilidade, ou seja, está no mundo da Cultura”, complementou Juca Ferreira.&lt;br /&gt;Ainda no encontro, o Ministério da Cultura firmou parceria com a Agência de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Vale do Rio Urucuia, organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). O objetivo é a promoção, por meio do Programa Mais Cultura, da preservação e da revitalização do patrimônio cultural nos 11 municípios daquela região em Minas Gerais.&lt;br /&gt;Cultura e Meio Ambiente - Os integrantes do CNPC comprometeram-se em compensar as emissões de gases do efeito estufa emitidos por ocasião das reuniões do Conselho. Durante a sessão, foi aplicado um questionário relativo ao consumo individual de energia elétrica, gás, transporte, combustível, alimentação, lixo e hospedagem dos conselheiros. Após o cálculo das toneladas de CO² emitidas na atmosfera, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, os membros do CNPC farão o plantio de árvores características do Cerrado em área de reflorestamento. A iniciativa também deverá ser aplicada nos próximos encontros do colegiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunião do CNPC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia de trabalho da 8ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Políticas Culturais foram focadas as ações da Secretaria de Audiovisual (SAv/MinC) que visam fomentar a produção brasileira no Cinema, TV, Rádio, Internet e Jogos Eletrônicos.&lt;br /&gt;Também foram incorporados novos segmentos para a atuação do órgão: arquitetura, urbanismo, moda, designer e artesanato. De acordo com o secretário-geral do Conselho, Gustavo Vidigal, a definição das novas áreas é importante, pois possibilita a ampliação de políticas a serem desenvolvidas pelo ministério.&lt;br /&gt;Órgão consultivo integrante da estrutura básica do Ministério da Cultura, o CNPC tem como finalidade propor a formulação de políticas públicas, com vistas a promover a articulação e o debate dos diferentes níveis de governo e a sociedade civil organizada, para o desenvolvimento e o fomento das atividades culturais no território nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conselho Nacional de Políticas Culturais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(Comunicação Social/MinC)&lt;br /&gt;http://www.cultura.gov.br/cnpc/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-8417269666622434551?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/patrimonio-bioculturais.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SwQKKM9C0iI/AAAAAAAABTw/lAzUnYbDcXc/s72-c/Crisol+Melting_crucible.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-5317591126922831585</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-13T09:43:43.917-03:00</atom:updated><title>Conferência Nacional de Cultura</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Sv1Ub94EMVI/AAAAAAAABTg/rXWJmDK4_MM/s1600-h/IICNC.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 100px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Sv1Ub94EMVI/AAAAAAAABTg/rXWJmDK4_MM/s320/IICNC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403567967357382994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Sv1RdvY6NuI/AAAAAAAABTY/3fLa2Fx0bSc/s1600-h/Brasil+Imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 75px; height: 56px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Sv1RdvY6NuI/AAAAAAAABTY/3fLa2Fx0bSc/s320/Brasil+Imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403564699293464290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Conferência Nacional de Cultura&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa nacional da CNC acontece de 11 a 14 de março de 2010, em Brasília, e o tema central será Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento. As principais temáticas a serem desenvolvidas estão apoiadas em cinco eixos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; e Gestão e Institucionalidade da Cultura.&lt;br /&gt;As etapas municipais da conferência elegem delegados para as conferências estaduais. Por sua vez, as etapas estaduais e as pré-conferências setoriais elegem delegados para a etapa nacional. Mais informações podem ser obtidas no blog da Conferência: blogs.cultura.gov.br/cnc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as TEIAS serão Conferências Livres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mês se inicia o calendário das Conferências Livres organizadas pelas redes de Pontos de Cultura. É que todas as TEIAS serão Conferências Livres. As TEIAS são espaços abertos, estaduais ou regionais, preparatórios para a TEIA nacional, que acontece em março em Fortaleza, e em cada local contam com especificidades que enriquecem suas programações.&lt;br /&gt;Elas reunirão os Pontos e as comunidades envolvidas com o Programa Cultura Viva de Norte a Sul do país para promover uma mostra ampla e diversificada da produção cultural dos Pontos, debater a cultura brasileira e suas expressões regionais, além de propor estratégias de políticas públicas culturais.&lt;br /&gt;A novidade destes encontros é que eles serão, ao mesmo tempo, espaços de Conferências Livres voltadas à discussão do temário nacional da II CNC.  Deste modo os Pontos pretendem contribuir com proposições à II CNC e ampliar a discussão da população sobre a relação entre cultura, diversidade, cidadania e desenvolvimento.&lt;br /&gt;Acompanhe abaixo o calendário que pretende mobilizar o país nos próximos dias e participe da TEIA do seu Estado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVEMBRO&lt;br /&gt;13 a 15 – TEIA RN&lt;br /&gt;25 e 26 – Fórum Estadual BA&lt;br /&gt;25 e 26 – TEIA Sergipe / Alagoas&lt;br /&gt;26 a 28 – TEIA PB&lt;br /&gt;TEIA ES (aguardando definição de data)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEZEMBRO&lt;br /&gt;03 a 05 – TEIA Pernambuco&lt;br /&gt;04 a 06- TEIA Centro-Oeste&lt;br /&gt;11 a 13 – TEIA SUL&lt;br /&gt;11 a 16 – TEIA PAULISTA (Guarulhos)&lt;br /&gt;15 e 16- TEIA AMAZÔNICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 2008 Conferência Nacional de Cultura utiliza WordPress como gerenciador de conteúdos.&lt;br /&gt;Ministério da Cultura - Governo Federal - Creative Commons&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-5317591126922831585?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/conferencia-nacional-de-cultura.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Sv1Ub94EMVI/AAAAAAAABTg/rXWJmDK4_MM/s72-c/IICNC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-6190227895634187170</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 13:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T10:38:01.070-03:00</atom:updated><title>LÉVI-STRAUSS PARA PRINCIPIANTES</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Svq9sBAyl2I/AAAAAAAABTQ/lOhyYe1GDCQ/s1600-h/L%C3%A9vi-Strauss.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Svq9sBAyl2I/AAAAAAAABTQ/lOhyYe1GDCQ/s320/L%C3%A9vi-Strauss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402839266867976034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Estudantes de Antropologia e Ciências Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse em Língua Espanhola: LÉVI-STRAUSS PARA PRINCIPIANTES:&lt;br /&gt;http://www.scribd.com/doc/20258081/Levi-Strauss-Para-Principiantes&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/20258081/Levi-Strauss-Para-Principiantes"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-6190227895634187170?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/levi-strauss-para-principiantes.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Svq9sBAyl2I/AAAAAAAABTQ/lOhyYe1GDCQ/s72-c/L%C3%A9vi-Strauss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4880317484280017880</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T15:04:45.206-03:00</atom:updated><title>UNIVERSIDADE HOJE</title><description>FRASES PARA REFLETIR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) temos hoje no Brasil mais de 1.200 faculdades de direito, contra 182 nos EUA e temos no Brasil mais faculdades de medicina do que toda a Europa. Estamos enganando jovens e seus pais, formando falsos preparados para nada, uma legião de desempregados diplomados, na recente inscrição para emprego de garis no Rio se inscreveram 2.000 com curso superior." (Blog de Luis Nassif)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que se viu naquela, digamos, “universidade” é sintoma de uma doença que corrói o ensino universitário brasileiro, que está no auge de sua expansão bárbara. Bárbara mesmo! Agora é o dinheiro público que financia a tomada de poder pelos hunos." (Blog de Reinaldo Azevedo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O caso da moça da saia curta na Uniban, que culminou na surpreendente e absurda decisão da universidade de expulsar a aluna e apenas suspender os agressores, coloca em evidência o segmento das universidades populares, outro fenômeno criado pelo fortalecimento da Nova Classe Média Brasileira nos últimos anos." (BlueBus)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4880317484280017880?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/universidade-hoje.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-7750715699248701389</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 19:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-08T16:56:12.671-03:00</atom:updated><title>Um explorador ávido e interessado apenas na humanidade</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvchPebit_I/AAAAAAAABSY/2dnswF7dtX8/s1600-h/L%C3%A9vi-strauss+jovem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 123px; height: 123px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvchPebit_I/AAAAAAAABSY/2dnswF7dtX8/s320/L%C3%A9vi-strauss+jovem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401822827804538866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Larry Rohter&lt;/span&gt;, THE NEW YORK TIMES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu trabalho mais celebrado, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trites Trópicos&lt;/span&gt;, começa com as palavras “Eu odeio viajar e odeio exploradores”. Mas o que fez do antropólogo e filósofo Claude Lévi-Strauss um dos grandes intelectuais do século 20 foi justamente sua avidez pela exploração – não apenas em selvas remotas e sociedades isoladas, mas também os cantos mais distantes da mente humana.&lt;br /&gt;Como um dos pais da escola de pensamento que veio a ser conhecida como estruturalismo, Lévi-Strauss, morto na semana passada, a um mês de seu 101º aniversário, estava sempre à procura de padrões universais, ligações e modos de organização e pensamento. Em sua busca ele iria a qualquer lugar, com uma mente notavelmente aberta e olhos e ouvidos atentos, expostos em Tristes trópicos.&lt;br /&gt;Em 1978 eu fiz minha primeira viagem como repórter à Floresta Amazônica, com um edição em brochura de Tristes trópicos, com uma capa de cor laranja e branco.&lt;br /&gt;Era o único livro enfiado em minha bagagem. Havia se passado cerca de 40 anos desde que Lévi-Strauss, então com cerca de 30 anos de idade, entrara pela primeira vez naquela mesma selva, e eu estava curioso para saber se algo restava daquele mundo que o francês encontrara e descrevera com uma prosa tão maravilhosa e agridoce.&lt;br /&gt;Muita coisa havia mudado. Em vez da precária trilha que ele seguira, orientando-se por postes telegráficos, agora havia uma rodovia, a BR-364, cujas beiradas estavam cada vez mais povoadas com camponeses famintos trazidos de outras partes do Brasil pelo governo militar – um esforço para encorajar a ocupação da Amazônia.&lt;br /&gt;Mas nas mesmas margens da rodovia, ainda era possível achar membros do povo indígena dos nambikwara, muitos deles alquebrados, bêbados ou dementes. Dos quatro grupos com os quais LéviStrauss conviveu – os outros foram os bororos, os caduveos e os kawahibs – ele pareceu particularmente comovido com a saga dos nambikwara. A estrutura familiar e a vida social desses índios viraram o tema de sua tese de doutorado em seu retorno à Europa, em 1939.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Svch5eixSqI/AAAAAAAABSo/eq4y4Zkglho/s1600-h/Tristes+Tr%C3%B3picos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 78px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Svch5eixSqI/AAAAAAAABSo/eq4y4Zkglho/s320/Tristes+Tr%C3%B3picos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401823549389359778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao escrever sobre os nambikwara, Lévi-Strauss previu o drama e a tragédia de um povo cuja cultura e modo de vida já estavam, naquele momento, claramente condenados. Então, ele foi meticuloso ao documentar tantos aspectos diferentes de sua vida quanto fossem possíveis, das relações entre os sexos e a construção de abrigos à sua dieta, animais de estimação e coleta de pérolas. Antropólogos brasileiros dizem que ainda hoje circulam histórias entre os nambikwaras sobre a visita do “Professor Levi”.&lt;br /&gt;O pensador pode ter sido ainda mais perceptivo em suas observações sobre os caboclos, os mestiços assimilados pela cultura portuguesa que dominavam a região.&lt;br /&gt;Suas descrições de seu comportamento e vestuário foram impressionantemente acuradas. Em minhas próprias viagens, eu com frequência ouvi um modo de falar bastante interessante, que LéviStrauss registrou em Tristes trópicose eu atribuí erronaneamente ao domínio imperfeito que o autor tinha da língua portuguesa.&lt;br /&gt;Um exemplo de outra viagem permanece vívido depois de todos esses anos. Navegando Amazonas abaixo em 1979, encontrei vários barqueiros que ainda acreditavam que o rio era infestado de sereias e monstros. Reconheci vários daqueles mitos descritos em Tristes trópicos. Numa manhã, paramos num assentamento chamado Santo Antônio do Iça: pegaríamos uma carga de borracha e descarregariamos um lote de papel higiênico e refrigerantes. Enquanto matava o tempo no único mercado do vilarejo, comentei com o proprietário do lugar que suas prateleiras estavam vazias.&lt;br /&gt;– Aqui só falta o que não tem – retrucou ele, uma frase que eu tinha lido pela primeira vez poucos dias antes, em Tristes trópicos.&lt;br /&gt;Desde que Francisco de Orellana navegou pelo Amazonas em 1541, a maior floresta tropical do mundo já viu uma boa cota de aventureiros europeus. Mas LéviStrauss não veio procurando ouro, nem a mítica cidade de Eldorado, ou rios e montanhas para serem batizados em nome de algum patrono real da metrópole, nem mesmo de exemplares da flora e da fauna que levassem seu nome. Mais do que a selva, o que o interessava eram as pessoas que viviam lá, numa abordagem profundamente humanista.&lt;br /&gt;Ainda circulam até hoje entre os índios da Amazônia histórias sobre o ‘Professor Levi’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 8 de Novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-7750715699248701389?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/um-explorador-avido-e-interessado.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvchPebit_I/AAAAAAAABSY/2dnswF7dtX8/s72-c/L%C3%A9vi-strauss+jovem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4440635075588898602</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 19:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-08T16:43:17.313-03:00</atom:updated><title>Lévi-Strauss e o espírito dos insetos</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvcfIRodm9I/AAAAAAAABSQ/1Ai5_VLsgAk/s1600-h/JB.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 50px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvcfIRodm9I/AAAAAAAABSQ/1Ai5_VLsgAk/s320/JB.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401820505086729170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sérgio Medeiros&lt;/span&gt;, TRADUTOR, ENSAÍSTA E POETA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de que o mundo é povoado de outros sujeitos ou pessoas, além dos seres humanos, é uma concepção ameríndia, ou extra-ocidental, e pressupõe às vezes um monismo ao qual o pensamento ocidental (não a arte ocidental, bem entendido) parece resistir, como bem mostrou Philippe Descola, no seu já clássico Par-delà nature et culture (Gallimard, Paris, 2005). Descola é um dos mais ilustres herdeiros de Claude Lévi-Strauss, ao lado do brasileiro Eduardo Viveiros de Castro. No livro citado, Descola chama a atenção, inicialmente, para a hierarquia entre objetos animados e inanimados. Os animais e as plantas, por possuírem alma e subjetividade, como os povos ameríndios reconhecem, perceberiam os seres humanos como outro, porém, não necessariamente como humanos, gente.&lt;br /&gt;Para cada perspectiva, a sua pirâmide. Os insetos, no entanto, podem (ou não) ficar à margem dessa ordem (a comunidade das “pessoas”, num sentido amplo), correspondendo, entre os achuar, àquilo que chamamos “natureza”, ao lado dos peixes e das ervas, que parecem ser destituídos de alma. Essa concepção não-dualista do mundo pode, enfim, ser mais ou menos radical, nesta ou naquela tribo amazônica, menos entre os achuar e mais entre os makuna, por exemplo, onde o fenômeno é evidente.&lt;br /&gt;No centro das cosmologias ameríndias deparamos, então, guiados pela crítica etnológica de Lévi-Strauss e de seus herdeiros, Philippe Descola e Eduardo Viveiros de Castro, com a complexa relação entre a subjetividade humana (e outras subjetividades, como deuses, espíritos, mortos) e os animais, relação que o perspectivismo tentará deslindar.&lt;br /&gt;Se “os animais são gente, ou se vêem como pessoas”, eles possuiriam uma forma interna humana, a qual, geralmente, só os xamãs (seres transespecíficos) poderiam perceber.&lt;br /&gt;“Essa forma interna”, esclarece Viveiros de Castro, “é o espírito do animal: uma intencionalidade ou subjetividade formalmente idêntica à consciência humana, materializável, digamos assim, em um esquema corporal humano oculto sob a máscara animal.” Os seres animados compartilhariam, como se pode deduzir, uma mesma essência, apenas sua forma visível difere, mas ela é enganosa, pois, no fundo, é uma “roupa” que se pode despir (concepção provavelmente panamericana).&lt;br /&gt;A consulta aos quatro volumes das Mitológicas, de Claude LéviStrauss, sem dúvida fornece numerosos exemplos que confirmam a teoria perspectiva e lançam luz, ainda, sobre o papel dos insetos na origem da cultura. Aos insetos, como vimos, nega-se às vezes que tenham “alma”, mesmo em cosmogonias indígenas, que poderão inseri-los, simplesmente, no reino “natural”. Em O cru e o cozido (Cosacnaify, São Paulo, 2004), primeiro volume das Mitológicas, há várias referências a larvas e insetos, destacandose as formigas, dotadas de “espírito”: elas podem estar ligadas, segundo certos mitos, ao dom das plantas cultivadas (os seres humanos receberam seus bens culturais de animais, por mais humildes que estes pareçam). Os insetos, porém, são também “naturais”, e já estão presentes, de forma eloquente, num trabalho anterior de Lévi-Strauss, Tristes trópicos, alimentando-se de secreções ou embriagados pelo suor de suas vítimas. Nas palavras de LéviStrauss, descrevendo sua estada no Brasil central, “ávidos por suor, brigam pelos locais mais favoráveis, comissuras dos lábios, olhos e narinas onde, como que inebriados pelas secreções de sua vítima, preferem ser destruídos ali mesmo do que voar”.&lt;br /&gt;A possibilidade, trazida à tona pelo perspectivismo, de utilizar textos de Lévi-Strauss como referência para estudar, no mundo contemporâneo, as fronteiras cada vez mais porosas ou indecidíveis entre humanos e não-humanos, entre natureza e cultura, talvez seja a maior prova da atualidade do seu pensamento.&lt;br /&gt;Obra do pensador segue atual e pode ser usada para estudar a contemporaneidade&lt;br /&gt;Sérgio Medeiros é professor de literatura na UFSC e autor, entre outros, de ‘O sexo vegetal ’ (Iluminuras, São Paulo, 2009), livro de poesia que retoma e desenvolve o tema do “vegetal sedutor”, estudado por Lévi-Strauss em sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 8 de Novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4440635075588898602?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/levi-strauss-e-o-espirito-dos-insetos.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvcfIRodm9I/AAAAAAAABSQ/1Ai5_VLsgAk/s72-c/JB.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-776081505560696442</guid><pubDate>Tue, 03 Nov 2009 21:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-03T18:15:57.950-03:00</atom:updated><title>PASSAMENTO DE LÉVI-STRAUSS</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvCcRGwVjuI/AAAAAAAABSA/AU5iEZsPN3w/s1600-h/L%C3%A9vi-Strauss.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 118px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvCcRGwVjuI/AAAAAAAABSA/AU5iEZsPN3w/s320/L%C3%A9vi-Strauss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399987770902286050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paris, 3 nov (EFE).- O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, um dos intelectuais mais importantes do século XX, famoso antropólogo e pai do enfoque estruturalista das ciências sociais, morreu no sábado aos 100 anos, informou hoje a editora Plon.&lt;br /&gt;A editora informou apenas sobre a morte de Lévi-Strauss sem dar mais detalhes sobre as causas ou o lugar onde aconteceu.&lt;br /&gt;Lévi-Strauss, que teria completado 101 anos em 28 de novembro, influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.&lt;br /&gt;Devido à avançada idade, no ano passado, ele não participou pessoalmente dos atos comemorativos de seu centenário. Apesar de tudo, responsáveis do museu Quai Branly, onde há um auditório com o nome do antropólogo, disseram então que o intelectual se mantinha lúcido e em bom estado de saúde.&lt;br /&gt;Francês nascido em Bruxelas em 1908, o autor de "Tristes Trópicos" trabalhou como professor na Universidade de São Paulo e na New School for Social Research de Nova York, antes de ser diretor associado do Museu do Homem de Paris e de lecionar no Collège de France até sua aposentadoria, em 1982.&lt;br /&gt;Discípulo intelectual de Émile Durkheim e de Marcel Mauss, e interessado pela obra de Karl Marx, pela psicanálise de Sigmund Freud, pela lingustica de Ferdinand de Saussure e Roman Jakobson, pelo formalismo de Vladimir Propp, entre outros, era também um apaixonado pela música, geologia, botânica e astronomia.&lt;br /&gt;As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumida em três grandes temas: a teoria da aliança, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.&lt;br /&gt;A teoria da aliança defende que o parentesco tem mais a ver com a aliança entre duas famílias por casamento respectivo entre seus membros do que com a ascendência de um antepassado comum.&lt;br /&gt;Além disso, para Lévi-Strauss, não existe uma "diferença significativa entre o pensamento primitivo e o civilizado", disse à Agência Efe o professor de antropologia Rafael Díaz Maderuelo, por ocasião dos 100 anos do intelectual.&lt;br /&gt;A mente humana "organiza o conhecimento em pares binários e opostos que se organizam de acordo com a lógica" e "tanto o mito quanto a ciência são estruturados por pares de opostos relacionados logicamente", acrescentou. EFE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-776081505560696442?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/passamento-de-levi-strauss.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SvCcRGwVjuI/AAAAAAAABSA/AU5iEZsPN3w/s72-c/L%C3%A9vi-Strauss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-6178718008271874262</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 22:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-03T08:41:36.333-03:00</atom:updated><title>MPF aciona IPHAN</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su9kLmpLB4I/AAAAAAAABQo/KlLYj2PyyX8/s1600-h/Iphan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 41px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su9kLmpLB4I/AAAAAAAABQo/KlLYj2PyyX8/s320/Iphan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399644628755089282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MPF aciona Iphan para fazer estudo sobre necessidades de seu quadro de pessoal/MG &lt;br /&gt;quinta-feira, 29 de outubro de 2009 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da ação é dar cumprimento a duas recomendações feitas pelo Tribunal de Contas da União. O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ajuizou ação civil pública perante a Justiça Federal em Belo Horizonte para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) apresente, em 60 dias, estudo que defina o quadro ideal de servidores e o quadro mínimo de cargos necessários ao bom funcionamento das suas unidades. O objetivo da ação é dar cumprimento a duas recomendações feitas pelo Tribunal de Contas da União(TCU), que, após auditoria no Programa Monumenta, verificou a existência de grave disfunção na área de recursos humanos do Iphan. O Iphan é o órgão que tem a função de proteger, fiscalizar, promover, estudar e pesquisar o patrimônio cultural brasileiro. No entanto, segundo o&lt;br /&gt;MPF, essas atribuições não têm sido cumpridas a contento, porque o órgão carece de servidores em quantidade suficiente para atender à demanda. "De acordo com informações fornecidas pelo Departamento de Planejamento e Administração do Iphan, de um total de 1.663 cargos constantes da atual estrutura do instituto, 549 estão vagos, o que representa um déficit de quase um terço da força de trabalho", afirma a procuradora da República Zani Cajueiro. Além dos cargos vagos, ainda existe o problema da má distribuição dos servidores, com a concentração de pessoal em algumas superintendências. Ou seja, aparentemente, não há uma distribuição equilibrada dos servidores. "É certo que a distribuição de pessoal entre as superintendências deve levar em conta não só as peculiaridades de cada unidade como também a qualificação de&lt;br /&gt;seu quadro atual, a demanda de serviços e a característica e a dimensão do patrimônio sob sua jurisdição. Mas, na prática, não é o que vem ocorrendo. E&lt;br /&gt;isso pode ser percebido pelo acompanhamento das ações de fiscalização empreendidas pelo órgão em cada região." A procuradora da República exemplifica com o número de notificações expedidas pela Superintendência em Minas Gerais. Nos anos de 2007 e 2009, o Iphan expediu, respectivamente, duas, 11 e quatro notificações nas cidades&lt;br /&gt;de Ouro Preto, Sabará e Congonhas. "Não se pode conceber que cidades históricas de tamanha importância e que vivenciam grave pressão antrópica tenham sofrido apenas esse número reduzidíssimo de mácula em seu patrimônio. Essa situação apenas reflete, na verdade, a falta de fiscalização, que, por sua vez, resulta da falta de pessoal suficiente para empreendê-la". O MPF alerta que as carências enfrentadas pelo Iphan vão muito além da lacuna em seus quadros de arquitetos e engenheiros. O quadro atual de funcionários, formado majoritariamente a partir da transferência de pessoal&lt;br /&gt;de órgãos que antecederam ao instituto e da incorporação de servidores de entidades já extintas, passa também por outras dificuldades, porque esses funcionários, em alguns casos, não possuem formação ou qualificação necessárias para desempenhar as atividades finalísticas do instituto, existindo superintendências onde o quantitativo de servidores efetivos na área meio é maior do que aquele posto à disposição na área fim". "É preciso que o Iphan cumpra fielmente o que lhe foi determinado pela legislação e pela própria Constituição. O próprio TCU ressaltou os desvios na distribuição de cargos dentro da autarquia, bem como delineou a necessidade de que fossem estabelecidos um quadro mínimo de funcionários, um&lt;br /&gt;quadro ideal e sua distribuição. Essa medida é fundamental, inclusive, para&lt;br /&gt;subsidiar o número de vagas a serem providas por meio de concurso público', assinala o MPF. A ação recebeu o número 2009.38.00.028095-0.&lt;br /&gt;PGR Notícias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-6178718008271874262?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/mpf-aciona-iphan.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su9kLmpLB4I/AAAAAAAABQo/KlLYj2PyyX8/s72-c/Iphan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-2249422958598604025</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-03T18:08:44.535-03:00</atom:updated><title>Programa de Capacitação em Projetos Culturais - FGV</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su7rxH72tnI/AAAAAAAABQg/NDVmSnKfwYU/s1600-h/Programa+Capacita%C3%A7%C3%A3o+Projetos+Culturais.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su7rxH72tnI/AAAAAAAABQg/NDVmSnKfwYU/s320/Programa+Capacita%C3%A7%C3%A3o+Projetos+Culturais.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399512232440018546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembramos que hoje é o último dia para inscrições no Curso de Nivelamento para as Oficinas Presenciais do Programa de Capacitação em Projetos Culturais do Ministério da Cultura.&lt;br /&gt;Esse primeiro curso iniciar-se-á amanhã, dia 04/11.&lt;br /&gt;Caso você não tenha se inscrito ainda clique no link abaixo e faça sua inscrição.&lt;br /&gt;http://www5.fgv.br/fgvonline/minc/mailmkt/23_10_2009/mailmkt_minc_210909.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços, Suporte MinC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-2249422958598604025?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/programa-de-capacitacao-em-projetos.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su7rxH72tnI/AAAAAAAABQg/NDVmSnKfwYU/s72-c/Programa+Capacita%C3%A7%C3%A3o+Projetos+Culturais.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-6107236059548035403</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T11:22:55.950-03:00</atom:updated><title>TEMPO DA CULTURA, TEMPO DAS CONFERÊNCIAS</title><description>(Joãozinho Ribeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último sábado, 31 de outubro, encerrou-se em caráter improrrogável a etapa municipal de realização das conferências de cultura em todo o país, etapa esta preparatória à II Conferência Nacional de Cultura – II CNC, que acontece de 11 a 14 de março do próximo ano. Os meses de novembro e dezembro do corrente estão reservados para a realização da etapa estadual, que deve se dar com uma grande mobilização em todos os estados da federação, visando, dentre outras questões, eleger os delegados para a II Conferência Nacional de Cultura.&lt;br /&gt;O saldo preliminar apresentado na última 6ª feira (30/10) durante reunião presidida pelo Ministro da Cultura em exercício, Alfredo Manevy, pela Coordenação da II CNC, oferece dados que superam todo o resultado quantitativo obtido na mesma etapa (municipal) da I Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005.  O balanço ainda incompleto da atual edição nos dá conta que todas as capitais brasileiras, sem exceção, realizarão suas respectivas conferências, fato que se estende também a todos os estados, incluindo o Distrito Federal, cuja conferência já aconteceu nos dias 23 e 24 de outubro. &lt;br /&gt;Conforme dados apresentados ao Ministro da Cultura em exercício pelos Coordenadores da II CNC – Silvana Meireles (Geral) e Joãozinho Ribeiro (Executivo) – 1.607 (28,88%) municípios até a data de 29.10 haviam realizado com sucesso as suas respectivas conferências municipais ou intermunicipais de cultura, ultrapassando com grande margem o resultado obtido na mesma etapa em 2005. Dentro deste universo, 17 estados já haviam superado o índice de participação dos municípios, em relação a I Conferência Nacional de Cultura. Alguns estados, que na primeira edição da CNC sequer fizeram conferência em qualquer município, nesta, simplesmente atingiram a marca de cobertura de 100% dos municípios, como é o caso dos estados do Acre e de Roraima.&lt;br /&gt;O Estado da Bahia, juntamente com o Acre, talvez sejam os exemplos de maior referência de organização do processo, com modelos singulares, que incluíram, além da etapa municipal, uma etapa territorial, qualificando sobremaneira o debate e a escolha dos delegados para as etapas seguintes. No caso da Bahia, os organizadores foram mais além, incluindo no próprio Decreto convocador da Conferência Estadual a previsão de realização da etapa setorial, visando a participação nas Pré-Conferências Setoriais, que acontecerão em janeiro de 2010 nas cinco macro-regiões do país.&lt;br /&gt;As Pré-Conferências Setoriais de Cultura tem caráter mobilizador, propositivo e eletivo e são instâncias regionais da II Conferência Nacional de Cultura, relacionadas às áreas técnico-artísticas e de patrimônio cultural com assento no Conselho Nacional de Políticas Culturais – CNPC: 1)Arte Digital, 2)Artesanato, 3)Arquitetura, 4)Arquivo, Memória e Documentação, 5)Artes Visuais, 6)Audiovisual, 7)Bibliotecas, 8)Circo, 9)Culturas Afro-Brasileiras, 10)Culturas dos Povos Índigenas, 11)Culturas Populares, 12)Dança, 13)Design, 14)Livro, Leitura e Literatura, 15)Moda, 16)Museus, 17)Música, 18)Patrimônio Material, 19)Patrimônio Imaterial e 20)Teatro.&lt;br /&gt;As plenárias das Pré-Conferências Setoriais de Cultura serão constituídas de delegações setoriais de todo o país, respeitando o equilíbrio entre as unidades da federação, escolhidas em processo de mobilização setorial, inclusive através de fóruns setoriais locais, orientados e supervisionados pelo Ministério da Cultura.&lt;br /&gt;Esta semana está sendo considerada a semana da cultura, e o Congresso Nacional será o palco de grande mobilização de artistas, produtores e gestores culturais, nos dias 04 e 05 de novembro, visando a sensibilização dos parlamentares para agilização da votação dos projetos de lei e de propostas de emendas constitucionais que se encontram em tramitação na Câmara e no Senado e que integram a Agenda Legislativa da Cultura Brasileira.&lt;br /&gt;Na qualidade de Coordenador Executivo da II Conferência Nacional de Cultura, acompanhei pessoalmente as Conferências dos municípios de Curitiba-PR, Goiânia-GO, Vitória-ES, Rio de Janeiro-RJ, São Bernardo do Campo-SP, Belém-PA e São Luís (Pré-Conferência), e saí de todas com uma impressão bastante positiva da qualidade dos debates e da participação popular, uma marca do Governo Lula, em cuja gestão já ocorreram 61 conferências das 100 que aconteceram desde a primeira, de saúde em 1941.&lt;br /&gt;Esperamos que a II Conferência Estadual de Cultura do Maranhão, prevista para acontecer de 02 a 04 de dezembro próximo, possa expressar esta mesma qualificação e grau de participação que vem acontecendo em todo o país, a fim de que possamos ter um salto de qualidade no que diz respeito à implantação de uma política pública de cultura democrática, descentralizada e participativa.&lt;br /&gt;Com ênfase neste propósito, faço minha as palavras da Ministra da Cultura da Espanha, Ángeles González-Sinde Reig, em artigo publicado recentemente na Folha de São Paulo (edição de 02/10), intitulado “O Tempo da Cultura”, quando da sua passagem pelo Brasil participando do 2º Congresso Ibero-Americano de Cultura:&lt;br /&gt;“Não é fruto do acaso que as sociedades mais avançadas, as que contam com os melhores índices de bem-estar, sejam sempre aquelas em que a pluralidade e o acesso à cultura estão mais garantidos”.&lt;br /&gt;“Evidentemente, é necessária a vontade dos governantes, mas também faz falta, e não em menor medida, a vontade dos meios de comunicação, dos empresários e, acima de tudo, da imensa maioria das cidadãs e cidadãos. Porque o tempo da cultura é o tempo da cidadania”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-6107236059548035403?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/tempo-da-cultura-tempo-das-conferencias.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-6129221198388370446</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 21:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T18:44:15.404-03:00</atom:updated><title>Convite Departamento de Arquitetura e Urbanismo - UEMA</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su4AqRi7E4I/AAAAAAAABQQ/dclz_Erf2oA/s1600-h/Equinox.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 115px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su4AqRi7E4I/AAAAAAAABQQ/dclz_Erf2oA/s320/Equinox.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399253729528189826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-6129221198388370446?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/convite-departamento-de-arquitetura-e.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su4AqRi7E4I/AAAAAAAABQQ/dclz_Erf2oA/s72-c/Equinox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-2777412729074508105</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 13:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T11:53:01.317-03:00</atom:updated><title>GENÉTICA - Cada macaco no seu galho</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su2OvgIwa_I/AAAAAAAABQA/L7o1WotF5XI/s1600-h/JB.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 50px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su2OvgIwa_I/AAAAAAAABQA/L7o1WotF5XI/s320/JB.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399128475018750962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Franklin Rumjanek &lt;br /&gt;UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade parece não se cansar de discutir a questão das raças humanas e a adequação de criar normas legais em favor deste ou daquele grupo minoritário. Embora se mantenha em nível dormente durante o ano, o debate é sazonal e adquire mais vigor nessa época, quando, juntamente com a primavera, começam as inscrições para os concursos de admissão às várias universidades públicas do país.&lt;br /&gt;No âmbito da discussão racial, talvez já tenham sido apresentados quase todos os argumentos genéticos enfatizando a dificuldade de definir raças humanas, sem que se tenha conseguido convencer os defensores das cotas para negros ou outras etnias de que tal critério seria mais que imperfeito. As ponderações resvalam nas couraças dos militantes que acreditam que a prática da justiça social se restringe à cor da pele.&lt;br /&gt;Macaco, eu? Aparentemente, genética e política são imiscíveis. Não obstante, aqui vai mais um argumento. Talvez a origem do problema esteja no fato de que as pessoas não sabem quem são biologicamente e onde se encaixam na natureza. Podemos propor um teste. Perguntem a seus semelhantes, ou a si mesmos: consideramse macacos ou não? E, se a resposta for não, por que não? É oportuno lembrar que chamar alguém de macaco é uma ofensa comum em conflitos envolvendo etnias diferentes. Enfim, passado o assombro (ou ultraje) inicial diante da indagação, virá a constatação de que a resposta não é trivial.&lt;br /&gt;Apenas aqueles mais familiarizados com a prática da classificação dos seres vivos se sentirão à vontade para refletir que humanos e grandes macacos pertencem à mesma ordem dos primatas, à mesma superfamília dos Hominoidea, à mesma família dos Hominidae e também à subfamília dos Homininae.&lt;br /&gt;Só quando chegamos ao gênero surge uma divisão que nos distingue, com base em alguns detalhes anatômicos. Nesse nível, os humanos são Homo, os chimpanzés e bonobos são Pan e os gorilas são Gorilla. Para todos os efeitos, no entanto, não há nada muito contundente contra a ideia de que os humanos podem também ser colocados entre os grandes macacos.&lt;br /&gt;Assim, é válido comentar que, se não é tão fácil distinguir humanos de grandes macacos, seria uma grande pretensão opinar com tanta certeza sobre a identificação de raças, uma subdivisão muito mais sutil – se é que existe – dentro da população humana.&lt;br /&gt;Raças? Recentemente, o geneticista indiano Aravinda Chakravarti lançou uma ideia que poderia ser facilmente testada e que colocaria uma pá de cal no assunto. Ele publicou um ensaio, na edição de 22 de janeiro (p. 380) da revista científica Nature, sobre o tópico de vínculos familiares e relações raciais. Após discorrer sobre a diversidade genética existente entre os seres humanos, Chakravarti propôs que, para confirmar a existência ou não de raças, os geneticistas deveriam se concentrar não nas populações, mas nos indivíduos.&lt;br /&gt;Os estudos mais conhecidos realizados até agora compararam populações. Para fazer isso, no entanto, os geneticistas acreditaram, a priori, que os indivíduos que compõem as populações são homogêneos e que as populações comparadas é que são suficientemente diferentes umas das outras.&lt;br /&gt;O caminho mais revelador, na opinião de Chakravarti, deveria ser o oposto.&lt;br /&gt;O pesquisador sugere selecionar aleatoriamente indivíduos e registrar vários aspectos de cada um, como local de nascimento, naturalidade de seus pais, língua e outras características culturais que os unissem a grupos variados. Nos mesmos indivíduos seriam identificadas também as marcas genéticas, exatamente como se faz para montar bancos de dados de populações que normalmente são usados em investigação de paternidade e de identidade.&lt;br /&gt;Com esses dados nas mãos, seria então possível buscar elementos comuns que permitiriam agrupar os indivíduos em populações distintas. As “raças” emergiriam daí. Ou, o que é mais provável, não. Com os equipamentos de análise de genoma já disponíveis, bastaria curiosidade e, claro, vontade política para resolver a pendenga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais na revista Ciência Hoje, edição de outubro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 1 de Novembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-2777412729074508105?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/11/genetica-cada-macaco-no-seu-galho.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/Su2OvgIwa_I/AAAAAAAABQA/L7o1WotF5XI/s72-c/JB.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-6342456297350514704</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T11:20:26.689-03:00</atom:updated><title>Día Mundial del Patrimonio Audiovisual</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SucBo82P_HI/AAAAAAAABP4/MgjzETrApC4/s1600-h/Unesco+Logo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 68px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SucBo82P_HI/AAAAAAAABP4/MgjzETrApC4/s320/Unesco+Logo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397284481466891378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A los miembros de ASAECA: la Comisión de Archivos y Patrimonio acordó distribuir el siguiente texto entendiendo que su difusión contribuirá a poner en la agenda pública la cuestión del patrimonio audiovisual como una de las acciones orientadas a llamar la atención sobre la falta de políticas públicas y de normas que regulen la preservación y el acceso, el escaso conocimiento sobre los fondos documentales de los archivos existentes, entre otros problemas. Creemos importante que nuestra Asociación intervenga al respecto, por eso les pedimos que lo difundan entre sus contactos, funcionarios, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia Mundial del Patrimonio Audiovisual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con motivo de celebrarse el 27 de octubre el Día Mundial del Patrimonio Audiovisual, fecha establecida por la UNESCO, la Comisión Archivos y Patrimonio de ASAECA (Asociación Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual) adhiere a la celebración y convoca a investigadores, realizadores y profesionales vinculados al campo, así como al conjunto de la comunidad a promover y proponer medidas urgentes para el rescate, la protección y la accesibilidad a los acervos audiovisuales de nuestro país, gran parte de los cuales se encuentran en riesgo e inaccesibles. Con ese propósito se solicita difundir este mensaje entre autoridades, organismos gubernamentales y de la sociedad civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;¿Por qué el 27 de octubre?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En octubre de 2005, la Conferencia General de la UNESCO aprobó la proclamación del 27 de octubre como el Día Mundial del Patrimonio Audiovisual, como una manera de construir la conciencia global sobre la conservación de la herencia audiovisual.&lt;br /&gt;La fecha remite al 27 de octubre de 1980, cuando la Conferencia General adoptó "la recomendación para salvaguardar y preservar las imágenes en movimiento". Ese fue el primer instrumento internacional para declarar la importancia cultural e histórica de películas y grabaciones de televisión y pedir a los estados miembros que den pasos decisivos para asegurar su preservación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.asaeca.org/inicio.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-6342456297350514704?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/dia-mundial-del-patrimonio-audiovisual.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SucBo82P_HI/AAAAAAAABP4/MgjzETrApC4/s72-c/Unesco+Logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4276977378214046242</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 00:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-25T21:35:29.087-03:00</atom:updated><title>LOAPPC - LABORATÓRIO-OBSERVATÓRIO ANTROPOLÓGICO DAS POLÍTICAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL</title><description>1.Apresentação (Esboço Preliminar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de criação do Laboratório-Observatório Antropológico das Políticas do Patrimônio Cultural nasce da inquietação de um grupo de antropólogos ligados a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e vinculados ao Grupo de Trabalho Permanente do Patrimônio Cultural (GTPPC/ABA). Esse Grupo de Trabalho, criado em 2003, reúne antropólogos que realizam pesquisas sobre o tema do patrimônio cultural desde a década de 1990 (Abreu, 2005). Desse modo, considerando as etapas pelas quais passaram os estudos sobre o patrimônio cultural, avaliou-se que o momento em que se encontra em ebulição o espaço social do patrimônio e da memória em nossa sociedade, e a partir do incremento dos investimentos do governo e do estado no campo da cultura, avaliou-se que é necessário que estes estudos e pesquisas galgassem um novo patamar e pudessem responder as demandas da sociedade atual, referente às questões do patrimônio cultural e da memória social.&lt;br /&gt;Assim, compreendemos que a reunião das pesquisas e estudos que já caminham para duas décadas de fecundos resultados – com diversos seminários, simpósios, mesas, oficinas, cursos, especializações, mestrados e doutorados – nos oferecem condições excelentes para a criação de uma instância mais efetiva e construtiva de elaboração e esboço de projetos e pesquisas de longo prazo. O acervo de material bibliográfico e acadêmico produzido nos últimos anos sobre a questão do patrimônio cultural e da memória social, nos dá condições formidáveis de articulação e inauguração de um novo estágio de reflexão e produção científica nessa área do conhecimento.&lt;br /&gt;O projeto de criação do LOAPPC amadureceu mais recentemente a partir da consolidação de ações e intervenções políticas e governamentais na área do patrimônio cultural, sem precedentes na história da sociedade brasileira. Com a realização de eventos comemorativos históricos e esportivos de grande envergadura, como por exemplo, “Brasil 500 anos”, “Família Real 1808-2008”, “Panamericano-Rio/2007”, observamos a necessidade de oferecer a sociedade instrumentos de avaliação e reflexão sobre os impactos dessas intervenções paisagísticas e sociais, invocando investimentos de larga monta e a criação de equipamentos sociais e urbanos, exigindo procedimentos sofisticados em engenharia social e humana. Todos esses índices foram acumulando um grande déficit de investigação e abordagem dos impactos desses empreendimentos na sociedade. A notícia de que se realizarão outros dois mega-eventos mundiais em nosso país – Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 – consideramos que chegou o momento da articulação efetiva entre a pesquisa sobre os acervos e bens culturais e a avaliação dos impactos dos grandes empreendimentos sobre estes mesmos acervos e bens. Contudo, nosso trabalho será direcionado prioritariamente para os impactos que estes eventos infringirão nos patrimônios culturais e ambientais, assim como aos lugares de memória da população brasileira, especialmente nas cidades em que se realizarão os eventos, e nas localidades que estarão satélites ou de outra forma vinculadas aos pacotes turísticos, oferecidos ao imenso contingente de turistas que vão visitar o país, na ocasião de realização destes dois mega-eventos.&lt;br /&gt;Portanto, a proposta de criação do LOAPPC vem corresponder às expectativas da sociedade e da academia, no sentido de elaborar uma perspectiva mais crítica, para além de nossas inquietações subjetivas, propondo trabalhos de crivo científico e investigativo sobre os processos sociais que vão, e já estão, sendo promovidos nas comunidades a serem afetadas. O LOAPPC pretende corresponder as estas expectativas e servir de instrumento de avaliação para o aprimoramento das ações governamentais e estatais, garantindo à sociedade meios para que estas intervenções previstas, venham a produzir benefícios e não estimular a intensificação da erosão cultural e ambiental, que todos tememos. O LOAPPC pretende dessa maneira, oferecer instrumentos teóricos e metodológicos para que a sociedade possa exigir que estes empreendimentos econômicos respeitem os direitos culturais e a cidadania cultural brasileira, evitando que os interesses capitalísticos predatórios das empresas nacionais e internacionais, da área do turismo e da hotelaria, venham a causar danos irreversíveis a continuidade temporal e geracional dos patrimônios culturais e ambientais do país e do continente sul-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Justificativa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LOAPPC, como já foi apontado acima, tem na realização dos mega-eventos indicados, a prioridade temporal e cronológica de atuação e efetivação. Destaca-se certa urgência ou emergência cultural e ambiental se difunde e se percebe na sociedade, temendo-se que estes eventos promovam a intensificação da erosão da cultura e da natureza em nosso país. Desse modo, justificamos a criação do LOAPPC, nesse momento, tomando como foco prioritário a realização da Copa do Mundo de 2014, já que este evento envolverá a participação e vinculação do país inteiro, com a integração de diversos sistemas bioculturais do país. A Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, receberá assim, os resultados dessa atuação, tornando-se outro campo de investigação prioritário, na seqüência cronológica dos eventos – que em muitos aspectos estão interconectados.&lt;br /&gt;Assim, cabe um breve histórico do processo de escolha e das decisões já tomadas para Copa do Mundo, competição mundial de futebol que acontecerá no Brasil em 2014. Como é sabido, em 1950, o Brasil sediou a Copa do Mundo, a primeira realizada após o fim da II Guerra Mundial. Em 2014, finalmente, voltará a ser realizada um Copa do Mundo de Futebol na América do Sul, após 36 anos, já que a Argentina sediou o evento em 1978. &lt;br /&gt;No dia 3 de Junho de 2003, a Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL) havia anunciado que Argentina, Brasil e Colômbia se candidataram à sede do evento. Em 17 de março de 2006, as confederações da CONMEBOL votaram de forma unânime pela adoção do Brasil como seu único candidato. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse em 4 de Julho de 2006 que, nesse caso, a Copa do Mundo de 2014 provavelmente seria sediada no país. No dia 28 de Setembro do mesmo ano, ele se encontrou com o Presidente Lula e disse que queria que o país provasse sua capacidade antes de tomar uma decisão. O dia 7 de fevereiro de 2007 seria a data final para as inscrições, porém a FIFA antecipou o prazo, tendo este acabado em 18 de dezembro de 2007. No dia 30 de Outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. A escolha das cidades-sede ficou para o fim de 2008, mas acabou acontecendo em 31 de maio de 2009, nas Bahamas. Dezoito cidades candidataram-se para sediar as partidas da Copa, porém Maceió desistiu, restando dezessete cidades, todas capitais de estados. A FIFA limita o número de cidades-sedes entre oito e dez, entretanto, dada a dimensão continental do país sede, a organização cedeu aos pedidos da CBF e concedeu permissão para que se utilizem 12 sedes no mundial. Após sucessivos adiamentos, finalmente no dia 31 de maio de 2009 foram anunciadas as sedes oficiais da Copa. A lista eliminou as candidaturas de Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco. Dentre as 12 cidades escolhidas, 4 a 6 delas deverão receber também a Copa das Confederações 2013, "evento teste" para a Copa. Umas das sedes, o Recife, organizará os jogos em outra cidade da Região Metropolitana, São Lourenço da Mata.&lt;br /&gt;Cidades Sedes da Copa do Mundo no Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.Concepção do LOAPPC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articular um grupo de pesquisadores e profissionais que procedam a uma investigação e pesquisa sobre os mais diversos problemas estruturais pelos quais a sociedade em função das ações e intervenções públicas e privadas no espaço social do patrimônio e da memória. A Antropologia participa como núcleo teórico fundamental em auxílio conjugado com outros aportes teóricos. Contribuir à investigação científica, discernir o campo epistemológico de seu arcabouço teórico, técnico e metodológico, viabilizando a aplicação técnica, a pesquisa e a investigação antropológica em prol da circulação, transmissão e produção de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.Transdisciplinaridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Laboratório apresentará um funcionamento em grupos específicos por pesquisa e tema investigado, mas requer reuniões mensais/anual com membros de todos os grupos, pois trabalha numa perspectiva em que a problemática escolhida é transversal e por isso congrega diferentes profissionais, sendo que todos eles, de uma forma ou de outra, utilizam o aporte teórico da Antropologia. &lt;br /&gt;Além dos grupos de pesquisa, o LOAPPC vai oferecer cursos de extensão, seminários, cursos de atualização e aperfeiçoamento, bem como uma especialização em na área do patrimônio cultural e memória social. Reuniões e congressos científicos também fazem parte de seu funcionamento.&lt;br /&gt;Divulgação da pesquisa e da produção do conhecimento científico é uma meta a ser alcançada por meio de uma Revista Eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Partes do Esboço Apresentado ao Grupo de Trabalho Permanente Patrimônio Cultural da Associação Brasileira de Antropologia - ABA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4276977378214046242?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/laoppc-laboratorio-observatorio.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-2846472018869131435</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T15:16:09.580-03:00</atom:updated><title>OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHy3a7lIZI/AAAAAAAABPw/-fuTIdeMn_E/s1600-h/Crisol+Image+Sol.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 148px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHy3a7lIZI/AAAAAAAABPw/-fuTIdeMn_E/s320/Crisol+Image+Sol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395860862502510994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que chegou o momento de criarmos, sem atrasos e vacilações,&lt;br /&gt;o OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL, ideia que vem nos atraindo já há algum tempo e que merece nossa atenção total nesse momento histórico importante. Devemos traçar com brevidade as grandes linhas gerais de uma "pesquisa sobre atitudes e tratamentos dispensados ao patrimônio cultural das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014". Creio que esse processo está cada vez mais acelerado, e intensificado agora, com a decisão do COI em realizar as Olimpíadas no Rio (2016). Será uma década de intervenções na cultura e no patrimônio brasileiro, como nunca testemunhamos - algo sem precedentes. Sinto que o momento é esse, de criar o nosso Observatório das Políticas do Patrimônio, com o apoio da ABA. No momento em que se (re-)edita o Programa Monumenta (PAC Cidades Históricas), precisamos estar atentos as decisões e as políticas do Governo - que tem afirmado que é 'política de Estado' (precisamos confirmar isso, com pesquisas). A sociedade civil necessita de instrumentos teóricos e metodológicos para avaliar estas intervenções, e nós podemos oferecer algumas ferramentas. O Observatório (-Laboratório) pode ser o nosso canal, além das publicações e eventos acadêmicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-2846472018869131435?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/observatorio-de-politicas-do-patrimonio.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHy3a7lIZI/AAAAAAAABPw/-fuTIdeMn_E/s72-c/Crisol+Image+Sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-371803724735491088</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T15:01:46.363-03:00</atom:updated><title>PAC Cidades Históricas ou o Programa Monumenta Reloaded?</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHvg3w29VI/AAAAAAAABPo/t2JEF6RS-20/s1600-h/JB.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 50px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHvg3w29VI/AAAAAAAABPo/t2JEF6RS-20/s320/JB.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395857176570295634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lula lança em Ouro Preto PAC de revitalização das cidades históricas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURO PRETO - Ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que um dos objetivos é promover o surgimento de "um centro de pequenos empreendedores" para o desenvolvimento das economias locais. Um dos caminhos para alcançar o desenvolvimento, nesse contexto, conforme o presidente, é o turismo.&lt;br /&gt;- Não adianta nada você recuperar se não fizer disso um processo de visitação do país e do mundo para que isso gere renda, emprego - disse Lula, em Ouro Preto (MG), ao lado dos ministros Juca Ferreira (Cultura) e Dilma Rousseff (Casa Civil), além do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).&lt;br /&gt;A meta do programa é revitalizar 5,2 mil imóveis particulares e 200 monumentos públicos em 173 cidades históricas, até 2012. O investimento previsto chega a R$ 890 milhões. Desse total, R$ 140 milhões serão liberados até o final do ano para 32 cidades. O trabalho prevê, entre outras atividades, contenção de encostas que podem afetar prédios históricos e troca da fiação elétrica.&lt;br /&gt;As primeiras cidades a receberem recursos do programa estão nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:54 - 21/10/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-371803724735491088?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/pac-cidades-historicas-ou-o-programa.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHvg3w29VI/AAAAAAAABPo/t2JEF6RS-20/s72-c/JB.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-3658761578151009751</guid><pubDate>Fri, 23 Oct 2009 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T14:26:43.539-03:00</atom:updated><title>TURISMO ÉTINICO - Nova Mercadoria Fetichizada</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHnPjtoOTI/AAAAAAAABPg/VOwu_qjP5F4/s1600-h/JB.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 50px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHnPjtoOTI/AAAAAAAABPg/VOwu_qjP5F4/s320/JB.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395848083037239602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Novo pacote turístico vai unir Rio, Bahia e Amazonas, visando a Copa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO - As secretarias de Turismo do Rio, do Amazonas e da Bahia lançaram na tarde desta quinta-feira, na Feira da Associação de Brasileira de Agências de Viagens, no Riocentro, o primeiro roteiro turístico integrado entre os três estados. A ideia é criar pacotes de viagens entre as federações que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Os roteiro também terá pacotes para os segmentos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e uma nova modalidade o turismo étnico.&lt;br /&gt;– Temos que aproveitar esta oportunidade e usar todos os artifícios para espalhar para o mundo inteiro esses roteiros turísticos maravilhosos que temos. Reunir a Bahia, o Amazonas e o Rio de Janeiro é tudo o que a gente tem de melhor: muita diversidade para o turista – disse a secretária estadual de Turismo Márcia Lins.&lt;br /&gt;Além dela, os secretários estaduais de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, e do Amazonas, Oreni Braga, estiveram presentes. A criação do roteiro já está sendo comemorada por quem vive o dia-a-dia do mercado.&lt;br /&gt;– Esse pacote é bem-vindo porque vai democratizar o perfil do turista que visita esses pontos. Por exemplo, o estrangeiro que vai ao Amazonas geralmente tem 40 anos ou mais e recursos financeiros, já que viajar para a Região Norte ainda é caro. É um perfil diferente do pessoal que visita a Bahia, para onde vão também os jovens. O pacote, com certeza, faz com que essa viagem saia mais barata – acredita Francisco Walberth, gerente de uma agência de viagens.&lt;br /&gt;Os roteiros poderão ser de 12 dias, para visitas aos três estados, ou de oito, para apenas dois deles. No Amazonas, o pacote prevê a inclusão de hotéis em áreas da Floresta Amazônica. No Rio, haverá opções de ecoturismo e, na Bahia, visitas aos centros históricos do estado.&lt;br /&gt;– Nossa proposta é facilitar a vida do turista. Muitas vezes, ele vai em uma operadora de turismo e quer saber como ir ao Amazonas, ao Rio ou à Bahia. Mas ele acaba se perdendo e opta por um destino só. Vamos facilitar a vida desse turista, disponibilizando ao operador uma cesta básica na sua prateleira para oferecer ao cliente – disse metaforicamente a secretária estadual de turismo do Amazonas, Oreni Campelo.&lt;br /&gt;O pacote inclui uma nova especificação de turismo, conhecida como étnico. A Bahia é um dos destinos desse pacote, que propõe que o visitante conheça de perto locais que sejam berços da cultura de raízes africanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20:48 - 22/10/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-3658761578151009751?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/turismo-etinico-nova-mercadoria.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/SuHnPjtoOTI/AAAAAAAABPg/VOwu_qjP5F4/s72-c/JB.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-538348370099231694</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 14:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-24T07:34:07.192-03:00</atom:updated><title>Mestiços Barrocos - Os Inclassificáveis II</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/St8X6M90WQI/AAAAAAAABPQ/42dnHakqiYo/s1600-h/Barroco+padr%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/St8X6M90WQI/AAAAAAAABPQ/42dnHakqiYo/s320/Barroco+padr%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395057167293503746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um época curiosa! Em pleno processo de mundialização das relações humanas, encontramos diversos movimentos, ditos 'sociais' e 'étnicos', invocando as purezas, as autenticidades, as identidades, as raízes culturais: movimentos de retorno ao passado - típicos sintomas tardios de 'narcisismos das pequenas diferenças' (Freud). Trata-se de algo inquietante... O que é preservar 'identidades culturais, hoje?' Qual deve ser nossa postura 'antropológica' diante da crise da própria idéia de 'identidade'? Posições pseudo-teóricas do tipo 'etnogênese', 'emergência étnica', 'revivência étnica', são questões que merecem algum tipo de reflexão crítica, mais aprofundada - através de uma socioan-alise arqueológica que coloca em cheque a própria subjetividade de quem se coloca o 'desejo de preservar'. Talvez não seja o lugar, tão cruto, para expressar essas preocupações, com certa aparência de indagações ligeiras, postas num Blog; já que se trata de uma reflexão mais complexa. Mas, não é possível se esquivar de uma preocupação sincera, honesta e intelectualmente legítima: é preciso medir as consequências do que estão fazendo com a Etnologia e a Antropologia, tanto nas academias como nas universidades do país. Agora é moda defender particularismos e relativismos culturais contra os supostos absolutismos da razão despótica, autoritária, uniformizadora, padronizadora, etc. Ocorre que estamos entrando no inverso disso, isto é, no irracionalismo, na fragmentação cindida, na preguiça pseudo-letrada, na mediocridade fácil das posições relativizadoras - enfeitiçadas pela idéia da 'diferença santa e sacralizada'; isso é próprio de pessoas confusas e desorientadas - que não têm condição alguma de aspirar a qualquer reflexão mais autônoma e ou mais abrangente. Seguem o lema da Coca-Cola: "Seja diferente, beba coca-cola (como todo mundo)"! Hoje é suspeito pensar no campo epistêmico, na religação dos saberes, na complexidade, ou compreender a lógica cultural subjacente (aliás, sempre foi suspeito, mas agora assistimos reações fóbicas). As questões sobre a totalidade, o sistema, o processo, estão sendo estigmatizadas como típico pensamento de megalomaníacos: a exigência agora é pensar menor! Pensar tribal: no bairro, no gênero, na raça, na vila (100% Raíz!)... A charada já foi decifrada: é nova mercadoria do 'turismo étnico' ('Parques Étnicos')! Mas, isso também é preguiça, mesmo: não tem outro nome, não. Preguiça de professores e estudantes preferindo assistir passivamente a falência do pensamento, ao invés de se erguer moral e culturalmente sobre a mediocridade; escavando essas posturas consensuais pequenas e tacanhas. Teme-se as chamadas 'grandes narrativas', e prefere-se dizer que 'tudo é relativo': é uma forma de não se estudar as relações que subjazem as aparentes diferenças. As diferenças são cada vez mais superficiais, fabricadas, simuladas e falsas; fetichizadas de modo sem precedente. Os 1% de diferença, valem mais que os 99% de semelhanças! Lamentável situação: esforça-se para forjar 'diferenças' para evitar fobicamente as semelhanças! Por que tanta resistência e fobia contra a semelhança? Talvez isso se explique com alguma facilidade: os desafios ao pensamento são cada vez maiores e sempre se consegue um jeitinho de fugir das responsabilidades e ludibriar os outros, com sofismas e estratagemas, cada vez menos sutis. 'Pensar abala a estrutura de tudo', como dizia Dante Milano. E abalar as estruturas é tudo que as pessoas não querem: elas estão muito estressadas, estafadas, cansadas, exaustas... Preferem 'naturalizar', 'introjetar', tornar 'habitus'... Melhor é debochar de tudo, defensivamente: refúgio banal dos que não querem mais enfrentar o desafio do pensamento... Dizem: - Estudar demais, deixa a gente doido! Por isso, ignorar essas coisas pra lá! Como dizia a canção: 'Deixa isso pra lá, vem pra cá!'... Para esses 'pseudo-letrados apocalípticos': '- Tudo é Kaos! Não pense, goze!' Esse tipo de postura, que vemos sendo reproduzida por mestres e professores, é que tem chamado a nossa atenção. O elogio do conformismo e da indiferença, o elogio da ignorância, da mediocridade, e da insignificância, é assombroso. É como disse Zizek, é a expressão de 'nihilistas' e 'zumbis pós-modernos', que não querem mais saber de pesquisar e estudar. Ou quando o fazem, arrumam um jeito de isso não causar tanto desconforto (querem é a bolsa do CNPq)... A palavra 'zumbi', utilizada acima, pode sofrer, a qualquer momento, o ataque dos que a consideram um insulto a figura de 'Zumbi dos Palmares'! Será mais uma forma de fugir da questão e lançar mão das mais absurdas acusações, tão em voga hoje, de 'racismo', 'discriminação', etc. Esse é mais um exemplo dos que confundem e tomam a parte pelo todo. Retiram do campo semântico a palavra usada e aprisionam o sentido para atingir seus interesses político-raciais do momento. Assim, o mundo gira e observamos a fraqueza do pensamento proliferar. Um dos sintomas disso é o desaparecimento da questão da mestiçagem barroca em nosso continente e sociedade. A clivagem racial (negro-branco) aboliu e solapou do mapa sócio-cultural brasileiro 'os inclassificáveis' (cafusos, caboclos, caiçaras, morenos, etc.). Como poetizou Arnaldo Antunes: - que negro e branco, que nada! Somos inclassificáveis! Somos Barrocos, enfim! Mestiços Barrocos, e somos muito semelhantes, nossas diferenças são efêmeras, fugazes, fluídas... Chega da neurose das fixações identitárias! Basta de mediocridades e dessa 'culturazinha de merda', que estamos assistindo por aí! Vamos enfrentar o desafio de pensar grande, pensar o processo, pensar a vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-538348370099231694?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/mesticos-barrocos-os-inclassificaveis.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/St8X6M90WQI/AAAAAAAABPQ/42dnHakqiYo/s72-c/Barroco+padr%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-1880995114936831069</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 02:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-14T23:34:47.313-03:00</atom:updated><title>Saramago: Igreja é "reacionária" e Bento XVI é "cínico"</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/StaJqfaOeRI/AAAAAAAABOI/k3RHgw-3HnQ/s1600-h/Saramago.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/StaJqfaOeRI/AAAAAAAABOI/k3RHgw-3HnQ/s320/Saramago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392648966901758226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Roma, 14 out (EFE).- O escritor português e Nobel de Literatura (1998) José Saramago chamou o papa Bento XVI de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva". "Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse Saramago em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, que hoje lança "Il Fatto Quotidiano".&lt;br /&gt;Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro "O Caderno" e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini (1986). No colóquio com Flores D'Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu "tranquilo", mas que agora está mudando de ideia. "As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder", afirmou. Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.&lt;br /&gt;Perguntado se o pouco compromisso dos escritores e intelectuais poderia ser uma das causas da crise da democracia, o escritor disse que sim. Porém, disse que este não seria o único motivo, já que toda a sociedade encontra-se nesta condição, o que provoca uma crise de autoridade, da família, dos costumes, uma crise moral em geral.&lt;br /&gt;Saramago destacou que o fascismo está crescendo na Europa e mostrou-se convencido de que, nos próximos anos, ele "atacará com força". Por isso, ressaltou, "temos que nos preparar para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão alimentando". A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro "Caim", no qual volta a tratar da religião. EFE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-1880995114936831069?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/saramago-igreja-e-reacionaria-e-bento.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nSKeuDrGHZ0/StaJqfaOeRI/AAAAAAAABOI/k3RHgw-3HnQ/s72-c/Saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-32679242.post-4694800601391675222</guid><pubDate>Mon, 12 Oct 2009 20:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-13T19:09:57.759-03:00</atom:updated><title>Gerald Thomas - Tudo a Declarar</title><description>&lt;strong&gt;Minha “INDEPENDÊNCIA OU MORTE” – “It’s a Long Goodbye”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;New York – Meus queridos, cheguei num ponto crucial da minha vida. O MAIS crucial até hoje. Um asterisco. Aliás, já estou nele há algum tempo e percebo que não adianta resmungar pra cima e pra baixo. Finalmente tomei uma decisão. &lt;br /&gt;“Transformar o mundo: acordar todos os dias e transformar o mundo”, dizia a voz de Julian Beck (quem eu dirigi e com quem aprendi tanta coisa). Eu tinha uma vaga noção das coisas. Não  encontro mais nenhuma. Eu tinha uma fantasia. Não a encontro mais. Só encontro aquele auto-retrato de Rembrandt me olhando, ele aos 55, eu aos 55,  um num tempo, o outro no outro, como se um quisesse dizer pro outro: o TEU “renascentismo” acabou: Você morreu. Morri? I can’t go on. And I won’t go on.Beckett, que é o meu universo mais próximo, diria “but I’ll go on”. Sim, existia uma necessidade de se continuar. Mas olho em volta e me pergunto: Continuar o quê? Não há muito o que continuar. Minha vida nos palcos acabou. Acabou porque eu determinei que os tempos de hoje não refletem teatro e vice-versa. Também não estou a fim de criar o iTheatro, assim como o iPhone ou o iPod. A miniatura e o “self satistaction” cabem muito bem na decadência criativa de hoje. Mas, se formos analisar o último filme ou CD de fulano de tal, ou a última coreografia de não sei quem, veremos que tudo é uma mera repetição medíocre e menor de algo que já teve um gosto bom e novo. Claro, minha opção dramatúrgica sempre foi escura, sempre foi dark, se assim querem. De Beckett e Kafka aos meus próprios pesadelos, que um crítico do New York Times disse que eu ”usava a platéia como meu terapeuta”. Até que coloquei Freud como sujeito principal da ópera “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Acho que o resultado todo mundo conhece. É estranho. Até 2003, 2005 talvez, ainda fazia sentido colocar coisas em cena. Sinceramente não sei descrever o que mudou. Mas mudou. Claro que somos seres políticos. Mas isso não quer dizer que nossa obsessão ou a nossa única atenção tenha que ser A política. Ao contrário. A arte existe, ou existia, justamente para fazer pontes, metáforas, analogias entre a condição  e fantasia do ser humano de hoje e de outras eras e horas. Daniel Barenboim, que nasceu Argentino mas é cidadão do mundo (um dos músicos mais brilhantes do mundo), e cidadão Israelense, achou uma forma de aplicar sua arte na prática. Ele tenta, desde 2004, “provocar”, através da música, a paz entre palestinos e israelenses. Fez um lindíssimo discurso ao receber o prêmio “Wolf” no Knesset Israelense dizendo que sua vida era somente validada pela música que ele conseguia construir com jovens músicos palestinos (presos, confinados – justamente na época em que Israel construía um Muro de separação) e jovens músicos israelenses. &lt;br /&gt;Não sou tão  genial quanto Daniel Barenboim e construir uma peça de teatro é muito mais difícil que abrir partituras de um, digamos, Shostakovich ou Tchaicovski, e colocar a orquestra pra tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AMNÉSIA TEMPORÁRIA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trecho de uma sinopse, por exemplo, que escrevi quando os tempos ainda se mostravam propícios: “E em Terra em Trânsito, uma óbvia homenagem a Glauber, uma soprano só consegue se libertar de sua clausura entrando em delírios, conversando com um cisne fálico, judeu anti-sionista, depois de ouvir pelo rádio um discurso do falecido Paulo Francis sobre o que seria a verdadeira forma de “patriotismo”. O cisne (cinismo) sempre a traz de volta a lembranças: “Ah, você me lembra os silêncios  nas peças de Harold Pinter! Não são  psicológicos. Mas é que o sistema nacional de saúde  da Grã-Bretanha está em tal estado de declínio que os médicos estão  a receitar qualquer substância, mineral ou não mineral, que as pessoas ficam lá, assim, petrificadas… cheirando umas às outras…”  Essa “petrificação” que a sinopse descreve, acabou me pegando. “Os dois espetáculos (Terra em Trânsito e Rainha Mentira), são  uma homenagem à cultura teatral e operística aos mortos pelos regimes autoritários/ditaduras”. Serão mesmo? Homenagens?  Não, não são. Quando escrevo um espetáculo, escrevo e enceno o que tenho que encenar. Não penso em homenagens. “Mais do que nunca eu acredito que somente através  da arte o ser humano voltará a ter uma consciência do que está fazendo nesse planeta e de seu ínfimo tamanho perante a esse imenso universo: ambas as peças  se encontram em “Liebestod”, a última ária de “Tristão  e Isolda”, onde o amor somente é possível através  da morte e vice-versa.  No enterro da minha mãe, ao qual eu não fui (por pura covardia) uma carta foi lida (mas ela é lida  na cena final de “Rainha Mentira”), que presta homenagem aos seres desse planeta que foram, de uma forma ou outra, desterrados, desaparecidos, torturados ou são  simplesmente o resultado de uma vida torta, psicologicamente torta, desde o início torta e curva, onde nenhuma linha reta foi, de fato, reta, onde as portas somente se fechavam  e onde tudo era sempre uma clausura e tudo era sempre proibido e sempre trancado. Então, a tal homenagem se torna real, através da ficção da vida do palco”. Pulo pra outro trecho, lá no fim do programa. “Essa xícara esparramada nessa vitrine desse sex shop em Munique era um símbolo que Beckett não ignoraria e não esqueceria jamais. Eu também não. Sejam bem vindos a tudo aquilo que transborda.” Por que coloquei esse trecho de programa ai? Não sei dizer. Liberdade poética pura ou pura liberdade poética. Ou chateação mesmo! Talvez seja um indicador do quanto estou perdido no que QUERO DIZER e ONDE QUERO CHEGAR. Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou. Talvez nunca venha a descobrir. Posso estar vivendo uma enorme ilusão. Mas não me custa tentar. Virei escravo de um computador e virei escravo de uma agenda política imediata da qual não faço  parte. Tenho uma imensa cultura histórica. Imensa. Tão grande que a política de hoje raramente me interessa. Sim, claro, Obama. Mil vezes Obama. Mas Obama afeta o mundo inteiro. Mais eu não quero dizer. Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou.(nota rápida: acabo de ver o que resta do The Who, Daltrey e Townsend, no programa do Jools Holland: não tem jeito: nenhuma banda de hoje tem identidade MESMO! A garotada babava! E era pra babar mesmo!) Sabem? Vale sempre repetir. Fui criado na sombra do holocausto entre os pingos de Pollock e os “ready mades” de Duchamp e os rabiscos do Steinberg. Isso o Ivan Serpa e o Ziraldo me ensinaram muitíssimo cedo na vida. E… Haroldo de Campos. Meu Deus! O quanto eu devo a ele! Não somente o fato dele ter sido o curador dos livros que a Editora Perspectiva lançou a meu respeito mas… a convivência! E que convivência! E a amizade. Indescritível como o mundo ficou mais chato e menos redondo no dia em que ele morreu. E ele morreu na estréia do meu “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Haroldo não somente entendia a minha obra, como escrevia sobre ela, traçava paralelos com outros autores e criava, transcriava a partir do meu trabalho. A honra que isso foi não tem paralelos. Por que a honra? Porque Haroldo era meu ídolo desde a minha adolescência. O mero fato de “Eletra ComCreta” se chamar assim, era uma homenagem aos concretistas. Mas ele só veio aparecer na minha vida na “Trilogia Kafka”, em 1987. Eu simplesmente não acreditei quando ele entrou naquele subterrâneo do Teatro Ruth Escobar. Nem mesmo a convivência com Helio Oiticica foi uma coisa tão forte e duradoura. Não posso e não vou nomear todas as grandes influências da minha vida. Daria mais que um catálogo telefônico. Já bato nessa tecla faz um tempo. &lt;br /&gt;Philip Glass dá uma graciosa e hilária entrevista a meu respeito(http://www.vimeo.com/2988089). Dura uns 20 minutos. Nela, ele sintetiza, como se num improviso, tudo aquilo que os scholars e os críticos não conseguem dizer ou tentam dizer com oito mil palavras por parágrafo! Essa entrevista também está no www.geraldthomas.com ou aqui em vídeos, no blog. Meu pai me fazia ouvir Beethoven numa RCA Victor enorme que tínhamos. E eu, aos prantos, com a Pastoral (a sexta sinfonia) desenhava, desenhava essas coisas que, décadas mais tarde (na biblioteca do Museu Britânico) iam virando projetos de teatro. Hoje, com mais de 80 “coisas” montadas nos palcos do mundo, olho pra trás e o que vejo? Vejo pouco. Vejo um mundo nivelado por uma "CULTURAZINHA DE MERDA", por twitters que nada dizem. Vejo pessoas sem a MENOR noção do que já houve e que se empolgam por besteiras. Nem bandas ou grupos de músicas inovadoras existem: vivemos num looping dentro da cabeça de alguém. Talvez dentro de John Malcovich.  E, ao contrário de Prospero, ele não nos liberta para o novo, mas nos condena pro velho e o gasto! Até a China tem a cara do Ocidente. Ou então nos antecipamos e nós é que temos a cara da China, já que tudo aqui é “made in China”. Sim, encontrei Samuel Beckett, montei seus textos, encontrei um monte de gente que, quem ainda não viu, não sabe ou não leu – vá no www.geraldthomas.com e se depare com o meu universo. E gostaria muitíssimo que vocês entendessem o seguinte: quando comecei minha carreira teatral, a vida, a cena aqui no East Village era “efervescente”. Tínhamos o Village Voice e o SoHo News pra nos apoiar intelectualmente. A “cena” daqui era multifacetada. Eram dezenas de companhias, desde aquelas sediadas no La MaMa, ou no PS122, ou em porões, ou em Lofts ou em garagens, ou aquelas que o BAM importava, mas era tudo uma NOVA criação. Era o exercício do experimentalismo. Do risco.  E os críticos, assim como os ensaístas, nos davam páginas de apoio. Além do mais, a minha geração não INVENTOU nada. Somente levou aquilo que (frutos de Artaud, Julian e Grotowski), como Bob Wilson, Pina Bausch, Victor Garcia, Peter Brook, Peter Stein e Richard Foreman e Ellen Stewart, etc., haviam colocado em cena. Faço parte de uma geração de “colagistas” (se é que essa palavra existe). Simplesmente “levamos pra frente, com alguns toques pessoais” o que a geração anterior nos tinha dado na bandeja. Mas quem sofreu foram eles. Digo, a revolução foi de Artaud e não da minha geração..&lt;br /&gt;Portanto, minha geração não fará parte da HISTÓRIA. Óbvio que digo isso com enorme tristeza. Nada fizemos, além de tocarmos o barco e ornamentarmos ele. Ah, hoje o Village Voice está reduzido a um jornal de sex ads. Sobre os teatros eu prefiro não falar. Quanto aos grupos, 99 por cento deles, não existem mais e nem foram trocados por outros. Só se vê pastiche. É o mesmo que no mundo da música: é o mesmo bate-estaca em tudo que é lugar. Esse universo está menor que aquele que Kepler ou Copernico ou Galileu descobriram. O Wooster Group aqui fechou suas portas. Muitas companhias de teatro daqui e da Europa fecharam suas portas. E poucos jovens sabem quem é Peter Brook. Esse ano perdemos Pina Bausch e Merce Cunningham e Bob Wilson, o Último Guerreiro de pé, inexplicavelmente, viaja com uma peça medíocre: “Quartett” de Heiner Mueller, que eu mesmo tive o desprazer de estrear aqui nos Estados Unidos (com George Bartenieff e Crystal Field) e no Brasil com Tonia Carreiro e Sergio Britto nos anos 80. Heiner Mueller é perda de tempo. E Wilson está tendo enormes dificuldades em manter seu complexo experimental em Watermill, Long Island, aqui perto, que habilitava jovens do mundo a virem montar mini espetáculos e conviver e trocar idéias com seus pares de outros países. Sim, o tempo semi-acabou. Mas somente parte desse tempo acabou. E o problema é meu. Como disse antes: vou tentar sair por aí pra redescobrir quem eu sou. Mas vai ser difícil. Sou daqueles que viu a Tower Records abir a loja aqui na Broadway com Rua 4. Hoje a Tower se foi e até a Virgin, que  destruiu a Tower, também se foi e está com tapumes  cobrindo-a lá em Union Square. Parece analogia pra um 11 de Setembro? Não, não é. Falo somente de mega lojas de Cds. Tive a sorte de seguir as carreiras de pessoas brilhantes, ver Hendrix de perto, ou Led Zeppelin, ou dirigir Richard Wagner, e estar na linha de cuspe de Michael Jackson e de assistir ao vivo o nascimento da televisão a cabo, da CNN, da internet, dos emails pra lá e pra cá. Deram-me presentes lindos como grande parte das óperas que dirigi nos melhores palcos das casas de Ópera da Europa. São muitas fantasias que a depressão  não deixa mais transparecer. E o que é a arte sem a fantasia, sem o artifício? É o mesmo que o samba sem o surdo e a cuíca! Fica algo torto ou levemente aleijado. Não, não estou indo embora. Anatole Rosenfeld escreveu: &lt;br /&gt;“O teatro é  mais antigo que a literatura e não depende dela. Há teatros que não se baseiam em textos literários. Segundo etnólogos, os pigmeus possuem um teatro extraordinário, que não tem texto. Representam a agonia de um elefante com uma imitação perfeita, com verdadeira arte no desempenho. Usam algumas palavras, obedecendo à tradição oral, mas não há texto ou literatura. No improviso também há tradição.” Perdi meu improviso. Sim, perdi a vontade de improvisar. &lt;br /&gt;Vou fazer um enorme esforço em me ver de volta, seja via aqueles olhos de Rembrandt ou uma fatia do Tubarão de Damien Hirst. Óbvio que – na eventual possibilidade de um acontecimento real – eu reapareço por aqui com textos, imagens, etc. Também sem acontecimentos. Pode ser que eu me encontre no meio da Tunísia, numa tenda de renda, e resolva, a la Paul Bowles escrever algo: surgirá aqui também. Então, o blog permanecerá aberto, se o IG assim o permitir. Sei que estou no início de uma longa, quase impossível e solitária jornada. I’ve had the best theater and opera stages of the world, in more than 15 countries given to me. Yes,  I was given the gift of the Gods. No complaints, whatsoever. It has been a wonderful ride. Really has. Thank you all so very much. Thank you all so very very much. Um breve adeus para vocês!&lt;br /&gt;LOVE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerald Thomas, 7 September 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTA AO JORNAL O GLOBO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO - Gerald Thomas vai deixar o teatro. No mês passado, o diretor que fez da controvérsia seu gênero teatral divulgou pela internet um artigo no qual afirmava que daria adeus ao teatro. "Continuar o quê?", disse ele no artigo; "Se formos analisar o último filme ou CD de fulano de tal, ou a última coreografia de não sei quem, veremos que tudo é uma mera repetição medíocre e menor (...)". Ao GLOBO, por e-mail, o diretor confirma a saída, mas não se será definitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai parar de dirigir? É sua aposentadoria?&lt;br /&gt;GERALD THOMAS: Eu não chamaria de aposentadoria. Aposentadoria implica receber pensão, não? Não é o meu caso. O meu é um pouco mais profundo. Acredite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é um ''breve'' adeus, como você diz no artigo, você para por um tempo e depois volta?&lt;br /&gt;GERALD: Não tenho nada decretado. Digo no meu artigo que preciso de tempo pra me achar e que não há originalidade alguma na minha geração. Digo que os tempos de hoje estão extremamente chatos, e as verdadeiras estrelas são aquelas fora do teatro: não faz mesmo sentido entreter um pequeno número de pessoas presas em cadeiras, vendo "miragens" no palco. Essa mentirinha está mal contada. E eu parei de contá-la. Mas não estou reclamando: me deram "the time of my life". Tive os melhores teatros do mundo e agradeço a Deus por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As verdadeiras estrelas são aquelas fora do teatro: não faz mesmo sentido entreter um pequeno número de pessoas presas em cadeiras, vendo 'miragens'"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai participar de projetos teatrais fora da direção?&lt;br /&gt;GERALD: Eu parei. Procure me entender. Parei. O Gerald Thomas parou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai deixar de assistir a peças também?&lt;br /&gt;GERALD: Não quero nem ouvir falar de teatro ou em teatro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você fará a partir de agora? Vai estudar? O quê? Vai viajar? Para onde?&lt;br /&gt;GERALD: Vou trabalhar alguma prosa, pensar na vida. Pensar na vida. Repensar no que aconteceu e onde tudo se perdeu. Porque... te digo com toda a sinceridade: a mediocridade reina, seja na música, seja nas artes plásticas ou no cinema. Então... estamos atravessando um período onde é melhor se calar e... quieto no meu canto, vou pisar em outras calçadas que não NY e Londres, e essas que piso sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você fala que não tem vontade de criar um "iTheatro''. As experiências culturais ao vivo, como o teatro, estão em declínio? Quando se vai a um show de música, as pessoas não assistem mais a ele sem fotografar ou filmar. Se pudessem fazer o mesmo com as peças, ajudaria o teatro?&lt;br /&gt;GERALD: Uma de minhas últimas peças foi "Kepler the dog: um cão que insultava mulheres", levada ao ar pelo "Ig". Então, isso, eu já fiz. Foi visto numa noite por mais gente do que uma peça é vista numa temporada inteira. Não culpo o público nunca. Culpo a nós mesmos por não termos tido a coragem de ter ido mais longe: ficamos nessa merda de desconstrutivismo por tempo demais. E deu no que deu. Caiu tudo. A minha geração não tem cultura, falta cultura a essa falta de cultura! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entrar em contato com os que se nivelam pela "culturazinha de merda'', como você diz no seu artigo? A sua geração artística não teria conseguido lidar com isso?&lt;br /&gt;GERALD: Não competíamos com a internet ou a TV a cabo e o Twitter e o celular que manda text message, e isso e aquilo. Isso tudo afasta qualquer pessoa da arte. Seja a arte que for. Havia um tempo para ser dedicado à arte. Havia uma imprensa que nos apoiava aqui em NY. Hoje a imprensa que resta (o "Village Voice") virou um bando de anúncio de travestis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha que esse nivelamento por baixo, esse esvaziamento da arte, poderia se ligar a um também esvaziamento da política? Assim como as pessoas não teriam mais paixões políticas, estariam mais cínicas também para uma discussão da cultura?&lt;br /&gt;GERALD: Como assim "não têm paixões políticas"? Coloquei toda a minha energia na campanha do presidente Obama ano passado. E acho ótimo ter feito isso!!!!! Aqui, nos EUA, não há cinismo algum em relação à política, e sim, um tremendo renascimento político. Não cultural. Mas político, sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua decisão de abandonar o teatro parece vir de um processo longo de reflexão. Mas houve algum acontecimento que tenha servido de gota d'água, de catalisador para essa sua decisão? O que foi?&lt;br /&gt;GERALD: Foi há um mês, quando estive em Amsterdã pela 30 vez e vi um dos autorretratos de Rembrandt. Aquele que ele pintou aos 55 anos. Eu estou com 55 anos. Nos comunicamos através de um estranho olhar. Ele num tempo, e eu, num outro, divididos por 400 anos. Fiquei de tal forma emocionado com aquele quadro (que conheço a minha vida inteira) que dessa vez algo em mim simplesmente se quebrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/10/09/gerald-thomas-parou-nao-quero-ouvir-falar-de-teatro-diz-diretor-767989965.asp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32679242-4694800601391675222?l=gpeculturais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gpeculturais.blogspot.com/2009/10/gerald-thomas-fala-ao-globo.html</link><author>alexandre.correa@pq.cnpq.br (Alexandre Correa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>